Atrás da Porta

É um grande desafio despertar nas crianças a vontade de ler, pensando nisso tentei planejar uma aula de leitura em que os alunos sentissem que estavam se apropriando da história do livro, por meio das descobertas feitas por eles antes mesmo de começar a leitura propriamente dita.

Levei o livro ATRÁS DA PORTA, de Ruth Rocha, para a sala de aula.

Apresentados ao livro “Atrás da porta”,antes mesmo de sua leitura,  os alunos da 5ª ano  “B” da Professora JUCIONARI , iniciaram o projeto com muito mistério, curiosidade e sede de descoberta. O que há por trás de uma porta que você nunca abriu? E por trás da capa de um livro que você nunca leu? Confira algumas das atividades desenvolvidas durante esta  maravilhosa experiência de leitura

Comecei a aula dizendo aos alunos que seriamos investigadores naquele dia. Mostrei o livro e perguntei por onde começaríamos a leitura. As respostas foram ótimas (começamos pelo começo, começamos pela primeira página etc.) Depois de chegarmos a um consenso, definimos que começaríamos pela capa, as crianças leram o título, nome da escritora, ilustradora, houve questionamento sobre o nome de editora e o que é uma editora, após lermos a linguagem verbal da capa do livro, passamos então à linguagem não-verbal e fomos relacionando as ilustrações.Os alunos foram provocados a imaginar o que haveria por trás de uma porta.

Iniciou-se então o projeto e a vontade de saber mais os  levou a novas descobertas, entre as atividades, foram questionados sobre o que observavam na ilustração da capa do livro e dentro das experiências de cada um, escreveram o que pensavam estar atrás da porta.

Então cada um recebeu um coração e começou a escrever:

Escola Municipal Theodoro Batista Rosas.(Sala 1 )

—  Em seguida, lendo o livro passo a passo todos estavam curiosos para saber o que tinha atrás daquela porta. Ao termino da história montamos os grupos para que cada qual criasse seu próprio livro.

Os alunos colocam suas habilidades a mostra .Alguns escreveram outros  desenharam. O que mesmo tem atrás da porta?

Depois, os alunos escolheram a literatura que mais lhes chamava a atenção, e inspirados nos temas e personagens dos livros, criaram seus próprios livros em equipe :

Alunos do 2 ciclo do 2 ano da Escola Theodoro Batista Rosas -2012 Ponta Grossa.Parana

 Após feitos os livros chamaram a pedagoga e pediram para eles fazerem parte do acervo da biblioteca para que quando eles fossem mais velhos e retornassem na escola eles encontrariam seus livros aqui.

Então para esse mês continuaremos e faremos um livro de receita que a vovó mais gosta de fazer.

—  Os alunos têm várias experiências para contar sobre as avós, seja em casa, passeando ou viajando. Motivadas pelo tema do livro que leram, montaram um caderno de receitas preferidas da vovó.  É o momento de troca de família e escola, e para eles com certeza será bem gratificante.

Projeto realizado e escrito pela Professora: Jucionari Cristina Ribeiro Suliani na data de 08/08/2012 para as professoras da Escola Municipal Professora Zahira Catta Preta Mello e Escola Municipal Prefeito Theodoro Batista Rosas.

Fonchito e a Lua

Mario Vargas Llosa é um dos mais importantes escritores da atualidade. Nasceu em Arequipa, no Peru em 1936, viveu em Paris na década de 1960 e deu aulas em diversas universidades nos Estados Unidos e na Europa.

É também jornalista, ensaísta e autor de peças teatrais. Autor de uma obra consagrada, em 2010 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

 No livro: Fonchito e a Lua, o leitor poderá viver a emoção do primeiro amor.e descobrir que na vida tudo é possível para ficar ao lado da pessoa querida. Até mesmo se ela lhe pedir a Lua de presente.

OBJETIVO:

Conhecer a história literária do livro Fonchito e a Lua de Mario Vargas Llosa.

