Nosso amigo ventinho

CONHECENDO A AUTORA: Ruth Rocha

Nasceu em 1931 na cidade de São Paulo. Teve uma infância alegre e repleta de livros e gibis. Monteiro Lobato foi sua grande influência. Em sua obra, essa influência se traduz pelo seu interesse nos problemas sociais e políticos, na sua tendência ao humor e nas suas posições feministas.

Ganhou os mais importantes prêmios brasileiros destinados à literatura infantil da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, da Câmara Brasileira do Livro, cinco Prêmios “Jabuti”, da Associação Paulista de Críticos de Arte e da Academia Brasileira de Letras, Prêmio João de Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte, entre outros. Em 2002 ganhou o prêmio Moinho Santista de Literatura Infantil, da Fundação Bunge.

CONHECENDO A ILUNSTRADORA: ARTISTA PLÁSTICA SUPPA

   Tornou-se ilustradora em Paris, onde morou por dezessete anos. Ilustra textos de literatura infantil para editoras e revistas francesas e brasileiras. Trabalha também na área de publicidade e de programação visual

1º momento:

Apresentar o livro aos alunos e depois oferecer informações sobre a autora e ilustradora;

Ventinho move os barcos pelo mar, É Amigo de todos, gosta muito de ajudar. Ele brinca com as nuvenzinhas, seca roupa no varal, Todo mundo gosta dele, é um vento legal. Mas será que ele consegue impedir a chuvarada que pode acabar com a festa da criançada?

Dialogar com as crianças sobre o vento? Quem já o sentiu? Em que situações? Se ele é bom ou ruim?

Listar algumas situações que são favoráveis a sua presença…

 

Desencadear o tema de forma que as crianças expressem e reconheçam a importância e o perigo do vento… Lançar as perguntas:

O que você imagina que pode fazer um vento? (Listar em papel próprio)

O que você imagina que pode fazer um ventinho? (Listar em papel próprio)

O que você imagina que pode fazer uma ventania? (Listar em papel próprio)

 

2º momento:

Organizar a turma em semicírculo, com seu tape/almofada (Deixá-los confortáveis) para ouvir a leitura do livro: “Nosso amigo ventinho”.

3º momento:

Após a leitura dialogar sobre a ação bondosa do ventinho em reverter o tempo para ajudar a garotada na festa.

 

 

4º momento:

De acordo com o nível de escolaridade que será desenvolvida a proposta pode-se oferecer aos alunos outras informações sobre o vento que vão enriquecê-los e desencadear outros interesses e curiosidades.

Falar aos alunos sobre os Parques com energia eólica que estão sendo construídos em várias cidades brasileiras; (mostrar gravuras de catavento, biruta e o parque eólico).

Os antigos fazem uma relação muito precisa com o vento e o tempo.

Sugerir que os alunos conversem com os pais/avós sobre: Quais os conhecimentos que eles têm sobre o vento e a relação com o tempo?

5° momento:

Propor aos alunos a construção de um catavento – Cada aluno deverá construir o seu e depois experimentá-lo em movimento.

O catavento é um dispositivo que aproveita a energia dos ventos (energia eólica).

O catavento é um brinquedo que imita a técnica dos moinhos de vento, eles aproveitam a força do vento para fazer girar suas aspas

Biruta - Com arame em forma de coador, um pedaço de tecido e uma vara de bambu as crianças vão observar se há movimento e a orientação do ar. Muito usada nos aeroportos.

Parque Eólico é uma usina de produção de energia eólica. O Brasil está instalando vários parques para abastecer as cidades com essa energia.

Artigo escrito por : Maria Mirta Calhava

Sete Histórias para sacudir o esqueleto

Autora e ilustradora: Angela Lago

Editora: Cia das Letrinhas

Ano: 2002

1.    APRESENTAÇÃO DO LIVRO

Mostrar a capa do livro aos alunos, ler o título e instigá-los a adivinhar do que trata a história. Solicitar a eles o levantamento junto aos pais, se eles conhecem alguma história de assombração, histórias de defuntos que voltam assustar os vivos.

- No dia seguinte, pedir aos alunos para contar as histórias de assombração que ouviram junto aos pais.

- Reunir os alunos em pequenos grupos e pedir para escolherem um personagem engraçado das histórias e imitar.

- Apresentar o livro e a autora (Indicação Literária)

 

Sinopse:

O livro contempla sete casos de assombração (e de esperteza), narrados numa linguagem que recria o humor, o jeito e o ritmo mineiro de contar. Há esqueletos e cemitérios, defuntos falsos ou não, sonho e realidade em interferências mútuas de arrepiar. Como o nome já diz são sete histórias de terror de Bom despacho, todas com muito humor e fantasia. São contos que nos faz sentir uma pontinha de medo, ao mesmo tempo muita a vontade de rir.  Delicie-se com o livro “Sete histórias para sacudir o esqueleto”, colhidos na melhor tradição popular brasileira. Essas histórias que, de forma bem humorada, narram as peripécias de defuntos “que não morreram”, fantasmas, esqueletos e gente distraída que caminha à noite pelos cemitérios!

Quem é a autora? 

Angela Lago  nasceu em Belo Horizonte1945), é uma escritora e ilustradora brasileira. A maior parte de sua obra é dedicada às crianças. Em alguns de seus livros não usa palavras, apenas imagens. Entre suas obras destaca-se Cena de Rua, premiado na França e na Bienal de BratislavaCena de Rua foi publicado no México, na França, nos Estados Unidos da América e no Brasil. Ângela Lago, inicia sua formação superior na Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais. Frequentou o atelier do escultor Bitter, com um grupo de artistas plásticos. Em 1969, leciona na Escola de Serviço Social ensinando crianças com dificuldades psico-pedagógicas e psiquiátricas. Em 1975, abre seu próprio atelier de programação visual para publicidade, onde criou marcas, logotipos, propaganda institucional entre outros. A autora possui diversas obras contendo ilustrações e textos próprios nacionais, ilustrações de livros para outros autores nacionais, livros com textos e ilustrações da autora no exterior, ilustrações para livros de outros autores estrangeiros. Das diversas obras que a autora possui, podemos destacar a obra Sangue de Barata. Resultante da relação entre texto poético e desenho.

