Prêmio Fundação Bunge

CELEBRANDO PESSOAS QUE CONSTROEM O CONHECIMENTO

Desde 1955, um dos mais importantes reconhecimentos de mérito científico, literário e artístico do País.

Primeira iniciativa da Fundação Bunge, o Prêmio Fundação Bunge foi criado como forma de incentivo à inovação e à disseminação do conhecimento no Brasil. É concedido anualmente a personalidades de destaque em diversos ramos das Ciências, das Letras e das Artes nacionais, em duas categorias:

  • Vida e Obra: homenagem à obra consolidada de indivíduos que já se tornaram referências em suas áreas.
  • Juventude: premiação de jovens talentos com até 35 anos de idade.

Enfatizando o aspecto de reconhecimento pelos pares, os candidatos ao Prêmio Fundação Bunge não se inscrevem para concorrer. A cada ano, eles são indicados espontaneamente por dirigentes de universidades e de algumas das principais entidades culturais e científicas do País; a partir das indicações, Comissões Técnicas compostas por especialistas nas áreas de premiação elegem os homenageados.

198 contemplados
sendo 124 contemplados na categoria "Vida e Obra"
74 contemplados na categoria "Juventude"

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Pauloito

Paulo Ito

Área: Artes

Ano: 2019

Prêmio: Prêmio Fundação Bunge

Síntese:

Paulo, nasceu em São Paulo em 1978. Sua primeira série de pintura data de 1999, e suas primeiras experiências com arte de rua aconteceram no ano seguinte, embora tenha começado a produzir murais no campus da universidade em que cursou artes plásticas, em 1997. Eventual ilustrador, oficio que desenvolveu principalmente no início dos anos 2000, Ito tem também bastante influência de histórias em quadrinhos, atividade que praticou na adolescência e retomou anos atrás.

Sua produção de rua passou por diversas fases: a primeira foi muito experimental e na segunda pintou nus femininos e de 2009 até hoje passou a pintar temas ligados a crítica social e de comportamento. Paulo participou de exposições individuais nos anos de 2005 na Oficina da Luz e 2006 e 2008 no Coletivo Galeria, ex-Grafiteria. O artista pintou painéis e realizou intervenções de rua em cidades como Buenos Aires, Montevidéu, Lisboa, Barcelona, Berlin, Cracóvia, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo horizonte entre outras, mas a maioria de seus trabalhos está em São Paulo. O painel realizado no bairro da Pompéia que retrata um garoto faminto com uma bola de futebol no prato ganhou repercussão mundial recentemente e foi objeto de matéria em diversos meios de comunicação de mais de 20 países, e foi compartilhado dezenas de milhares de vezes em mídias sociais inclusive por celebridades internacionais.

Raicampos

Raí Campos Lucena

Área: Artes

Ano: 2019

Prêmio: Prêmio Fundação Bunge Juventude

Síntese:

Raí Campos Lucena (RAIZ), baiano de nascimento, mas amazonense de coração, adotou a cultura indígena como berço para o desenvolvimento da arte em novas perspectivas, além de murais, sua criatividade está atingindo também telas e tapetes de cestaria indígena. Está em andamento inclusive sua primeira exposição individual, lançada em maio deste ano. Está cursando na Universidade Federal do Amazonas – Artes Visuais, já participou de inúmeros eventos nacionais e internacionais, bem como ações solidárias. Hoje pesquisa a vida dos indígenas e quase todas as suas representações dizem respeito a etnias, rituais.

É jovem e atento aos detalhes da cultura indígena, sua marca registrada. É um artista da nova geração que destaca a cultura indígena aliada ao contemporâneo. Seu trabalho tem sido reconhecido não somente na cidade de Manaus, mas nos municípios do interior do Amazonas. Recebeu a Premiação no XI Salão Curupira de Artes Plásticas 2018 pela Obra “Seres da Amazônia” premiada na categoria Grafite.

Lucianocordoval

Luciano Cordoval de Barros

Área: Ciências Agrárias

Ano: 2019

Prêmio: Prêmio Fundação Bunge

Síntese:

Luciano Cordoval de Barros, é Engenheiro Agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, hoje Universidade Federal de Lavras-UFLA (1973). Em 1983, ingressou na Embrapa onde trabalha até hoje. Inicialmente, coordenou por dez anos a equipe de apoio de irrigação para as pesquisas da Embrapa Milho e Sorgo, ocasião em que desenvolveu a Tecnologia Social Lago de Múltiplo Uso. Em 1997, a partir de um Projeto-Piloto na microbacia do ribeirão Paiol, no município de Sete Lagoas, MG, desenvolveu tecnologia Barraginhas, cujo objetivo é captar a água das enxurradas e promover seu armazenamento no solo, evitando erosões, assoreamentos e contaminações ambientais e promover o aumento do volume de água dos mananciais. Difundiu essa tecnologia em diversas regiões de Minas Gerais e posteriormente em outros estados, como CE, DF, GO, MT, PA, PI, RJ, RS, SE e TO.

Ministrou mais de 200 treinamentos para transferência dessas duas tecnologias para públicos diversos, atendendo desde comunidades muito carentes de regiões áridas e semiáridas até autoridades e comitivas internacionais interessadas na preservação de recursos hídricos.

Com as tecnologias Barraginhas e Lago de Múltiplo Uso, conquistou diversos prêmios, que viabilizaram o patrocínio de Projetos que propiciaram a implantação de mais de 10.000 Barraginhas no noroeste de Minas Gerais e nos sertões do Ceará e do Piauí. Atualmente, coordena o Projeto de Disseminação dessas duas tecnologias sociais, no semiárido e no Sertão do São Francisco, dentro do Programa Desenvolvimento e Cidadania, através do qual já construiu mais de 4.000 Barraginhas e 250 lagos.

Marciaesteves

Márcia Alves Esteves

Área: Ciências Agrárias

Ano: 2019

Prêmio: Prêmio Fundação Bunge Juventude

Síntese:

Márcia Alves Esteves, possui Graduação e Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade Federal de Minas Gerais (2014). Filha de agricultores familiares, desde cedo conviveu com as dificuldades do semiárido. Ingressou na Escola Família Agrícola BONTEMPO, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento e redução da desigualdade social e regional. Atualmente é Extensionista na Emater – MG, onde nos últimos 10 anos de extensão vem focando seu trabalho na implantação de tecnologias sustentáveis de baixo custo para convivência com o semiárido, ampliando acesso dos agricultores familiares aos mercados locais, à feira livre e aos mercados institucionais. Márcia se esforça para integrar as políticas públicas e direcioná-las para a inclusão de famílias com jovens em situação de vulnerabilidade. O Programa Nacional de Alimentação Escolar tem sido a porta de entrada para novos investimentos que dinamizam a economia local. Identificou agricultores potenciais para comercializar; planejou ações de assistência técnica, integrou outras políticas públicas como o Fomento às Atividades Produtivas Rurais (Brasil Sem Miséria) e o Projeto Piloto de ATER (ANATER). Começou com 5 famílias; hoje, são 40 que fornecem alimentos para as escolas, com participação importante de mulheres rurais, algumas dedicadas a produção de alimentos processados em agroindústrias habilitadas pela vigilância sanitária. Suas iniciativas contribuem decisivamente para o bem-estar e a segurança alimentar e nutricional de famílias em situação de vulnerabilidade social. Destacam-se ainda ações para a suplementação da alimentação bovina no período de estiagem, ensilagem, área em que é referência técnica regional e a implementação do programa de melhoria genética do rebanho.