O Trem da Amizade

Desde pequenos, descobrimos que os amigos são um bem precioso. Muitas crianças logo encontram seus pares. Outras têm mais dificuldades em se relacionar e se sentem sós, sem amigos. Arthur era um desses. Todos os dias esperava na estação de trem que alguém viesse visitá-lo, mas nunca vinha ninguém. Até o dia que ele resolveu procurar os seus amigos e….

A professora Viviane primeiramente fez uma roda de conversa com as crianças na biblioteca, onde foi discutido a palavra “trem”, já que em nossa cidade o transporte da maioria dos produtos é feito por trem, por ser uma cidade portuária. Logo em seguida, fez várias brincadeiras com cantigas como“ Trem De Ferro,“ Trenzinho Caipira”, onde todos brincaram juntos e depois fizeram um jogral. Logo após, fez a seguinte pergunta: Quem sabe dizer sobre qual assunto se trata o livro que vamos ler?

Por que além de falarmos sobre o trem também fizemos brincadeiras.

Após as brincadeiras, a professora fez a mediação de leitura do livro.

Em sala de aula, a professora e os alunos confecionaram um trem, onde em cada vagão será colada uma foto de amigos, trabalhando a importância da amizade e do respeito mútuo.

Também foi construído um trem de sucata (com caixas de leite) e em cada vagão as crianças colocaram uma palavra trabalhando valores, como amor, amizade, companheirismo, etc. Com essas palavras, posteriomente a professora trabalhou rimas, produção de poemas, palavras cruzadas, acrósticos, entre outras atividades.

Num segundo momento, dando continuidade, a professora apresentou um vídeo sobre Heitor Villa Lobos e trabalhou  com a música trenzinho caipira.

Trenzinho Caipira

Heitor Villa Lobos

Lá vai o trem com o menino

Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar no ar no ar no ar no ar
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar no ar no ar

O trabalho foi finalizado com a presença dos voluntários da Bunge, que também fizeram mediação de leitura com esse livro e diversas brincadeiras.

Percebemos como as crianças adoraram os trabalhos, pois nos momentos de lazer eles ficam fazendo as mesmas brincadeiras trabalhadas e passando para os demais colegas.

Escola: Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá

Turma: 4º Ano C

Professora: Viviane De lima

Livro Trabalhado: O trem da amizade

Autor: Wolfgang Slawski

 

Formação de professores em Ponta Grossa, no Paraná

COMPARTILHAMENTO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS LITERÁRIAS

Uma das ações do Projeto Semear Leitores são os encontros de formação de professores, do qual participam docentes, mediadoras de leitura, coordenadores pedagógicos, diretores das escolas parceiras e representantes da Secretaria Municipal de Educação. No Município de Ponta Grossa, cada mês é realizado em uma escola. A pauta do encontro é combinada anteriormente com as mediadoras de leitura e coordenadora das escolas. Geralmente, a consultora faz uma reflexão teórica metodológica, mediação de leitura de leitura e avisos de rotina. Em seguida abre-se espaço para apresentação de experiências literárias vivenciadas com os alunos, a partir dos Kits de livros de literatura, conforme exposição das professoras.

A primeira mediação de leitura feita pela consultora sobre o livro “Nada de Presente”, organizou os participantes em círculo, apresentou o livro mostrando somente a primeira e a última página da história. Ela distribuiu uma folha em branco às professoras, ia passando e expondo as imagens (página por página) orientando-as para o registro, que poderia ser feito por meio de ilustraçao ou de palavras, o que eles imaginavam sobre a história, a partir do que sentiam e percebiam ao observar as imagens. Em seguida, os participantes apresentaram a narrativa produzida, lideramos a roda de conversa, estabelecemos um paralelo sobre as semelhanças e diferenças das histórias produzidas por elas com a narrativa do autor.

História produzida por professoras da Escola Theodoro, a partir da observação das imagens do livro “NADA DE PRESENTE”

Um lugar um Polo norte,

Vivia um cachorro

Com seu pote de água e um osso,

E sua cama almofadada.

Um dia viu junto com o seu dono, um gato

Começou um pensar, a pensar, a pensar…

Resolveu sair escondido

Entrou na casa do vizinho para conversar

Conversou até com a TV

E então saiu novamente

Encontrou uma casa em desavenças

Sua dona chegou, mas já saiu.