CONTEÚDO:

A Arte do desenho e da pintura e   Mediação de Leitura.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:

Antes de iniciarmos a leitura, vamos brincar um pouco com a sua imaginação:

1. O que você acha que tem na lua? O que você já ouviu falar sobre a lua? O que você guardaria na lua para ficar protegido?

2. O personagem principal tem um sonho, qual o seu desejo?

Leitura da História Fonchito e a Lua de Mario Vargas;

  • Roda de conversa sobre o texto: Se gostaram? Qual a menina mais bonita da sala? Qual a outra forma que o Fonchito poderia trazer a lua para a menina?
  •  O personagem principal tem um sonho, qual o seu desejo?
  • Desenhar e escrever na lua o que a criança guardaria na lua.
  •  Instigar os alunos a apresentarem seus desenhos falando da importância que tem o que eles escolheram para guardar na lua.
  • Montagem do Painel com as luas produzidas pelas crianças.
  • Exposição do painel.

 

Artigo escrito por : Udineide Ribeiro

Letrinhas, ervilha e diversão

Neste mês de abril, o Blog Semear Leitores recebeu, da autora Maria Amália Camargo, os livros “Salada de letrinhas” e “A Ervilha que não era torta… mas deixou uma princesa assim”. No primeiro título, a escritora traz ótimas brincadeiras com os sons e os significados das palavras. Já no segundo, Maria Amália Camargo faz uma divertida releitura da clássica aventura do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
Saiba mais sobre as obras:

“Salada de letrinhas”, com ilustrações de Maria Eugênia: Quando as letras escapam de dentro da gente, uma grande confusão se forma pelo ar. E é aí, no meio dessa salada de letrinhas, que mora o perigo. Porque o POEMA de repente pode virar um PROBLEMA, o VERBO ir para o BREJO, a SÍLABA cair numa CILADA… Um livro saboroso preparado para agradar a todos os paladares, até os mais exigentes.

 

 

“A Ervilha que não era torta… mas deixou uma princesa assim”, com ilustrações de Ionit Zilberman: Para a maioria das pessoas, um grãozinho verde debaixo de uma pilha de colchões é a mesma coisa que nada. Mas, para verdadeiras princesas de fino trato, é batata: uma noite inteira maldormida! Ao visitar o clássico conto de fadas de Hans Christian Andersen, A princesa e a ervilha, a autora mostra que, quando há um príncipe casca-grossa dando sopa por aí, as leguminosas verdinhas são o menor dos inconvenientes.

 

Por Claudete Pereira, Fundação Bunge

Abecedário do Millôr para crianças

Autor: FERNANDES, Millôr
Título: Abecedário do Millôr para crianças
Editora: Nova Fronteira – São Paulo
Ilustrador: Guto Lins e Susan JohnsonGuto Lins e Susan Johnson
Ano: 2005

Sinopse

Millôr Fernandes apresenta o seu primeiro livro infantil, um á-bê-cê diferente, discutido, recriado e ampliado por Guto & Susan.

Neste á-bê-cê diferente, Millôr examina as letras pelo seu aspecto físico e as apresenta de maneira muito divertida: comparando suas formas, maiúsculas e minúsculas, com objetos, personagens e imagens do dia-a-dia.

 No fim do livro, jogos e brincadeiras garantem a diversão das crianças após a leitura.

Poderemos trabalhar com o livro com diferentes atividades:

Primeiro Passo

Apresentar o livro para os alunos

- O livro pode ser trabalhado página a página e para cada letra uma ação mediadora diferente.

Estimular a curiosidade

- Trabalhar com o lúdico fazendo o aluno a pensar, pesquisar e contribuir com novas palavras.

Segundo Passo

Associar a leitura a atividades lúdicas de mediação de leitura

Possíveis Atividades

Primeira Atividade -Construir em borracha Eva as letras do alfabeto, Construir uma centopeia bem colorida. Junto com os alunos:

  1. Montar a centopeia;
  2. Estimular os alunos a falar palavras novas;
  3. Estimular os alunos a organizar uma sequência de letras e palavras.