 

Algumas de suas obras:

  • Cena de Rua, Editora RHJ, Belo Horizonte, 1994
  • A festa no céu, Editora Melhoramentos, São Paulo, 1995
  • Um ano novo danado de bom, Editora Moderna, São Paulo, 1997
  • A novela da panela, Editora Moderna, São Paulo, 1999
  • Sete histórias para sacudir o esqueleto, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2002
  • Muito capeta, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2004
  • O bicho folharal, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • João felizardo, o rei dos negócios, Cosac-Naif, São Paulo, 2006
  • Um livro de horas, Editora Scipione, São Paulo, 2008

 

Algumas premiações

Prémio Iberoamericano de Ilustración,La Consejeríade Cultura, Junta de Andalucia, Sevilha, Espanha, 1994. Prêmio Octogone de Ardoise 1994-1995, Prix Graphique, Centre International d’ Etudes en Littératures de Jeunessa, Paris, pelo livro Cena de Rua. BIB Plaque, Prêmio da Bienal Internacional da Bratislava, 2007, pelos originais ilustrações do livro João Felizardo o rei dos negócios. Prêmio Jabuti, Categoria Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil, 2008, Câmara Brasileira do Livro, pelo livro João Felizardo, o rei dos Negócios. Prêmio de melhor ilustração na produção de 2008 pela FNLIJ com Um livro de horas.

3. Fazer a leitura explorando o título – questionar que informações os alunos esperam encontrar nesta história. Ler a história pausamente

 

2.  DURANTE A LEITURA: 

  • Interromper a leitura, a cada final de conto, e questionar as crianças sobre as informações importantes para a compreensão da história.
  • Mostrar as ilustrações, destacar detalhes.
  • Relacionar informações da história, com o que as crianças anteciparam sobre uma a história.
  • Pedir para ouvirem com atenção e cada um  deve escolher o conto que achou mais engraçado.

 

Após a leitura

  • Explorar o título do livro novamente: Sete histórias para sacudir o esqueleto”? levantamento de quem são os personagens? Fazer a votação com alunos da história mais engraçada.
  • Propor a produção de uma peça de teatro desta história, oportunizando aos alunos assumirem todos os papeis na produção: textos ( produção coletiva, apresentar modelos de textos teatrais ), figurino, músicas, cenário.
  • Apresentar a peça para outras turmas da escola.

 RELAÇÃO COM OBRA DE  ARTE

Apresentação de alguns quadro de Edvard Munch – em data show e fazer a leitura da imagem com as crianças.

Proposta de leitura de imagens.  Criação de uma imagem em grupos de 10 alunos, em que cada aluno deve expressar com desenho, pintura ou colagem  (objeto, figura, etc) que lhe veio a mente ao ouvir a história ”Sete histórias para sacudir o esqueleto” e ver os quadro de Edvard Munch, integrando o tema do livro com as imagens apresentadas de Edvar Munch.

Red Virginia Creeper

O GritoEdvar MunchA obra “O Grito”, de Edvard Munch, foi vendida em um leilão nesta quarta-feira (2) por US$ 120 milhões –ultrapassando, assim, os US$ 106,5 milhões de “Nu, Folhas Verdes e Busto” de Pablo Picasso, o máximo alcançado até agora por um quadro em um leilão.

No site abaixo  ver O Grito /// Famoso quadro de Edvard Munch vira animação 3d

http://paprica.org/2012/01/o-grito-famoso-quadro-de-edvard-munch-vira-animacao-3d/

O Grito, do artista norueguês Edvard Munch, é um dos quadros mais famosos do mundo. A pintura tem quatro versões, com diferentes níveis de acabamento, duas delas já foram roubadas e recuperadas algum tempo depois pelas autoridades norueguesas. Já presente no imaginário popular, O Grito agora ganha uma versão animada, por Sebastian Cosor. A animação tem direito até a trilha sonora do Pink Floyd, confira.

  • Preparar uma festa Halloween – com fantasias de bruxas, morcegos, esqueletos com concurso de fantasia.

Mediação elaborada por: Helena L. de Souza Bartnik 

ONDE TEM BRUXA TEM FADA….

Autor: Bartolomeu Campos Queirós

Ilustrador: Suppa

Editora: Moderna

Antes da Leitura:

Roda de conversa sobre Fadas: propor à turma, “perseguir” esta personagem, fazendo um levantamento das histórias em que ela aparece, quais são as características, qual é a importância dessa personagem na trama.  Fazer um registro coletivo destas informações.

Lançar o seguinte desafio à turma: imaginem o que aconteceria se uma FADA aparecesse na nossa cidade? Como ela seria? Como as pessoas a receberiam? Será que alguém acreditaria nela?

Quais pedidos as crianças ( que com certeza acreditariam mesmo na fada ), fariam a ela? Propor que, em grupos, registrem suas ideias utilizando desenhos.

Roda de discussão e socialização entre os grupos.

 Apresentar o livro e explorar o título – questionar que informações os alunos esperam encontrar nesta história.

 Falar sobre o autor: 

Nascido em Pará de Minas, Minas Gerais, em 1944, Bartolomeu Campos Queirós é autor de vários livros para crianças, de peçasteatrais e textos sobre arte-educação. Teve o seu primeiro livro, O Peixe e o Pássaro, publicado em 1971. Depois vieramPedro, Onde Tem Bruxa Tem Fada, Faca Afiada, Ciganos, Flora, Indez, Correspondência,Cavaleiros das Sete Luas, Por Parte de Pai, entre outros.

Recebeu os mais significativos prêmios no Brasil pelo seu trabalho literário: Selo de Ouro da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Prêmio Bienal Internacional de São Paulo, Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte, O melhor para Jovem, Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, Grande Prêmio da APCA — AssociaçãoPaulista dos Críticos de Arte, Prêmio Orígenes Lessa — Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Diploma de Honra do IBBY, Quatrième Octogonal — França, Rosa Blanca de Cuba, Bienal de Belo Horizonte.

Bem-humorado, apreciador do silêncio, Bartolomeu costuma dizer: “Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar, como sou forte o bastante para uma palavra me ressuscitar”.

 

Durante a leitura: 

  1. Interromper a leitura em momentos importantes e questionar as crianças ou chamar a atenção delas para informações importantes para a compreensão do restante da história.
  2. Chamar a atenção para as ilustrações.
  3. Relacionar informações da história, com o que as crianças anteciparam sobre uma fada na cidade atualmente.

 

Após a leitura

  1. Explorar o título do livro novamente: Onde tem bruxa, tem fada. Nesta história, quem é a bruxa? Por que o autor cita a bruxa no título?
  2. Propor a produção de uma peça de teatro desta história, oportunizando aos alunos assumirem todos os papeis na produção: textos ( produção coletiva, apresentar modelos de textos teatrais ), figurino, músicas, cenário.
  3. Apresentar a peça para outras turmas da escola.

 

Artigo escrito por : Lilian Natal

Nós

ANTES DA LEITURA

PARA CONHECER O LIVRO…

No livro Nós, a premiadíssima autora e ilustradora Eva Furnari (Roma – 1948) conta- nos uma história que, certamente, você, vai se apaixonar. Vai se apaixonar por Mel, por Kiko. Vai se apaixonar pela beleza e criatividade das ilustrações…

Por isso e muito mais, é importante você conhecer melhor Eva Furnari. Saber um pouco sobre sua vida, sobre sua obra….