Foi para o centro, e o cachorro resolveu ir atrás,

Chegaram à rua do comércio,

Em meio a muitas lojas

Ele procurava um presente…

O cachorro se viu perdido, eram muitas as opções.

Na hora de sair, como pagar?????

Cadê o dinheiro????

Voltou para casa transtornado… Pensativo… Chateado… Queria comprar um presente!!!

Eis que teve um ideia!!!

Foi até um armário

Pegou uma caixa, pensou sobre a caixa, embrulhou de presente.

Partiu em direção da casa do vizinho, aquela casa do gato,

Entregou o presente ao gato

O gato abriu a caixa e…

Abraçou o cachorro, agradecendo o presente.

Depois disso nunca mais se desgrudaram e

Viveram felizes para sempre na Vila Gelada do Polo Norte.

Interpretação da profª Cynthia e Jucionari

A segunda Oficina foi liderada pela professora Jucionari que apresentou a Mediação de leitura do livro “Greve” de Catarina Sobral. Antes da leitura, fez a indicação literária do livro, mostrando capa, contra capa e ilustração de algumas páginas, apresentou o vídeo do livro, mostrou um cartaz elaborado pelos alunos, no qual escreveram sobre Greve de alguma categoria de profissional. Elaboraram um painel com os diferentes tipos de greve, a professora fotogafou as crianças trabalhando, convidou alguém para fazer a leitura do livro, roda de conversa e mostrou o livro produzido.

A próxima apresentação coube à mediadora de leitura Ana Claudia, qual encenou o “Conto Africano Furos no Céu”, de Lenice Gomes, extraído do livro NINA ÁFRICA da mesma autora. Narra a história de uma África menina para ninar gente de todas as idades. Esta contação foi realizada em homenagem à Semana da Consciência Negra para se explorar e evidenciar a riqueza e a beleza dos contos africanos. Foi um momento mágico que nos levou a refletir profundamente sobre a valorização da raça negra.

A terceira Oficina de Mediação de leitura foi liderada pela professora Cynthia, coordenadora pedagógica da Escola Theodoro Batista Rosas, do Livro Negro das Cores, apresentou o livro, a indicação literária, contando que fez uma pesquisa sobre as cores, entregou uma folha com as principais cores, solicitou aos participantes a escolha da cor que mais se identificavam e fez a leitura do significado. Em seguida, procedeu à leitura da história e apresentou o material, vários livros produzidos pelos alunos conforme imagens abaixo.

Elaboração Helena L. de Souza Bartnik, consultora do Programa Semear Leitores em Ponta Grossa e Paranaguá

Um pé de vento

No livro “Um pé de vento”, André Neves confabula imagens e ritmos, tanto no texto quanto na ilustração, fazendo cenários com flores, caracóis de ventos e texturas tingidas em turquesa, coral, ambarino, magenta, esmeralda e outras cores, ao fundo.

O texto e contempla sons repetitivos que giram e variam frase a frase. Os sons trazem grandes significados, parece existir uma coreografia realizada por ambos os personagens como se vivendo um gesto contínuo, exemplo: “O menino despertou assustado, olhando para baixo, enquanto a menina olhava para cima, vendo o menino acordado”. A imagem mais rica do texto aparece na cena em que a menina corre “ao redor da árvore para rodar o vento no cata-vento”, enquanto encostado à árvore, o menino, mesmo parado gira “como girassol sentindo o sol que brilhava nos olhos da menina” e “seu coração já rodopiava tão forte quanto o cata-vento na mão da menina”

Fonte: http://www.fundacaobunge.org.br/semear-leitores/?p=83

Nada melhor do que utilizar a árvore da sala de leitura Tatiana Belinky para ilustrar essa história e para que ela fique mais rica perguntamos às crianças: Qual palavra vem em sua “cabeça” quando pensamos em árvore? Dando asas à imaginação, as crianças foram mencionando as palavras, que eram anotadas em um post-it e penduradas na árvore. Depois, pedimos às crianças para juntarem as palavras em um jogo de significados.

Para que embarcassem ainda mais na imaginação da menina Íris, entregamos um cata-vento para que elas sentissem a mesma sensação que a Íris e o menino Cristalino sentem na história.