Competências Trabalhadas: sequência, leitura, pesquisa e organização de trabalho em grupo.

Primeiro trabalha com as letras seguindo a leitura do livro de Millôr

Millor Fernandes

Depois podem pesquisar palavras em revistas para montar a centopeia de letras

 

Essa atividade oportuniza aos alunos a ampliar o vocabulário à medida que irão explorar um número variado de palavras iniciadas com A.

Depois de pronta a centopeia irá para exposição na parede da sala.

 Segunda Atividade – Usando cartolina de diferentes cores, criar um alfabeto ilustrado.

O trabalho pode ser feito de duas maneiras:

SE OS ALUNOS AINDA NÃO ESTÃO LENDO

Pode trabalhar com figuras e fazer pesquisa em revistas para encontrar uma figura correspondente para cada letra.

Deixar os alunos fazerem a colagem para ajudar a desenvolver o vocabulário e a organização da sequência das letras do alfabeto.

QUANDO OS ALUNOS JÁ ESTÃO LENDO

Pode trabalhar com pesquisa de palavras. Antes de colar na cartela a professora pode estimular a construção de pequenas frases com as palavras encontradas.

Se a professora construir várias tabelas na sala, depois poderá trocar as tabelas entre os demais grupos.

Antes de afixar na parede da sala poderá fazer um ditado com todas as palavras pesquisadas pelos alunos. Ainda poderá selecionar alguns das palavras para a construção e escrita de frases.

Competências Trabalhadas: Linguagem escrita e oral,construção de frases

 

Terceira Atividade

Usando as tampas de a garrafas pet construir o alfabeto

Como fazer …veja aqui !

Depois cada criança receberá revista e tesoura para pesquisar palavras iniciadas com a letra da tampa/garrafa.

Cada palavra que encontrar deverá recortar e colocar dentro da garrafa.

Atenção; As garrafas irão circular entre todos os alunos para que todos tenham a oportunidade de pesquisar variadas palavras;

No final cada aluno pode abrir a garrafa e ler as palavras encontradas;

A professora pode fazer um “ditado solidário” – Onde cada aluno “escolhe” uma palavra de sua garrafa para ditar para os amigos de sala.

No final da atividade as garrafas ficarão expostas na sala.

Competências Trabalhadas – pesquisa, linguagem oral e escrita, criatividade, organização, trabalho em grupo.

Quarta atividade :

Explorar os jogos que tem no final do livro é uma boa sugestão para fechar a mediação de leitura estimulada pelo Millôr.

Com a receita da massa de Biscuit os alunos podem construir objetos, letras e dar asas a imaginação. Afinal de contas a imaginação e a criatividade são essenciais para o processo de aprendizagem.

 

Atigo produzido por: Elisabete Elias

 

 

O artista que pintou um cavalo azul

ROTEIRO PARA AÇÃO DOS PROFESSORES E VOLUNTÁRIOS

Público alvo: 1º e 3º anos

O artista que pintou um cavalo azul, de Eric Carle é dedicado às crianças pequenas (Educação Infantil, 1º a 3º anos), pois oportuniza ao imaginário infantil mil possibilidades… Inicia com um menino afirmando que é “um artista” e termina com o reconhecimento dele próprio de que é “um bom artista”. Os animais são conhecidos, mas as cores! Será que é possível ter um cavalo azul? Porque o cavalo não pode ser azul, verde ou amarelo? Poder pode! A arte permite a livre expressão, ela dá liberdade e fica livre do que é rotineiro, do que é comum.

O autor ao desenhar o menino pintor não se preocupou em nenhum momento se as cores estariam dentro dos padrões da normalidade ou das expectativas dos outros, ele simplesmente deu as cores com as quais ele, o artista, as identificou.