Eva Furnari nasceu em Roma, Itália em 1948. Veio para o Brasil aos dois anos de idade e reside em São Paulo até hoje.   Em 1976, formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo. Foi professora de Artes no Museu Lasar Segall de 1974 a 1979, colaborou, na década de 80, como desenhista em diversas revistas recebendo o Prêmio Abril de Ilustração em 1987. Publicou semanalmente, por quatro anos, histórias da Bruxinha no suplemento infantil do jornal, Folha de São Paulo. Começou sua carreira de escritora e ilustradora de livros infantis e juvenis em 1980, com livros de imagem e publicou 60 livros.

Ao longo de sua carreira, Eva Furnari recebeu diversos prêmios. Entre eles, o Prêmio Jabuti de Melhor Ilustração pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) pelos livros; Truks (1991), A Bruxa Zelda e os 80 Docinhos (1996), Anjinho (1998), Circo da Lua (2004), Cacoete (2006) e Felpo Filva (2007), este pelo texto e ilustração. Foi premiada por nove vezes pela FNLIJ (Fundação do Livro Infantil e Juvenil) e recebeu Prêmio APCA pelo conjunto da obra. Foi vencedora do concurso promovido em 2000 pela Rede Globo de Televisão para a caracterização dos personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo

Antes de iniciarmos a leitura, vamos brincar um pouco com a sua imaginação…

 

1. Mostrar o livro, ler o título e questionar: O que a palavra nós, titulo do livro, lhe sugere?  Abrir uma roda de conversa sobre os diversos sentidos dessa palavra.

 

ü  Leitura da História Nós de Eva Furnari ;

ü  Roda de conversa sobre o texto: Gostaram? O que sentiram? Como você se comportaria com uma pessoa que você acha estranha? O que você pensa da forma das pessoas agirem com a Mel? Qual personagem sempre acompanhava a Mel?

 

EXTRAPOLANDO A LEITURA

 

Brincando de fazer borboletas

ü  Comentário sobre a arte das dobraduras (Dobradura é uma técnica em que utilizamos papel – sem recortes e sem cola – para criar figuras através das dobras).

ü  Apresentar algumas dobraduras realizadas pelos voluntários e a forma de confeccioná-las;

ü   Instigar os alunos com perguntas: Você já tinha tido a experiência de realizar dobraduras na escola? Qual dobradura que você já fez? Alguém fora da escola  (papai, tio, tia, amigo…) já lhe ensinou dobraduras? Qual das dobraduras que você achou mais interessante?

ü  Propor a atividade de dobraduras com folhas de ofício para a criação de borboletas e outras formas de animais ou objetos;

ü  Intertextualizando: Leitura do poema “Borboletas”, de Vinícius de Moraes;

ü  Exposição das dobraduras.

 

Artigo produzido por : Edith e Udineide

O Homem que amava caixas

 

Sinopse:

Este livro fala sobre o relacionamento entre pai e filho. Com ilustrações alegres e muita sensibilidade, ‘O Homem que Amava Caixas’ conta a história de um homem que era apaixonado por caixas e por seu filho. O único problema é que, como muitos pais, ele não sabia como dizer ao filho que o amava.O livro pode ser usado para trabalhar sobre sentimentos. O Amor e sonhos/ Os diferentes tipos de amor/ sonhos…

O livro tem um tema bem interessante e pode ser também trabalho na reunião dos pais. Onde se destaca a importância do pai encontrar um tempo para conviver com seus filhos e mais importante falar de seu amor.

 

ANTES DE LER O LIVRO

Preparar caixas (decorando para ficar bonita…)

Caixas

a)     Uma pode ser de sapato – decorada com papel e fitas bem coloridas;

b)     A outra pode ser pequena (do tipo que se entrega em festa de casamentos, aniversário). Decore para ficar bem bonita.

 

ANTES DA LEITURA

Apresentar as caixas. Primeiro e maior depois a menor  – Perguntar:

Estimule a criatividade dos alunos/pais

Perguntas:

a)     O que cabe em uma caixa?

b)     O que cabe nessa caixa aqui ( sapatos)?

c)      O que você colocaria nessa caixa?

d)     Essa caixa é menor o que cabe nela?

e)     O que você colocaria nessa caixa?

f)       E se fosse um sentimento o que colocaríamos na caixa menor? E na caixa maior? Estimular o aluno/pai a falar e a imaginar tudo que ele poderia colocar na caixa.

 

APRESENTE O LIVRO

-          Apresentar o livro, o autor e  o ilustrador

LER O LIVRO PARA A TURMA

-          Momento mágico que fecha toda sua conversa anterior sobre sentimentos e a importância de falar para as pessoas sobre nosso carinho e nosso amor.

-          Discutir o livro com o grupo: Veja se os alunos/pais notam a temática (a dificuldade de falar de amor do pai para com o filho). Destacar o tipo de amor que o pai tinha para com o filho, a importância de falar dos sentimentos…

Estimule o diálogo:

-          Quem mora com o pai? Quem mora com o filho?

-          Como é seu relacionamento com ele?

-          Do que mais você sente falta?

-          Você disse que amava seu pai, sua mãe e seus irmãos antes de sair para vir a escola hoje?

-          Como eu posso dizer que amo uma pessoa? Há muitos jeitos de falar de amor. O personagem escolheu as caixas.

-          Chame os alunos. Pergunte: Como você diria a seu pai que o ama se ele entrasse agora na sala?

“O homem amava caixa, por que assim ele encontrou um jeito simples de ficar perto de quem ela ama”.

Se for possível leve os pais para a escola nesse dia. Seria uma troca muito especial para ambos.

 

ATIVIDADES PARA DEPOIS DOS DIÁLOGOS

 

Estimular o aluno/pai a escrever bilhetes com mensagens de carinho para pessoas que ele ame;

– construir uma caixa (dobradura) decorar para ficar bem bonita. Na caixa eles irão colocar os bilhetes e dar de presente a uma pessoa muito especial. (pode fazer mais de uma caixa). Pode ser um colega, o pai, a mãe, o irmão…

 

Observação

No dia seguinte, feche a atividade conversando com os alunos como foi a entrega da caixa

 

Artigo escrito por : Elizabete Elias 

 

 

O Alvo

Livro de : Ilan Brenman

 

Sinopse – O alvo – Ilan Brenman

Numa cidadezinha da Polônia do século XIX, há um velho professor que ajuda as pessoas contando histórias. O que mais intrigava a todos é que ele sempre encontrava a história certa, para a pessoa certa, no momento certo. Um dia, um de seus alunos lhe pergunta como ele conseguia acertar tanto. É claro que o velho professor responde contando outra história, a de um jovem apaixonado pela arte do arco e flecha. Depois de muito estudar a técnica, ele se dirige a uma cidade onde encontra uma cerca pintada com mais de 100 alvos, todos com marcas de flechadas bem no centro. Quem seria capaz de tal façanha? Um menino de 10 anos revela que foi ele, explicando: “Primeiro eu atirei as flechas e depois foi só pintar os alvos em volta”. Então, o velho mestre explica para seus alunos que fazia como o menino: ouvia os problemas das pessoas e depois apenas pintava uma história em volta dessas dificuldades.