A cada passagem do livro fizemos paradas para explicar alguns significados e sentidos que o autor utilizou nessa história, como por exemplo, o nome dos personagens: Íris e Cristalino, que são estruturas do olho humano e outras palavras que o autor utiliza.

Ricardo Carvalho Ferreira, coordenador de voluntariado de Santos (SP)

Local da atividade: CAIS – Sala de Leitura Tatiana Belink.

Público: Turma da manhã – a partir dos 7 a 9 anos.

Data: 18/03/2015

Tempo: 60 minutos

‘O Tapete de Pele de Tigre’

Aqui no Espaço de Leitura Arvalina Custódia, em Fronteira (MG), trabalhei este mês com quatro livros, mas o que mais houve participação foi ‘O Tapete de Pele de Tigre’, as crianças interagiram muito. Durante a roda de conversa, surgiram vários questionamentos. Quando falei sobre a preservação dos animais, cada um tinha uma história para contar.

Com isso, dei uma aula de ciências maravilhosa sobre a preservação da fauna, sendo que com duas turmas aprofundei mais sobre a valorização da família. Quando perguntei se era mais importante o Rajá levar o tigre ou deixar ele vigiando o palácio, uma aluna me respondeu com muita convicção que o mais importante era proteger a família, pois vida não se compra e os bens materiais sim.

É muito prazeroso quando a participação é mútua e eles consegue compreender a mensagem transmitida. E o nosso objetivo como mediador de leitura é aproximar o leitor do livro, para despertar este interesse e incentivar uma criança a ler.

Temos que acreditar que se pode transmitir algo e o mais legal é ver que no final de cada história contada, as crianças estão doidas para pegar o livro! Este processo somente se consolida na medida em que se estabelece um estreitamento de vínculos nesta relação e o mediador compartilha suas experiências de forma prazerosa.

Tudo neste espaço é um sonho, basta começar a viagem para que os alunos continuem.

Rogéria Sandra, mediadora do Espaço de Leitura Arvalina Custódia, em Fronteira (MG)

A menina e o céu

Aqui no Espaço de Leitura “Mundo da Imaginação”, da Escola Municipal ABC, em Fronteira, realizamos a mediação de leitura do livro ‘A menina e o céu’, de Leo Cunha, e ilustrações de Cris Eich. A obra traz poemas sobre céu a partir do olhar de uma menina. Ela observa o céu, a lua, o sol, o temporal e o arco-íris; faz perguntas, contas e receitas de anjo; fica atenta aos barulhos da noite; imagina. E sonha! A obra pode ser lida como um conjunto de poemas ou como uma narrativa em versos. E há trechos que podem ser lidos como poemas dentro de um poema.

No primeiro momento, antes da leitura do livro, foram feitas perguntas aos alunos sobre seu interesse por poesia. Apresentei o livro e explorei a capa, destacando os nomes do autor e ilustrador.

No segundo momento, li o livro para os alunos e, a cada página lida, eu mostrava as ilustrações aos alunos. Eles ficaram encantados!

Em seguida, aconteceu a roda de conversa. Falamos sobre o texto, que foi escrito em forma de poemas e que o ilustrador usou cores fortes com traços finos, dando a sensação que ora a menina está no fundo do mar, ora está no céu e que o rosto da menina é singelo e delicado como uma gota d’água.

Após toda a conversa falamos sobre os sonhos e imaginações que as crianças têm com o céu. Para encerrar, cada um pôde escolher livros para sua leitura individual.

 

Espaço de Leitura “Mundo da Imaginação”, na Escola Municipal ABC, em Fronteira.

Mediação de leitura do livro “HOCUS POCUS – Um pai de presente”

No espaço de leitura Profª Maria Therezinha R. Kfouri, em Paulo de Faria (SP), foi feita a mediação de leitura do livro “ Hocus Pocus – Um pai de presente”, de Kiara Terra e Ionit Zilberman, com as turmas de 1º ao 5º ano.

Os alunos chegaram ao Espaço de Leitura e quando todos estavam sentados apresentei o livro, mostrei a foto da autora Kiara e da ilustradora Ionit e falei sobre as elas, mas não mencionando o porquê do título.