 

SOBRE O AUTOR E O LIVRO

Nasceu nos Estados Unidos, mas passou sua infância na Alemanha. Focou seus olhares para as artes de Herr Krauss, seu professor que dizia: “Eu gosto de liberdade e da ausência de amarras na maneira como você pinta, mas só tenho permissão para ensinar a arte realista”.

Segundo o autor nesse dia nasceu o leão verde, o cavalo azul e outros animais pintados em “cores erradas”.

  1. OBJETIVOS:
  • Oferecer uma discussão sobre a arte e suas possibilidades;
  •  Desafiar o imaginário infantil e o gosto pelo diferente;
  • Reproduzir réplicas de animais de estimação;
  •   Contribuir para a melhoria na qualidade da leitura e escrita
  •  Investir, na participação e verbalização dos alunos, durante ao processo de leitura e criação;

 

1ª atividade:

Dialogar com as crianças sobre “Arte e suas possibilidades de criação”.

Destacar as diferentes fases pela qual ela passou, trazendo a tona alguns artistas brasileiros que por aqui deixaram suas marca.Projetar algumas imagens de animais nas diferentes formas de arte.

pasta com diversas imagens (pinterest)

 

2ª atividade:

Apresentar o livro para as crianças explorando: título, autor, ilustrador, textura, formato,…  Focar, inicialmente no título: “O artista que pintou um cavalo azul”. Podemos pintar um cavalo de azul? Por quê? Quando? O artista pintou e nós, podemos pintar? Possibilitar as crianças, a vizualização de outros animais coloridos que convidam ao jogo intertextual.

Deixar em suspense e permitir a livre expressão. “O faz de conta”.

3ª atividade:

Leitura do livro, visualização e exploração  “das cores diferentes” dos animais.

4ª atividade:

A)     Propor as crianças à criação de um álbum com animais de estimação do grupo. Cada aluno traz uma foto de seu animal ou daquele que ele gostaria de ter, cola no alto da folha e a partir daí começa a construir, com diferentes técnicas, sua arte, usando seu imaginário, pintando-os com “cores erradas”.A atividade pode ser feita em dupla. Interessante que o professor também participe com sua arte. Criar uma capa coletiva para o álbum.

NMH9ko

 B)     Criação de diálogo para os personagens, proporcionando diferentes formas de expressões e de pensares. Se necessário o professor pode ser o escriba.

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS COMPLEMENTARES:

Escolha de um animal/personagem que possa ser construído de tamanho grande, em PAPEL MACHÊ e trabalhado com diferentes colagens: etiquetas, recortes, materiais da natureza, material reciclado e fazer uma exposição na escola. Esta atividade pode ser construída por todos os alunos e em diferentes momentos. É uma atividade de composição grupal cujas ações se completam e o coletivo se ressalta que favorece as relações de grupo e eleva a autoestima dos alunos.

Artigo produzido por : Maria Mirta Calhava  de Oliveira

Cicatriz

O autor é o  Ilan Brenan

      Escritor amigo deste blog tem outro  livro escrito por ele apresentado aqui:

O Alvo.

Ilan além de escritor e contador de histórias, é pai de duas meninas.

A ilustração é de Ionit Zilberman.

Este é um nome de menino, ou de menina?

Pois é; a ilustração é de uma mulher!

Fonte da imagem

Mas tem umas informações interessantes da vida deles! Veja:Filho de argentinos e neto de poloneses e russos, o escritor Ilan Brenman nasceu em Israel, veio para o Brasil aos 6 anos de idade e mais tarde se naturalizou brasileiro.Filha de uruguaios e neta de poloneses e russos, a ilustradora Ionit Zilberman também nasceu em Israel, também veio para o Brasil aos 6 anos de idade e também se naturalizou brasileira.

Já pensou em ter um amigo que nasceu na mesma cidade que você, depois mudou para outra cidade a mesma que você mudou, com a mesma idade e só depois de grande um conhece o outro!