 

  1. Reunir o grande grupo;
  2. Introduzir a obra com a provocação: (O que é um alvo? O que é um arqueiro?);
  3. Contextualizar a prática do arco e flecha,  quem usava/ usa e de que maneira, onde surgiu, e os esportes que nasceram dessa prática; O que significava ser um arqueiro no Século XIX, na Cidade de Varsóvia (Onde – contextualizar geograficamente);
  4. Falar do autor e do ilustrador. Contar como o autor pensou a obra e de que maneira ela foi ilustrada (a partir dos furos na folha – alvos);
  5. Apresentar a obra “O Alvo” em Projeção utilizando Power Point;
  6. Dividir em 10 pequenos grupos – turmas, cada grupo com seu professor, e um voluntário. Em cada espaço, onde o grupo for se reunir, expomos imagens de alvos –  feitas de cartolinas coloridas, sob um papel pardo. Cada alvo terá um tamanho e cor diferentes, grandes, médios e pequenos. O grupo receberá um desafio, uma frase, ou uma palavra que deverá expressar através da construção com sucata, tina e materiais alternativos, ou seja, vai representar aquela ideia através de materiais, partindo dos próprios alvos. Escolherão um nome para a obra, a partir do tema que desenvolveram, e ao final da atividade, faremos uma exposição no centro, onde todos possam caminhar e ver.

 

Detalhamento:

 

  1. Como teremos grupos grandes, trabalharemos com a seguinte dinâmica: Todos se sentam em volta do alvo, exploram os materiais com a ajuda do professor voluntário, mediador, que juntamente com a turma escolhem e decidem a obra e a sua operacionalização;

 

  1. As questões (enredos para as histórias – temas transversais): Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde.

Alvo  01 – Representem a amizade;

Alvo 02 – Como devemos cuidar da natureza?

Alvo 03 – Representar a paz;

Alvo 4 – O que é cidadania?

Alvo 5 – Representar a alegria;

Alvo 06 – Vida com saúde;

Alvo 7 – Representar as Diferenças;

Alvo 08 – Tolerância;

Alvo 09 – Solidariedade;

Alvo 10 – Generosidade.

 

  1. Para essa atividade, as crianças deverão trazer de casa: pequenos potes, papel de bala, galhos secos, folhas, e materiais alternativos do cotidiano que viraram sucata. A escola fornece: cola e tintas, fitas adesivas e outros materiais necessários à atividade. Continuidade em sala: Os trabalhos poderão ser expostos nas salas e os professores darão continuidade às pesquisas e ao trabalho, através da poesia, crônicas, etc., conforme cada realidade.

 

Cada grupo criará uma história a partir dos alvos, e do material disponível. Pode desenhar, colar, pintar e construir em três D. Será como uma instalação coletiva, mas o que contará é a ideia.

 

REFERENCIAS EM TEXTO E IMAGENS PARA PROFESSORES

(Para o desenvolvimento do trabalho)

 

Arco e Flecha – Historia

Poucos esportes se ligam tão estreitamente à história da humanidade como o arco e flecha, ou tiro com arco, arma tradicional durante séculos para a caça e a guerra.

A regulamentação da prática do arco e flecha como atividade esportiva se deu na primeira metade do século XIX. Mas seu uso remonta à idade da pedra e, na antiguidade, alcançou grande desenvolvimento. Depois de um intenso emprego desses instrumentos no período medieval, a invenção da pólvora fez com que os arcos desaparecessem paulatinamente dos campos de batalha e que seu emprego com fins desportivos e de entretenimento ganhasse crescente importância. O tiro com arco, prova olímpica de 1900 a 1920, foi, após vários anos de supressão, reintroduzido nos jogos em 1972.

O arco utilizado nas competições esportivas costuma ser de aço ou de composições de fibra, plástico e madeira. Suas dimensões variam: os arcos mais compridos caracterizam-se pela estabilidade, enquanto os mais curtos oferecem a vantagem de dispararem flechas mais rápidas.

Os arcos empregados nas competições masculinas medem de 1,73m a 1,83m, enquanto os usados por mulheres têm de 1,50m a 1,68m. O cânhamo é o material mais apropriado para a confecção das cordas. As flechas são fabricadas tanto com ligas de alumínio como com madeira de abeto, pinho da Noruega etc; têm ponteira de aço e medem entre 60 e 79 centímetros, com peso máximo de 28g.

Ao atirar, o arqueiro pode contar com a ajuda de uma mira, assim como de marcas diferentes de orientação. O alvo, geralmente feito de palha torcida ou cordas, é fixo, e apresenta na face externa uma superfície de papel ou de lona. Seu diâmetro é de oitenta centímetros para os tiros disparados a menos de cinquenta metros de distância, e de 122cm para os executados de distâncias superiores. Cada alvo se divide em dez zonas concêntricas, numeradas de um a dez da exterior à central, que definem a pontuação do atirador.

Nas provas organizadas pela Federação Internacional de Tiro com Arco (FITA), o arqueiro realiza 144 disparos, com 12 séries de três flechas para cada uma das quatro distâncias regulamentares (noventa, setenta, cinqüenta e trinta metros nas competições masculinas, e setenta, sessenta, cinqüenta e trinta metros nas femininas). A pontuação se obtém pela soma dos resultados de todos os disparos. O arco é um esporte olímpico, praticado em recinto fechado.

O arco e flecha é um esporte que requer grande capacidade de concentração e pontaria, assim como boas condições físicas, imprescindíveis para conseguir o equilíbrio adequado entre as várias partes do corpo que intervêm na execução do disparo.

Varsóvia

Varsovia em polonês Warszawa) é a capital e maior cidade da Polônia.  Localiza-se nas margens do rio Vístula, a cerca de 350 Km quer da costa do mar Bátltico quer das montanhas dos Cárpatos. A sua população, em 2004, era estimada em 1 694 825 habitantes. A cidade, que também é a capital do Voivodato de Masóvia, é sede de numerosas indústrias (bens de consumo, aço, engenharia eléctrica, automóveis), instituições de ensino superior (Universidade de Varsóvia, Universidade Tecnológica de Varsóvia, Escola Superior de Gestão, Academia Médica, etc.), uma orquestra filarmónica, o Teatro Nacional e a Ópera. Sucedeu a Croácia como capital do país em 1596.

