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Contemplados do 61º Prêmio Fundação Bunge – Infraestrutura de Transportes


Publicado em 05/09/16 às 14h15 envie a um amigoenvie para um amigo imprimir esta
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A 61ª edição do Prêmio Fundação Bunge reconheceu pesquisadores nas áreas de “Nutrição e Alimentação Animal” e “Infraestrutura de Transportes”. Hoje, vamos mostrar um pouco mais sobre os dois contemplados em Infraestrutura de Transportes, e o trabalho que realizam.

José Vicente Caixeta Filho – Categoria Vida e Obra

Engenheiro civil com décadas de ensino e pesquisa dedicados à Logística e à Infraestrutura de Transportes, José Vicente Caixeta Filho nasceu em Piracicaba (SP), em 1962. Filho de professores, estudou em escola pública até chamar a atenção dos dirigentes do Colégio Luiz de Queiroz (CLQ), escola particular de excelência com foco na preparação para o ingresso no Ensino Superior.

José Vicente foi aprovado na Escola Politécnica da USP, onde graduou-se em 1984. Em 1987, obteve bolsa da Fundação Rotária para fazer mestrado em Economia pela Universidade de New England, na Austrália e, em 1989, retornava a sua cidade natal para dar aulas no Departamento de Economia e Sociologia Rural (hoje, Economia, Administração e Sociologia) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Lá, Caixeta começou dando aulas de Economia, mas aos poucos se aproximou, como professor e pesquisador, do que seria o foco de seu trabalho: a Logística Agroindustrial.

Como fruto de suas pesquisas, idealizou o Sistema de Informações de Fretes (Sifreca), construído com a ajuda de seus alunos de pós-graduação. Trata-se de um imenso banco de dados que mapeia as cadeias logísticas de todo o Brasil e está disponível para consulta gratuita pela internet e por aplicativos de celular. O sucesso desta metodologia pioneira deu origem ao Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq (Esalq-Log), que também desenvolve projetos para as iniciativas pública e privadas, e consolidaria Caixeta, coordenador do grupo, como referência máxima da área no País. Ele ainda conquistaria o doutorado em Engenharia de Transportes pela USP, em 1993, e um pós-doutoramento na Alemanha, em 1994.

De 2011 a 2015, José Vicente ainda ocupou o cargo de diretor da Esalq. Sua extensa atuação na instituição mostra que os desafios colocados para a Agricultura no século XXI são de natureza cada vez mais transdisciplinar. Principalmente porque, dada a importância do agronegócio para a economia brasileira, é na ineficiência logística que reside um dos maiores obstáculos ao nosso desenvolvimento. Se o Brasil já sabe plantar como potência agrícola mundial, ainda temos muito o que evoluir na movimentação e no armazenamento de cargas, e Caixeta é um dos que mais têm feito para mudar esse quadro.

Hugo Miguel Varela Repolho – Categoria Juventude

Hugo Miguel Varela Repolho é o que podemos chamar de prodígio. Aos 33 anos, já participou de projetos para o redesenho do mapa judiciário de Portugal, sugerindo a melhor distribuição dos tribunais pelo país; para a elaboração do traçado de uma linha de trem-bala entre as cidades de Lisboa e Porto; para a implantação de uma rede de coleta e tratamento resíduos sólidos na Albânia; para a localização estratégica de novas lojas de uma rede de comércio, na Suíça; para a otimização da rede de distribuição de uma empresa brasileira de produtos químicos; para a escolha do centro urbano onde instalar uma operação de carsharing no Brasil; entre vários outros.

Se, aos responsáveis por um projeto de logística e infraestrutura, cabe decidir seus propósitos, a profissionais como Hugo cabe desenvolver as ferramentas de auxílio que permitem chegar aos resultados esperados. Em todos os casos, seu trabalho consiste em criar ferramentas de apoio à decisão baseadas em modelos matemáticos que, tendo em conta os diferentes objetivos e as restrições de cada projeto, apontam para a melhor solução possível.

Hugo nasceu em Portugal, em 1983, e formou-se em Engenharia Civil pela Universidade de Coimbra, sua cidade natal. No último ano do curso, a instituição enviou quatro dos seus melhores estudantes para cumprirem os últimos seis meses de licenciatura no Rio de Janeiro, e Hugo estava entre eles. Em 2007, iniciou doutorado em regime “sanduíche” entre as Universidades de Coimbra e da Califórnia, nos Estados Unidos, onde viveu por quase um ano. O doutorado o consolidou especialista em Urbanismo, Ordenamento de Território e Transportes. Nesta época, desenvolveu estudos para o projeto de uma ferrovia de alta velocidade entre Lisboa e Porto e para o de uma autoestrada que cruzaria Portugal, da zona costeira à fronteira espanhola.

Ao doutorado seguiu-se um pós-doutorado, em 2012, na École Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça, onde desenvolveu projetos para consultorias privadas, com clientes como uma empresa de comércio e o governo da Albânia. A essa altura, a atuação de Hugo já havia lhe trazido reconhecimento dos pares e de publicações especializadas.

Atualmente, Hugo trabalha como professor assistente da graduação e da pós-graduação na área de Logística e Transportes da PUC, além de ser pesquisador convidado de um grupo de pesquisa em Território, Transportes e Ambiente das Universidades de Coimbra e do Porto, em Portugal. Gosta de dar aulas, gosta de orientar alunos de mestrado acadêmico e profissional. E gosta, sobretudo, de criar modelos que apontem com precisão os melhores caminhos a se tomar em cada circunstância.



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