Foi isso que aconteceu com eles. Apesar de terem nascido na mesma cidade e mudado depois com 6 anos para a outra mesma cidade, só depois de adultos eles se conheceram! Um gostou muito do outro, porque os dois gostam de ler e contar história.

Por isso eles foram trabalhar juntos!Um escreve com palavras e o outro escreve com desenhos!O que vocês acham de toda esta história deles?

Como neste blog já podemos conhecer mais do Ilan, agora vamos conhecer um pouco mais da Ionit.

a colecionadora de imagens

O livro que eles fizeram juntos foi este que vamos ler hoje:

Companhia das letras

http://bit.ly/9DYo0s

O que vocês imaginam que esta história vai contar?

A palavra cicatriz está combinando com o desenho?

 O que será que aconteceu para a história ter este titulo?

 Alguém tem alguma cicatriz aqui?(Se alguém tiver e quiser contar como ela apareceu deixar a criança falar. Esta roda de conversa sobre as histórias das cicatrizes faz crescer o sentido da história através de curiosidade).

LER A HISTÓRIA

(Dar um tempo para as crianças se manifestarem espontaneamente)

Nossas cicatrizes guardam história! Quem já tinha pensado nisto?

 Viram a Silvinha teve a sua com o corte no queixo. Foi graças a sua cicatriz que a mãe, o pai e o medico lembraram de coisas que puderam fazer na infância e foram muito interessantes! São as marcas que trazem história!Vocês sabiam que muitas pessoas adultas trazem uma marca no alto do braço esquerdo?

 Procurem com os adultos que vocês conhecem, quem tem esta marca. Ela é redonda, e a pele é um pouco diferente do restante da pele do braço.

Quem sabe a história desta cicatriz?

 O Mundo de Beakman – Vacinas

É a marca da vacina contra a varíola! Quase todas as pessoas tem esta marca e no mesmo lugar. Foi a primeira vacina a ser descoberta!

Assim como nossa história, cada um de nós, tem ou deve ter, uma história para contar a partir de uma marca que traz no corpo.

Esta da vacina contra a varíola é uma que todos nós temos, mas em particular quem cuidou de nós, deve ter outra sobre a mesma marca.Afinal nós éramos bebes quando fomos levados a tomar esta vacina.

Será que choramos muito? Será que tivemos febre? Será que tiramos o sono de alguém?

 Bom estas histórias só é possível de descobrir conversando…

História é sempre assim:

“Entrou por uma porta e saiu pela outra.

Quem quiser que conte outra!”.

Desejo que você guarde as suas e descubra muitas outras!

Ah! Mas que depois de descobrir também possa repartir!

Artigo escrito por: Rosana Padial

 

O HOMEM QUE ROUBAVA HORAS

1 Mobilização – Coreografia

(ouvir a música “O Relógio” de Vinicius de Moraes)

Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac 

Tic- tac
Dia e noite
Noite e dia

2 Solicitar ao grupo para cantar a poesia da seguinte forma:

1/3 do grupo faz… (Passa, tempo… (e não fala o tic-tac)… passa, hora Chega logo…)

1/3 do grupo faz… (tic-tac…)

O outro 1/3 do grupo faz… (movimentos no meio da sala imitando a máquina do relógio, cada qual com seus movimentos em sincronia, repetindo constantemente o tic-tic-tac)