 

Artigo produzido por :

Angela Maria Simão Hoemke

Limeriques da Cocanha

Autor (a): TATIANA BELINKY

Ilustrador (a): JEAN-CLAUDE ALPHEN

OBJETIVOS:

Despertar o gosto pela leitura poética e ritmada;

Instigar a curiosidade dos alunos sobre limeriques;

Recriar poemas buscando novas disposições, realçando o humor e o ritmo;

1ª PARTE

          Durante uma semana o Voluntário e/ou Professor planejam ações para despertar interesse dos alunos pelo tema “limeriques”.  Colocar na sala de aula ou no corredor da escola, alguns cartazes, por um tempo determinado (dois ou três dias).

 

Cartaz 1

Você sabe o que é limeriques?

Cartaz 2

Para mim limerique é:

 

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Cartaz 3.

LIMERIQUES:

São poemas curtos, geralmente sobre coisas ou situações engraçadas.

Eles têm sempre cinco versos, onde a primeira, a segunda e a quinta linhas terminam com a mesma rima.

O terceiro e o quarto verso rimam entre si, seguindo o esquema:

 AABBA (A=1ª, 2ª, 5ª e B= 3ª, 4ª).

Cartaz 4.

Venha conhecer o mundo engraçado e curioso

de limeriques?

2ª PARTE

Após uma introdução do voluntário e/ou professor apresentar o livro “LIMERIQUES DA COCANHA” com dados da autora e ilustradora.

Preparar em data show os dados com fotos do livro e autora, etc.

TATIANA BELINKY

 

Nasceu na Rússia, em 1919, veio para o Brasil quando tinha 10 anos de idade.

Vivia no meio dos livros – seu pai foi um grande contador de histórias. Dirigiu a primeira adaptação do Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato, em 1951, para a TV Tupi.

No livro Limeriques da Cocanha a autora explora o  imaginário infantil e apresenta as crianças uma terra de faz de conta, inventada e desejada por muitos.

Uma terra onde não há “nada melhor do que não fazer nada”, povoada por abundância, saúde e prazer…

Mito, utopia, ideologia, sonho que alimenta a imaginação de vários povos.

 A maravilhosa Cocanha é isto: terra de abundância, liberdade, ócio, prazeres absolutos, eterna juventude… e prosa durante séculos, em todos os cantos do mundo.

Você sabe o que é Cocanha?
Cocanha é uma terra estranha,

País que se esconde
Ninguém sabe onde -
Lugar misterioso, a Cocanha.

Cocanha é o país que enfeitiça,
Atrai pela santa preguiça
Da tal vida airada
Do “não fazer nada”,
Do “nada importa” por premissa.

Então eu respondo ao assédio:
Se não houver outro remédio
Eu vou desistir
De lá residir -
Pois lá morreria… De tédio!

Você sabe o que é Cocanha?
Cocanha é uma terra estranha,

País que se esconde
Ninguém sabe onde -
Lugar misterioso, a Cocanha.

A vida ali é um deleite
Suave tal qual puro azeite -
Na bela Cocanha
O povo se banha
Em rios de mel e de leite.

 

“Os limeriques são historinhas
contadas em só cinco linhas
ritmadas, ligeiras,
com rimas brejeiras:
histórias bem maluquinhas.”

(BELINKY, Tatiana. Limeriques. São Paulo: FTD, 1987).

Vamos brincar e construir limeriques?

3ª PARTE

  1. Organizar a turma em pequenos grupos (5 alunos no máximo);
  2.  Entregar a cada grupo um papel sanfonado onde em cada dobra apareça uma expressão:

Quem?

Protagonista

O quê?

Qualidade

Onde?

Que ele está fazendo

Quando?

Que ele está fazendo

Por quê?

Causa

(Explicar o que significa cada expressão)

  1. Cada aluno deve responder a pergunta sem olhar a resposta do outro. A brincadeira inicia aqui: quando abrir o papel sanfonado e fizer a leitura vão sair coisas sem nexo, “sem pé nem cabeça”… Os risos são inevitáveis.
  1. Daí em diante entra o processo de criação: Os alunos devem ler várias e várias vezes até chegar ao esquema AABBA (A=1ª, 2ª, 5ª e B= 3ª, 4ª), mantendo a métrica, o ritmo e o humor.
  1. Quando todos concluírem faz-se a apresentação de cada grupo. Os limeriques construídos pelos alunos da turma podem ir para um mural da escola e serem lidos pelos colegas de outras turmas.
  1. Outra sugestão e dar como uma tarefa de casa a “construção de limeriques familiares.” Pode se dar um tema para facilitar a atividade com a família ou deixar em aberto…
  1. Ainda… Organizar na escola um concurso de limeriques.

Maria Mirta Calhava de Oliveira

Consultora da Fundação Bunge

 

Morcego Bobo

Autora: Jeanne Willis

Ilustrador: Tony Ross

1a etapa: Vamos explorar o livro

I)   Cores e formas

Qual a forma do livro?

Qual a cor predominante na capa?

 

II)  Ilustração

Que bichinho é esse que aparece na capa?

Quem já viu um morcego?

Por que ele aparece de ponta cabeça?

O que vocês sabem sobre o morcego? Curiosidades… habitat

Quem gostaria de pesquisar sobre a vida dos morcegos?

Proposta de atividade:

1)      Podemos pesquisar sobre a vida dos morcegos. Afinal, este é o único mamífero que voa – Confeccionar um painel com as descobertas.

 

III)  O título do livro

Será que o Morcego é um bichinho bobo?

Do que vocês acham que fala essa história?

Quando é que a gente chama alguém de bobo?

Alguém já foi chamado de bobo ou já se sentiu um bobo? Como foi isso?

Proposta de atividade:

1) Criar com os alunos rodas de conversa:

Alguém já se sentiu bobo diante de alguém ou de alguma situação?

Quando é que chamamos alguém de bobo?

1) Chamar alguém de bobo ou ser chamado de bobo, não é uma coisa “legal” entre amigos. Vamos fazer uma listas de coisas que são “legais” entre amigos.

 

IV)   Leitura da contra capa

Pelo jeito, o morcego vê as coisas de cabeça para baixo. Como será isso? Vamos tentar ler um texto de cabeça para baixo?

Propostas de atividades:

1)      Desafio: fazer a leitura de pequenos trechos de textos de cabeça para baixo, ou seja, virando a folha de cabeça para baixo.

2)      Como é tentar ver as coisas a partir do ponto de vista do outro? Alguém já experimentou isso? (Sugestão:  colocar no centro da roda algum objeto e pedir que as crianças descrevam esse objeto a partir do seu ponto de vista, ou seja, da posição que se encontram na roda, depois discutir sobre os diferentes olhares / pontos de vista)

3)      Leitura do poema de Leonardo Boff: “Todo ponto de vista é a vista de um ponto”

“Ler significa reler e compreender. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê é necessário saber como são seus olhos e qual a sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiência tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação. Sendo assim, fica evidente que cada leitor é sempre um co-autor. Porque cada um lê e relê com os olhos que tem. Porque compreende e interpreta a partir do mundo que habita.” (Leonardo Boff)

Deixar que as crianças comentem livremente o texto:

1) Quem é Leonardo Boff?

