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Prêmio Fundação Bunge

Premiado

Cláudio Santoro

Área: Artes - Música

Ano: 1979

Prêmio: Fundação Bunge

Síntese: Compositor e regente, Cláudio Santoro (1919-1989) estudou violino, regência e composição em Manaus, sua cidade natal, e no Rio de Janeiro. Formou-se pelo conservatório do antigo Distrito Federal e começou a compor em 1938, orientando-se inicialmente para a música pura. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com Nadia Boulanger e Eugene Bigot.
Influenciado por Stravinski e Schoenberg, Santoro foi o primeiro músico brasileiro a se utilizar da técnica dodecafônica de composição - um sistema com seqüência de doze notas em que nenhuma nota da escala pode ser repetida antes de todas as outras onze terem sido tocadas numa ordem fixa.
Por volta de 1943, aderiu ao nacionalismo musical, inserindo temas populares em grandes estruturas clássicas. Dessa fase destacam-se Sinfonia nº 4 e Paulistanas, para piano. Na década de 60, retornou ao dodecafonismo e se dedicou a experiências acústico-visuais. Compôs diversos "quadros aleatórios", que constam de uma parte auditiva, gravada em fita magnética, e outra visual, com quadros seus.
Sua vasta obra - quase quatrocentas composições - inclui música orquestral, de câmara, vocal, eletroacústica e uma ópera, Alma, de sua fase nacionalista, inspirada em texto de Oswald de Andrade.
Entre suas obras mais famosas estão Impressões de uma fundição de aço, Canção de amor e paz, Ode a Stalingrado, Abstrações, Quatro trombones barrocos e o balé Cobra Norato.