Fizemos uma breve discussão sobre o título do livro e do que achavam que se tratava a história. Surgiram varias opiniões, inclusive que o livro se tratava da história de uma menina que ganhava muitos presentes do pai.

Em seguida, fiz a leitura do mesmo, pausadamente, mostrando as gravuras.

Quando terminei a leitura, voltamos a falar sobre o assunto do livro. De início alguns alunos estavam tímidos para falar do relacionamento com seu pai, mas depois que um falou, todos queriam falar. Pude perceber que com vários alunos aconteceu o mesmo da história: encontraram seus pais pelo caminho.

Após a discussão sobre a história, apresentei aos alunos uma entrevista com a autora Kiara Terra que fala como surgiu a ideia de escrever o livro Hocus Pocus.

Em outro momento, dei a eles folhas e lápis coloridos para que fizessem um desenho de uma coisa ou pessoa importante que quisessem guardar para sempre. Quando terminaram, cada aluno falou sobre o desenho que fez e o que representava para ele.

Rosimeri Rodrigues, mediadora do Espaço de Leitura Profª Maria Therezinha R. Kfouri, na EMEB Vicente Luiz da Costa, em Paulo de Faria (SP).

Ônibus da leitura Semear leitores

O ônibus de leitura do projeto Semear leitores visitou, além das demais escolas do cronograma, a escola Maria Eulina, situada nas proximidades do Biscaia, Itaiacoca, na zona rural de Ponta Grossa.

A história escolhida foi “A vaca que botou um ovo”, Andy Cutbill e Russel Ayto, onde a conta a revolução causada por uma vaquinha que não se achava importante e numa manhã acorda com um ovo no curral. Todas as galinhas ficaram em polvorosa e com o desenrolar da história percebem a grande confusão que causaram ao tentar ajudar a vaquinha.  Nos momentos em que as crianças participaram da contação de história, riram ao ver os “chiliques” que a vaquinha dava, participaram ativamente, respondendo os questionamentos que a personagem fazia e comentaram o final da história.

A partir dai, realizei conversação sobre o projeto, e instrução para quando estivessem no interior do ônibus. Os alunos se portaram de forma organizada e respeitosa com os colegas e professores, escolheram livros para leitura e sentaram-se no sofá e no chão do ônibus para ler. Realizaram leitura de imagens e textos, compararam os títulos escolhidos e se divertiram com os adereços e fantasias do baú.

A equipe agradeceu a presença e relatou que os alunos estavam ansiosos pela visita ao ônibus. Eles gostaram do momento de contação e leitura de histórias, escolheram e leram títulos diversos demonstrando felicidade ao escolherem e manusearem os livros. Pude perceber então que através do lúdico os alunos exercitaram o hábito à leitura, encenaram e brincaram com os diversos contos de fadas, interagiram entre si e com os personagens dos livros.

Liz Ângela, mediadora de leitura do Ônibus Semear Leitores em Ponta Grossa (PR)

A Hora do Conto com Chapeuzinho

Trabalhar com contos de fada na escola é uma atividade prazerosa e lúdica para todos os envolvidos no processo educativo, pois é um tema de grande aceitação entre as crianças,despertando o interesse, o envolvimento e a participação dos mesmos.

Trabalhei os livros Chapeuzinho Redondo, Chapeuzinho Vermelho e Chapeuzinho Amarelo. Com as versões diferentes da mesma história, fizemos links com alguns conflitos que ocorrem no dia a dia dos alunos e buscamos soluções, procurando encontrar respostas para aquilo que não está bem.

À medida que fui lendo os livros às crianças, elas se identificaram com os personagens e transferiram todos os seus conflitos para a história. Elas se envolvem tanto que, durante as brincadeiras, atuaram como se fossem um dos personagens. Percebi também que às vezes tornam-se reais alguns sentimentos como, por exemplo, o medo.

Porém, um dos medos mais difíceis de se trabalhar na escola é o medo do Lobo Mau. Na verdade, a intenção da história não é assustar as crianças, mas de mostrar para elas que não devemos falar com pessoas estranhas, que não podemos confiar em qualquer um.

As alunas do 9º ano fizeram a apresentação do Chapeuzinho Redondo, com todos os seus personagens, e depois fizemos uma roda de conversa para discutirmos a versão do Chapeuzinho Vermelho, Chapeuzinho Amarelo e Chapeuzinho Redondo.