2) Alguém gostaria de comentar sobre o poema?

 

2ª etapa: A leitura do livro

1)  O mediador faz a leitura enquanto compartilha as imagens com os alunos.

Depois da leitura do livro, o professor pode deixar que os alunos comentem livremente:

1)   O que vocês acharam da história?

2)   O que foi mais interessante?

3)  O que foi mais curioso?

4)  Qual o personagem (bichinhos da história) que mais chamou a atenção de vocês? Por quê?

3ª etapa: Comparando com outros textos

 

Leitura da parábola: “Os dois pássaros”

 

Era uma vez, dois pássaros pousados na mesma árvore, um chorão. Um deles descansava sobre um galho na parte mais alta do chorão; o outro estava lá embaixo, onde um galho se unia a outro.

Depois de algum tempo, o pássaro empoleirado na parte mais alta da árvore disse, para quebrar o gelo: “Oh, que bonitas folhas verdes!”

O pássaro repousando no galho abaixo considerou a declaração como uma provocação. Ele respondeu de um modo brusco: “Você está cego? Você não consegue ver que elas estão brancas?”

O que estava na parte mais alta, perturbado, respondeu: “É você que está cego! Elas são verdes!”

O outro pássaro, lá de baixo, com o bico apontando para cima, respondeu: “Eu aposto as penas da minha cauda que elas são brancas. Você não sabe de nada.”

O pássaro no topo sentiu seu humor incendiar e, sem piscar duas vezes, saltou para baixo para o mesmo galho do adversário para ensinar-lhe uma lição. O outro pássaro não se mexeu. Os dois pássaros estavam tão próximos que se olharam olho no olho. Suas penas estavam eriçadas de fúria. Em sua tradição, ambos olhavam para cima antes de começarem a brigar.

O pássaro que havia descido disse com grande surpresa: “Que estranho! Olhe para as folhas, elas estão brancas!” E ele convidou seu amigo: “Venha aqui em cima onde eu estava antes.”

Eles voaram para o galho mais alto do chorão e desta vez eles disseram juntos: “Veja as folhas, elas são tão verdes!”

Diane Tillman, Atividades com valores para estudantes de 7 a 14 anos. Trad. Sandra Costa. São Paulo, Ed Confluência, 2001 (texto de H. Otero, ”Os dois pássaros”, in Parábolas da paz. pp. 306 e 307).

 

Proposta de atividade:

1)      Vamos pensar sobre os textos que lemos:

Poema: “Todo ponto de vista é a vista de um ponto”

História: “Morcego Bobo”

Parábola: “Os dois pássaros”

Sobre o que eles falavam?

Qual a semelhança entre eles?

Sugestão: criar um painel com registro das falas das crianças. No final, fazer a leitura para saber se eles gostariam de tirar ou acrescentar algo.

 

4ª etapa: Conhecendo a autora e o ilustrador da obra “Morcego Bobo”

 

O ilustrador

Tony Ross nasceu em Londres, em 1938. Estudou na Liverpool School of Art. Já foi cartunista, designer gráfico e diretor de arte de uma agência de publicidade. Considerado um dos melhores ilustradores de livros infantis da Inglaterra, suas obras ganharam vários prêmios e foram publicadas em inúmeros países.

 

A autora

Jeanne Willis nasceu em 1959 em St. Albans, Inglaterra, escreveu o seu primeiro livro aos 5 anos de idade e nunca mais deixou de escrever. Autora de dezenas de livros, entre os quais livros ilustrados, de aventuras e manuscritos televisivos, foi vencedora de diversos prémios, como o The Red House and Sheffield Children’s Book Awards (2007 -Who’s In The Loo?), The Sheffield Children’s Book Award (2007 - Who’s In The Loo?) e o The Silver Smarties Prize (2003 – Tadpole’s Promise).

5ª etapa: A história acaba, mas a leitura continua…

Sugerir aos alunos que levem o livro para casa e sejam contadores de histórias para os pais, avós, irmãos e, depois, compartilhem a experiência com o grupo.

 

Contribuição da consultora de Maria Helena Marques Rovere

A Floresta

Claire A. Nivola

Martins Fontes – 2003

Tradução de Monica Stahel

SOBRE A AUTORA E ILUSTRADORA 

Claire A. Nivola nasceu em Nova York, nos Estados Unidos, em 1947. Filha de artista, começou a desenhar muito cedo. Em 1970, logo depois de graduar-se em História e Literatura, ilustrou seu primeiro livro infantil. A partir daí, escreveu e ilustrou muitas obras aclamadas pela crítica. Ela mora com o marido e os dois filhosem Newton Highlands, Massachusetts.

RESENHA

O livro conta a história de um camundongo que decide deixar a segurança de sua casa, para explorar a floresta. O que ele encontra não é, de modo algum, o que esperava. Com ilustrações e texto de Claire Nivola, ‘A Floresta’ amplia o mundo do leitor, falando com veemência e tranqüilidade a todas as crianças que já sentiram medo do desconhecido.

FABULAÇÕES

Medo é um sentimento de defesa, muitas vezes mais do que ausência de coragem. Recorrente no universo literário infanto juvenil, como nos contos de fadas, é tema relevante para ser trabalhado com sutilezas poéticas e elementos do universo imaginário.

O livro, através do texto e das imagens, nos apresenta de forma lírica e encantadora o enfrentamento do medo do desconhecido. Quem não tem medo do que se esconde em nossas florestas inconscientes? Sempre tive medo da floresta, aquele lugar escuro e desconhecido, nos confins do meu pequeno mundo. À noite, muitas vezes eu sonhava com ela e acordava arrepiado de pavor. Também durante o dia, o medo estava ali, escondido dentro de mim, independentemente do que eu fizesse ou de onde estivesse. Uma noite, o medo foi tão intenso, que não pude suportar (pag 5)

Com trechos textuais simples e delicados, com planos gerais e mais fechados da ilustração elaborada com uma palheta de cores claras de Claire, apontando sempre horizontes, cada pagina/ narrativa acompanha o pulsar do coração do pequeno camundongo, num suspense manso. O medo vai sendo encarado e vencido à luz do dia, definitivamente aplacado quando nosso herói olha para o céu. Vi o céu, lá no alto. O céu era maior do que a floresta, maior ainda do que meu medo, maior do que tudo.” (pag. 24)

 

EXERCÍCIO DE MEDIAÇÃO

Para crianças pequenas, de 5 a 7 anos

 

1. SENSIBILIZAÇÃO 

Uma “roda perguntadeira “ de medos que a gente tem. Do tipo: Você tem medo de que? Quem tem medo de barata? E de escuro? E de monstro? E de Bicho Papão?