3. Apresentar a Biografia de Vinícius de Moraes, destacando o aniversário de 100 anos. 

Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes foi um nome muito importante no meio cultural brasileiro. Diplomata de carreira destacou-se como poeta modernista, mas também como compositor. Nasceu em 1913, no Rio de Janeiro, onde morre, infelizmente, em 1980. Com apenas 15 anos, quando estava no curso secundário, começa a compor músicas populares. Em 1933, conclui o curso de direito. No mesmo ano, publica seu primeiro livro, a coletânea de poemas: O Caminho para a Distância (1933). Em 1938 vai estudar na Inglaterra e lançaNovos Poemas. De volta ao Brasil, ingressa no ministério das relações Exteriores, em 1943. Nesse ano, o livro Cinco Elegias, inaugura uma nova fase em sua poesia. De um início marcado fortemente pela religiosidade, passa para uma temática mais próxima do amor, do erotismo e das angústias do desejo. Fala mais do cotidiano, de temas sociais, e sua linguagem se torna mais coloquial. Em 1953 compõe seu primeiro samba: “Quando tu passas por mim”, e publica a peça: Orfeu da Conceição, em 1954. Em 1956 conhece o compositor Tom Jobim, sendo que duas de suas composições com Jobim foram: Chega de saudade e Outra vez, gravadas por Elizeth Cardoso no disco: Canção do Amor demais em 1958, com acompanhamento ao violão de João Gilberto. Ambas as músicas se tornam um marco da Bossa nova. É de Vinicius a letra de Garota de Ipanema, a música brasileira mais conhecida em todo o mundo. Entre 1955 e 1956, prepara o roteiro do filme: Orfeu Negro, do diretor francês Marcel Camus, que ganha o Oscar 1959 de melhor filme estrangeiro. No inicio dos anos 60, compõem com outros músicos como Carlos Lyra, Edu Lobo, Pixinguinha, Dorival Caymmi e Francis Hime. Com Baden Powell, cria afros sambas famosos como: Canto de Ossanha e Berimbau. É aposentado do serviço em 1968 pelo regime militar. A partir de 1969, torna-se parceiro do violinista Toquinho, com quem faz shows no Brasil e no exterior até sua morte. Porém, pode-se dizer que Vinicius de Moraes se imortalizou. Suas obras continuam a serem lidas e admiradas até hoje. Suas composições sempre são cantadas e interpretadas novamente. Quem contribui para a cultura nunca será esquecido.

4.  Apresentar o livro “O HOMEM QUE ROUBAVA HORAS”. Mostrar somente a capa do livro, ler o título. Conversar com o grupo sobre o que acreditam ser o tema da história. Instigar o grupo a imaginar partes da história e a relação com a Poesia “O Relógio de Vinícius de Moraes”.  Pedir ao grupo para imaginar ilustrações para a história e desenhar uma cena relacionando com a letra da música “O Relógio”. 

5. Mostrar as ilustrações do livro e comentar. Dar tempo para que os participantes complementem o seu desenho caso sintam necessidade.

 6 Ler ou apresentar em Slides a Indicação Literária do livro 

Título: O homem que roubava horas

Autor: Daniel Munduruku e

Ilustração: Janaina Tokitaka

Ano: 2007

Editora: Brinque –Book

Daniel Munduruku

Frase em destaque:

Eu roubo as horas para lhes dar tempo.

Tempo de aprender a usar o tempo

Quem tem hora não tem tempo

Tempo de olhar o tempo

                                                                   

Sinopse

O novo livro de Daniel Munduruku conta a história de um homem sem nome, sem casa, cuja família era composta por um monte de cachorros. Ele tinha uma personalidade tão peculiar que mudou a forma das pessoas se relacionarem com o tempo e consigo mesmas. O Homem que Roubava Horas leva o leitor a pensar sobre o verdadeiro valor do tempo e em como suas horas são gastas. As ilustrações da jovem e talentosa Janaina Tokitaka são verdadeiras obras de arte que valorizam a história delicada e sensível desse “ladrão de horas” que roubava a pressa das pessoas.

Biografia de Daniel Munduruku

Daniel Munduruku (Belém do Pará28 de fevereiro de 1964). É um escritor e professor  brasileiro. Pertence à etnia indígena mundurucu. É graduado em filosofiahistória e psicologia. Tem mestrado em antropologia social pela Universidade de São Paulo. É doutor em educação pela Universidade de São Paulo[3]. É relações-públicas do Instituto Indígena Brasileiro da Propriedade Intelectual. É diretor-presidente do Instituto Uk’a – a casa dos saberes ancestrais. É conselheiro-executivo do Museu do Índio do Rio de Janeiro. Como escritor, se destaca na área da literatura infantil. Suas principais obras são: Banquete dos Deuses, Conversa sobre a origem e a cultura brasileira e Contos indígenas brasileiros.