As crianças se divertiram muito! Os contos trabalham seu lado emocional, favorecendo o desenvolvimento de suas personalidades, pois tratam vários problemas de forma prazerosa! Cultivamos a esperança, o sonhar e ainda os contos nos mostram que sempre há esperança para finais felizes.

E o importante é ressaltar ainda que, para as crianças acostumadas a ouvir histórias e estimuladas a ter contato com os livros, a leitura se fará constante na vida delas.

Mediadora Maria Helena Lucianelli, da Sala de Leitura Ana Capelassi, na E.M.E.F. Joaquim Mendonça, em Orindiúva (SP)

“Nada de presente”

Apresentação do livro

Autor: Mcdonnell, Patrick

Editora: GIRAFA, Ano de Edição: 2007

Patrick McDonnell publicou a primeira tirinha da série Mutts (“Vira-tas”). Ilustrador de sucesso da New York Times e de revistas como Time e a Forbes, seus personagens Earl, um cachorro, e Mooch, um gato, tornaram-se notórios, fazendo com que uma década depois a tirinha dedicada a eles fosse publicada em mais de setecentos jornais em todo o mundo e se tornasse um clássico contemporâneo dos quadrinhos. A receita do sucesso de Mutts partiu de uma tirinha sobre animais de estimação, e não sobre seus donos, contada do ponto de vista deles.

Mediação de leitura

Os voluntários de Paranaguá apresentaram o teatro sobre a história do livro e, posteriormente, aos alunos das Escolas Manoel Viana e Iná Xavier Zacharias. As crianças adoraram!

Formação prévia

Realizei uma formação de professores e voluntários em Ponta Grossa. Nela, propus que todos fizessem a seguinte atividade:

Para chamar a atenção dos pequenos, é necessário mostrar a capa do livro, contracapa, primeira e última páginas da história. Em seguida, distribuir uma folha em branco aos participantes, ir mostrando as imagens, página por página, e orientar os participantes para o registro, por meio de ilustração ou de palavras, sobre o que eles imaginam sobre a história. Depois de produzidos, precisamos pedir para eles falarem sobre o que desenharam ou para ou lerem a narrativa.

Passo a passo:

Apresentar o autor e ilustrador e uma síntese do livro, o qual trata da um cachorro de nome Earl, de vida mansa. Tem tudo o que um vira-lata pode desejar: comida, cama, brinquedinho para morder e um dono legal que o leva pra passear. Parece que não precisa de mais nada na vida, o que representa um dilema para seu melhor amigo, o gato Mooch, que queria dar-lhe um presente. Ler a história.

  1.  Roda de conversa estabelecendo um paralelo sobre as semelhanças e diferenças das histórias produzidas comparadas com a narrativa do autor. Ressaltar a capacidade das pessoas de entregarem-se aos enígmas das imagens e produzir narrativas diferentes, de acordo com a sua imaginação.

http://www.escrituras.com.br/products.php?product=Nada-de-presente

Helena Bartnik, consultora do Semear Leitores em Ponta Grossa e Paranaguá

Brincadeiras com as mãos

No mês de abril, a professora Eliane Magno fez a mediação de leitura com o livro “Usando as Mãos, Contando de Cinco em Cinco”, com o objetivo de trabalhar a importância de cada parte do corpo, artes, oralidade, socialização e valorização das pessoas com necessidades especiais de visão e audição.

No primeiro momento, foi realizada uma mobilização com brincadeiras com as mãos como “Adoleta”, o “Encontro das comadres”, gestos e dança com a música “Mãos”, de Patati Patatá. Em seguida, a professora fez a leitura do livro com a participação das crianças imitando animais com as mãos conforme as ilustrações. Após a leitura realizamos uma roda de conversa onde a discussão foi: O que podemos fazer com as mãos?

Buscamos nesse momento mostrar para as crianças que os cegos e os surdos utilizam as mãos para se comunicar e ter uma vida normal. As crianças ficaram bastante curiosas, foi apresentando o alfabeto em LIBRAS e um livro em Braille para manusearem.

Na sala de aula as crianças fizeram pinturas com o contorno das mão, ilustrações e interpretação da história.

Professora Eliane Magno, da Escola Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá (PR)