Falando em Bicho Papão, será que ele tem medo de gente?

Ouve só uma história que Maria Mazzetti nos conta:

 

A partir deste poema, uma sugestão é propor uma atividade de expressão corporal, onde cada criança se torne uma bobagem. Cada bobagem diferente da outra. Muitas bobagens, que fazem caretas, que se espicham, se embolam… Enquanto o educador narra o texto, as crianças dramatizam até virarem uma manchinha que a gente limpa assim…

Pronto! Acabaram as bobagens, acabou o bicho papão.

O medo também pode ser assim, vai sumindo, sumindo, feito manteiga derretida. É só menino querer, querer de verdade.

 

2. LEITURA DO LIVRO A FLORESTA

E em seguida, a história do camundongo que tinha medo de floresta, pode ser lida para as crianças. No final, podemos instigar percepções e curiosidades, com nova “roda perguntadeira ”

Por que o coração do camundongo batia tão forte? Qual o som do coração do camundongo? O camundongo perdeu o medo? Por que ele se assustou com a borboleta? E como ele fez para perder o medo que tinha? E na floresta tinha barulho?

Que som tinha?

Quem já foi numa floresta? Teve medo? O que tem e quem mora na floresta?

Neste momento, interessante seria apresentar as várias imagens de florestas, por exemplo do livro dos Ticuna, ou do catálogo da exposição dos mesmos no CCBB em 2004. Comentar sobre outros povos das florestas também seria oportuno e interessante.

 

3. PRODUÇÃO PLÁSTICA

Criação de uma floresta:

Se o local da atividade for ao ar livre, arborizado, ou mesmo com plantas, o ideal é que a atividade comece por um exercício de observação e percepção sensorial, levando as crianças a experimentarem as texturas, as formas, as cores, os aromas, o tamanho de folhas, cascas, frutos, flores etc. Caso não tenha, recolha de algum lugar vários tipos de folhas, de plantas ou de árvores para apresentar às crianças.

 

Composição com a técnica frottage

(Frottage é a técnica que utiliza um lápis ou giz de cera para fazer uma “fricção” sobre uma superfície texturizada para capturar sua forma num papel).

Pedir a cada criança que tire uma espécie de fotografia das folhas e elementos da natureza pesquisados.

Depois, proponha que desenhem só os troncos e os galhos das árvores, colando em seguida, as folhas impressas.

Para finalizar, crie com as crianças uma Floresta com todas as árvores, colando-as num painel. Se houver possibilidade, a Floresta pode ser habitada por bichos, e criaturas imaginárias.

4. DE VOLTA AO LIVRO

Neste momento as ilustrações do livro podem ser revisitadas para que as crianças observem as semelhanças e diferenças entre suas florestas e a de Claire Nivola. Interessante levar as crianças a observarem detalhes de proporção, de perspectivas, a delicadeza dos traços dos desenhos e pinturas – lembrando o pontilhismo que é uma técnica de pintura, saída do movimento impressionista, em que pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador (imagem).

Comparem as pinturas abaixo com as imagens do livro.

Gray weather, Grande Jatte, Georges Seurat, 1888.

The Island of La Grande  Jatte, Georges Seurat, 1884.

RODA FINAL

Em roda, cantar

A Árvore da Montanha

Canções Escoteiras

A arvore da montanha
Ole-riaio (bis)
Esta árvore tinha um galho O que galho, belo galho.
Ai, ai, ai que amor de galho.
E o galho da árvore.


A arvore da montanha
Ole-riaio (bis)
Este galho tinha um broto O que broto, belo broto.
Ai, ai, ai que amor de broto.
E o broto do galho E o galho da árvore.

A arvore da montanha
Ole-riaio (bis))…

Este broto tinha uma folha.
E esta folha tinha um ninho.
E este ninho tinha um ovo.
E este ovo tinha uma ave.
E esta ave tinha uma pluma.
E esta pluma tinha um índio.
E este índio tinha um arco.
E este arco tinha uma flexa.
Esta flexa foi na árvore O que árvore, bela árvore.
Ai, ai, ai que amor de árvore.
E a árvore da montanha
Ole-riaio (bis)

Para ouvir, acesse:

http://letras.mus.br/cancoes-escoteiras/

 

Artigo produzido por : Denise Mendonça

 

 

Linéia no Jardim de Monet

INÍCIO

Aquecimento – Com a música do grupo Palavra Cantada :Ora Bolas  

http://letras.mus.br/palavra-cantada/286862/

Oi, oi, oi… olha aquela bola

A bola pula bem no pé, no pé do menino

Quem é esse menino! Esse menino é meu vizinho!

Onde ele mora! Mora lá naquela casa!

Onde está a casa! A casa tá na rua!

Onde está a rua! Tá dentro da cidade!

Onde está a cidade! Do lado da floresta!

Onde é a floresta! A floresta é no Brasil!

Onde está o Brasil,ta na América do Sul continente americano cercado de oceano das
terras mais distantes de todo o planeta.

E como é o planeta!

O planeta é uma bola que rebola lá no céu. (biz)

1ª PARTE

Primeiro: ouvir a música e cantarolar com o grupo.

Segundo:  entregar o globo terrestre inflável (bola mundo) para o grupo passar de um para outro. Caso não tenha um inflável use um globo terrestre comum da escola.

Quando a música para uma das questões é respondida pela criança.

Onde vivo tem:

  • Jardim?
  • Flor ou flores? De que cor ou que cores?

Depois do mundo ter passado nas mãos de todos, a conversa continua.Nós vivemos em um país chamado Brasil, encontre no globo nosso país.Mas nossa história não acontece no Brasil.Quem quer dar um palpite de onde acontece nossa história ?

O TÍTULO DO NOSSO LIVRO É:

                                “LINEIA NOS JARDINS DE MONET”

FOI ESCRITO POR: Christina Bjork

ILUSTRADO POR: Lena Anderson

TRADUZIDO POR: Ana Maria Machado

Ela é da França! Achem este outro país no globo.

 CONVERSAR UM POUCO SOBRE A DISTANCIA ENTRE OS PAISES. O QUE ELES SABEM DA FRANÇA, O QUE SABEM DO BRASIL. EXPLORAR O GLOBO A PARTIR DOS DOIS PAISES.

Nesta história tem duas pessoas que são amigas. Elas nos convidam a viajar para conhecer um jardim lá na França!

Os personagens do livro são:

Lineia – uma menina de uns 9 ou 10 anos que ADORA FLORES!

Sr. Silvestre: era seu vizinho, um senhor de mais de 50 anos. Ele tem uma profissão que encantava Linéia, embora já estivesse aposentado, ele trabalhou como Jardineiro! Por isso também adora jardim.