Prêmios: Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República. Menção honrosa do Prêmio Literatura para Crianças e Jovens na Questão da Tolerância, da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura. Menção de Livro Altamente Recomendável pela FNLIJ. Prêmio Jabuti de Literatura. Prêmio da Academia Brasileira de Letras. Prêmio Érico Vanucci Mendes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Biografia de Janaina Tokitaka 

Janaina Tokitaka

Nasceu em São Paulo, em 1986, e atualmente faz bacharelado em gravura na ECA-USP. Ilustrou livros infantis e juvenis. Atua como colaboradora do suplemento infantil “Folinha do Jornal Folha de São Paulo. Janaina gosta muito de ilustrar porque pode conciliar duas paixões: literatura e desenho, e participar da criação desse objeto mágico que é o livro.

7. Fazer a leitura de toda a história, pontuada, em duas pessoas.

8. Refletir a nossa relação com o tempo: Tenho tempo para pensar sobre a vida? Para estudar? Para conviver com as pessoas que amo? Como eu divido o meu tempo?

 9.Registro. Na mesma folha sulfite que foi desenhado ilustrações da história pedir aos participantes o registro de uma palavra que sintetize a sua reflexão sobre a poesia “O Relógio” e a história “O Homem que roubava horas”.

10. Roda de conversa.  Pedir aos participantes apresentar suas produções e colar os desenhos em um varal ou em uma folha de papel Graf e colocar em Mural

Finalizar a atividade ouvindo a Música:

Paciência : Lenine

    Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não… a vida não para

 

Artigo escrito por :

Helena Souza Bartnik

10 Coisas que eu posso fazer para ajudar meu planeta

Autora e Ilustradora: MELANIE WALSH

A Educação Ambiental deve ser encarada, pela escola, como marco inicial de suas ações, pois é dela que virão atitudes e comportamentos que podem contribuir para uma mudança no nosso planeta e uma melhor qualidade de vida.

A aposta está na educação e quanto mais cedo iniciarmos esse processo mais cedo teremos jovens retomando posturas desejáveis e saudáveis.

O livro escrito e ilustrado por MELANIE WALSH – 10 Coisas que eu posso fazer para ajudar meu planeta – é instigante e pode ser trabalhado em vários níveis de dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Cabe ao professor desafiar os alunos trazendo a tona, pequenas grandes ideias que podem ser tomadas pelos estudantes.

SOBRE O LIVRO:

Este é um livro para crianças que revela coisas que qualquer um pode fazer para ajudar a preservar o planeta. Ele sugere coisas simples como desligar a televisão completamente, ir caminhando até a escola e desligar as luzes ao deixar um cômodo para economizar energia. “10 coisas que posso fazer para ajudar meu planeta” foi escrito e ricamente ilustrado para que, desde pequeninas, as crianças compreendam e transmitam a mensagem de preservação que pessoas de todas as idades deveriam conhecer. Trata-se de uma obra importante para a nova geração. Feito 100% com material reciclado

  1.  OBJETIVOS:
  • Despertar nas crianças o gosto pela leitura e proporcionar uma discussão sobre nosso comportamento com o planeta;
  • Listar atitudes e comportamentos que ajudam a melhorar nossa sala de aula e expandir o convite às outras turmas;Produzir brinquedos com material de sucata e criar textos

  DINAMIZAÇÃO

1ª atividade:

Apresentar as crianças o livro - 10 Coisas que eu posso fazer para ajudar meu planeta. Falar sobre a autora e ilustradora. Explorar a estrutura do texto, sua escrita, seu cheiro e formatação. Dar ênfase a capa, questionar quais poderiam ser as 10 coisas que tem dentro do livro, a turma pode sugerir dialogando situações corriqueiras sobre o meio ambiente.

2ª atividade:

Estruturar um painel com as frases exploratórias instigando os alunos a completá-las:

Com relação ao meio ambiente:

Eu lembro___________________

Eu tento_____________________

Eu sempre ___________________

Eu devo _____________________

Eu uso ______________________

Eu lembro meus pais de _______

Eu me divirto ________________

Eu gosto ____________________

Eu posso ____________________

Eu ajudo ____________________

Observação: Atividade pode ser feita em grupos pequenos e de acordo com o nível a atividade pode ser escrita ou com algumas técnicas de recorte e colagem para completar as ideias.

3ª atividade:

Leitura do livro explorando cada parte, mostrando a todos os desenhos e a formação bacana que ele apresenta.

4ª atividade:

Voltar ao painel construído pelos grupos e comparar com as ideias da autora. Verificar o que ficou comum e iniciar uma listagem de comportamentos e atitudes que podem melhorar nosso meio ambiente – nossa sala de aula.

O próprio professor pode realizar essa escrita quando for o caso. Após essa atividade convida-se um representante de cada grupo para buscar na escola turmas de alunos que queiram engajar-se na luta por um espaço escolar mais saudável e somar 10, 20, 30 maneiras que possam ajudar a mudar nossas ações;. Nesse momento é muito importante que outros profissionais possam entrar em ação. A campanha a ser feita pelos alunos pode ser intitulada: “TODOS JUNTOS NOS FORTALECEMOS”

 5ª atividade:

Organizar uma oficina de sucata para a construção de brinquedos. Esta atividade pode ser realizada junto com alguns os pais dos alunos.

            ATIVIDADES PEDAGÓGICAS COMPLEMENTARES:

 

  • Ø Elaborar cartazes e faixas chamando a atenção para aspectos relacionados ao meio ambiente;
  • Ø Convidar ambientalistas ou especialistas no assunto para palestrar;
  • Realizar caminhadas ecológicas e campanhas em prol do planeta;
    • Ø Visitar site como o Projeto Mudamundo, EcoArte,..
    • Ø Buscar outros livros e textos atrativos sobre o tema;
    • Ø Oferecer atividades de entrevistas com pais e vizinhos para

 

Artigo produzido por : Maria Mirta Calhava

A Arca de Noé

A capa do disco foi produzida por Elifas Andreato,

elifasandreato.com.br

que fez recortes de animais pensando na possibilidade das próprias crianças customizarem sua capa.

O LP trazia uma das faces em branco e, na frente, em uma capa destacável

tinha a indicação:

“Recorte e cole na capa do seu disco”

Lançado em 1980,o Album trazia músicas produzidas em 1972 na Itália.

“LA CASA “

L’Arca  título italiano,foi um grande  sucesso  com músicas interpretadas por Sérgio Endrigo.

No Brasil, a música o Pato teve grande repercurssão, foi gravada pelo MPB4 e depois ganhou diversas animações.

O pato

Outro sucesso foi a gravação da música : A Casa

A Casa

E você ?

Qual é a sua música favorita ?

Nossos livros em 2012

O Pé de Livro Comunidade Educativa é um kit – composto por livros de literatura infantojuvenil, tapete, almofadas e um painel em formato de árvore – instalado em escolas e espaços comunitários com o objetivo de promover novas oportunidades de leitura.

Ele integra uma proposta de trabalho que contempla não só a criação e revitalização de espaços de leitura, mas também a formação de mediadores de leitura e eventos de mobilização da comunidade.

Em 2012 trabalhamos com 30 livros, uma árvore recheada de aventuras, aprendizagens e muita diversão.

Veja esta apresentação digital com os autores e os livros selecionados :

Pé de livros 2012

Navegue no nosso blog e aprecie uma boa leitura !