* LER PARA AS CRIANÇAS O POEMA:

“ Flores alimentam sonhos,

dão de comer aos olhos,

arrumam e desarrumam

formas e cores”.

Fonte: MURRAY, Roseana: Desenhos de Roger Mello. – Jardins – Ed. Manatti, Rio de Janeiro – RJ – 2011. (livro do nosso acervo do Pé de livro).

Deixar as crianças imaginarem como é cada um.

Desenhar – ou não.

Montar um boneco – ou não.

Descrever oralmente. A Lineia e o Sr. Silvestre.

Depois da descrição feita pelas crianças.

LER A PRIMEIRA PARTE DA HISTÓRIA.  Pagina 5 e 6.

* Plástica

  • As cores da França – Bandeiras : BRASIL e FRANÇA.
  • E nossos personagens – em bonecos ou em desenho

2ª PARTE

JÁ ESTAMOS NA FRANÇA.

Aquecimento:Por isso vamos ouvir uma música francesa!

http://youtu.be/zsxuynmMc-w – Alouete

http://youtu.be/rLr3o1DULUM – Frere Jaques

https://www.youtube.com/watch?v=yi9ef0dmz2w – eu gosto de fruta.

https://www.youtube.com/watch?v=7hN8HMaaQSs&feature=related

Sr. Silvestre levou a Lineia para conhecer um jardim especial de um grande pintor francês Claude Monet.

MONET – vamos ver alguns quadros de Monet.

Será que alguém já viu algum quadro deste artista?

Mostrar as obras e ouvir os comentários do grupo.

Depois mostrar o video do link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=txvEpUURx4E&feature=youtu.be

Monet, nasceu em Paris em 1840. Faleceu e foi enterrado no ano de 1926 em GIVERNY, onde está sua casa com este Jardim que a Linéia e o Sr. Silvestre foram visitar.Monet se inspirava no Jardim da sua casa para pintar, ele também gostava muito de flores e das cores.

PLASTICA:  O JARDIM

Sair com o grupo de crianças para observar o entorno. Dividir o grupo para contar quantas árvores existem no caminho percorrido, quantos terrenos vazios tem, quantos jardins encontraram.

Na volta do passeio o educador pode apresenta um craft no formato do caminho percorrido, e cada sub grupo coloca o que observou através de uma colagem.

-          as árvores

-          os terrenos vazios

-          os jardins –  com as cores eles tem

UMA RODA DE CONVERSA:

Já que nossos personagens gostavam muito de jardim, vamos brincar de inventar jardim?

Aqui perto tem jardim?

Como vc faria um jardim aqui? Qual o desenho dele? Quais as cores das flores vc gostaria que ele tivesse ?

Divide o grupo de crianças e cada grupo vai desenhar com uma colagem o jardim que imagina.

MATERIAL:

Papel craft

Canetão

Cola

Retalhos de papel coloridos (color set ou revistas)

Sem tesoura! Recortar os papéis com as mãos.

Agora que temos o nosso jardim; vamos viajar com a Linéia e o Senhor Silvestre para conhecer o Jardim de Monet:

3ª PARTE

A IDA PARA GIVERNY – O ENCANTAMENTO DO JARDIM.

Aquecimento:Retomar os painéis dos jardins que os grupos montaram colocar no centro da Roda.Juntar a eles as obras já selecionadas de Monet.

Abrir a conversa:

O que haverá neste jardim?

Qual será o tamanho dele?

Haverá canteiros de flores, ou só um pouco de flores na frente da casa?

De que cor será a casa de Monet?

Depois da conversa e das hipóteses levantadas pelas expectativas dos grupo, dar início a Leitura, sem mostrar as imagens.Pedir que cada um se acomode de maneira mais confortável possível para ouvir e imaginar tudo que vai acontecer na história.Ler com as crianças da pagina 16 a pagina a 31.Depois da Leitura apresentar o jardim:

Vamos ver esse jardim?

Em ppt apresentar fotos dos jardins: (scanear paginas do livro que mostram o jardim).Livro da Linéia paginas 20 e 21.

Algumas flores do jardim.Depois de ver algumas flores e seus nomes

Ver a sequencia da Ponte Japonesa que está no livro.

https://www.youtube.com/watch?v=9QdjMt7_fUo&feature=fvsr

Ler o pensamento da Linéia:

“É engraçado o que acontece quando a gente pensa muito em  uma  coisa e depois ela acontece de verdade. Quase sempre é um pouco diferente.”(pensamento da Linéia na pagina 19).

Abrir a conversa:

A Linéia tem razão? Sim não e Por que?

Deixar as crianças falarem se quiserem.

4ª PARTE – A Obra Prima! As Ninféias

Na visita ao jardim nossa amiga Linéia, escolheu  desenhar só uma das flores.

Será que é porque rima com o nome dela?

Linéia rima com?  NINFÉIA.

É uma flor que fica lá no Lago do Jardim.

Esta mesma flor impressionava muito Monet, tanto que ele também a pintou muitas vezes. Ler com o grupo a pagina 36 e 37.

Vamos ver essa Obra Pirma?

https://www.youtube.com/watch?v=8L2T-Nyocx8&feature=related

Scanear para projetar em ppt a imagem do livro pagina – 29 (círculo com as nínfeias) 36 e 37 (uma das telas das Ninféias). Sacnear a contra capa do livro, para projetar em ppt.Conversar com as crianças:

Como será que Monet fez essa obra?

Desenhou e pintou?

Ou pintou direto na tela?

Vamos ver uma Ninféia bem de perto?

BRINCAR COM O OLHAR:

De perto o que parece?

E de longe?

Será que os outros quadros também tem este mesmo efeito de perto e de longe?

Ter as imagens novamente em mãos, e deixar as crianças brincarem

PLÁSTICA:

Dividir o grupo com quarto crianças cada grupo.

Pintar um canteiro de flores. Fazendo a impressão no papel.

MATERIAL para cada grupo:

2m de papel grafit

Guache amarelo/ azul/ vermelho/branco

Quadradinhos  de espuma.

Expor os canteiros pintados.

FINAL:

No livro da “Lineia no Jardim de Monet” de Christina Bjork e Lena Anderson, tem muita coisa ainda a ser descoberta lá da França!

Quem quiser saber mais coisas de lá, se são parecidas com as de cá, é só continuar com o livro.

A Lineia gostou tanto da viagem e do jardim que ela conheceu, que quando chegou da viagem quis fazer um Jardim para ela!Isso rendeu outro livro de história, cheio de dicas de como plantar um belo jardim!

Está no livro “Linéia e seu jardim.”

Ler é assim:

 

“Entrou por uma porta

Saiu pela outra,

Quem quiser que conte outra!”.

Em alguém nasceu a vontade de ter um jardim?

 

Contribuição da consultora  Rosana Padial