Continuação: Lobato volta ao Vale do Paraíba

Em 1910, com diploma nas mãos, Lobato voltou a Taubaté. E de lá prosseguiu enviando artigos para um jornal de Caçapava chamado ‘O Combatente’. Nomeado promotor público, mudou-se para Areias, casou-se com Purezinha e começou a traduzir artigos do Weekly Times para O Estado de S. Paulo. Fez ilustrações e caricaturas para a revista carioca Fon-Fon! e colaborou no jornal Gazeta de Notícias, também do Rio de Janeiro, assim como na Tribuna de Santos.
Em 1911, a morte súbita do avô determinou uma reviravolta na vida de Monteiro Lobato, que herdou a Fazenda do Buquira, para a qual se transferiu com a família. Localizada na Serra da Mantiqueira, já estava com as terras esgotadas pela lavoura do café. Assim mesmo, ele tentou transformá-la num negócio rentável, investindo em projetos agrícolas audaciosos, mas nunca se afastou da literatura.
Observando com interesse o mundo da roça, logo escreveu artigo, para O Estado de S. Paulo, denunciando as queimadas no Vale do Paraíba. Intitulado “Uma velha praga”, teve grande repercussão quando saiu, em novembro de 1914. Um mês depois escreveu o livro Urupês e ainda criou o Jeca Tatu, seu personagem-símbolo. Não demorou muito e Lobato, cansado da monotonia do campo, acabou vendendo a fazenda e instalando-se na capital paulista.
Com o dinheiro da venda da fazenda, Lobato virou definitivamente um escritor-jornalista. Colaborou, nesse período, em publicações como Vida Moderna, O Queixoso, Parafuso, A Cigarra, O Pirralho e continuou em O Estado de S. Paulo. Mas foi a linha nacionalista da Revista do Brasil, lançada em janeiro de 1916, que o empolgou. Não teve dúvida: comprou-a em junho de 1918 com o que recebeu pela Buquira.
A revista prosperou e ele formou uma empresa editorial que continuou aberta aos novatos. “Livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês”, dizia Lobato, que, para provocar a gulodice do leitor, tratava o livro como um produto de consumo como outro qualquer, cuidando de sua qualidade gráfica e adotando capas coloridas e atraentes.

Veja mais: http://bit.ly/1g0BuEx

O Ponto e a Vírgula

Uma história de amor inusitada que vai ajudar os pequenos a entender melhor quem são e para que servem os sinais gráficos da língua. Em ‘O ponto e a vírgula’, o desenhista, pintor e escritor Caulos, autor de dezenas de livros premiados para crianças, dá vida a um ponto apaixonado que não sabe como se declarar, afinal, ele é muito bom em terminar frases, mas não em começá-las! Depois de tentar o ponto de interrogação e de exclamação, os dois pontos e até as aspas, ele encontra um sinal capaz de ajudá-lo a se aproximar de sua amada, nesta divertida viagem pelo mundo da língua escrita e da imaginação. (http://www.skoob.com.br/livro/368652-o_ponto_e_a_virgula)

SOBRE O AUTOR:

Caulos e desenhista, cartunista e artista plástico. O mineiro Caulos vem se tornando uma referência na literatura infantil nacional, com livros premiados pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e muitos deles adotados em escolas públicas e privadas de todo o país. Autor da coleção Pintando o Sete, sobre a vida de alguns dos maiores pintores de todos os tempos, da série sobre formas O livro quadrado, O livro redondo, O livro comprido e O livro estreito, além de outros títulos que tratam de temas como meio ambiente, amizade e amor, Caulos se dirige aos pequenos com simplicidade e sagacidade. Texto extraído do Site: https://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro1.asp?Livro_ID=978-85-62500-62-6

SUGESTÃO DE ATIVIDADES – Turmas do 3º ao 5º ano

1ª Etapa – Provocação para leitura:

Ambientar os espaços, corredores, paredes, piso, e escadas quando for o caso, com todos os sinais de pontuação presentes no livro.

Acolher os educandos e permitir que observem e depois de acomodados, deixar que todos coloquem suas impressões sobre o que tais sinais significavam.

Mover à curiosidade: O que será que tem por trás disso?  Afinal para que servem todos esses sinais? Onde os encontramos, todos já utilizaram, em que situações?

2ª Etapa – Encaminhamento da Dinâmica de Grupo

No ambiente também deixar espalhadas cartas de jogos do tipo baralho com sinais de pontuação e suas funções. Cada criança deverá pegar uma. Acomodá-los no chão (tapete, ou manta), solicitar que separem as cartas que apresentem os mesmos tipos de sinais e formem grupos. Ex. Grupo da vírgula, do ponto, dos parênteses…

O grupo deve escolher um representante que vá apresentar o seu sinal ao grande grupo.

3ª Etapa: brincar e ler

Brincar:  será que todos estes sinais podem estar vivendo uma linda história de amor?

O que vocês sugerem como pares românticos? Deixar explorar o tema. Depois, apresentar o livro ‘Ponto e vírgula’, falar sobre o autor e finalmente ler o texto com o auxílio de um data show projetor os slides.

4ª Etapa: Conversa para depois da leitura

Qual a sua impressão da história? O que chamou a atenção? Por quê?  Sobre o par romântico o ponto e a vírgula, como vocês veem os personagens? Características: seguros, tímidos, medrosos…Anotar essas características.

Gostaram do final? Por quê?  Se vocês pudessem reescrever a história como seria o final? Enfim, dá para explorar muitas facetas da história.

5ª Etapa: finalização

E você com que sinal se identifica? O autor Caulos atribui características para cada um deles? Vamos rever? Neste momento o livro estará impresso e separado em partes, de forma a juntar os o que o autor propõe sobre cada um deles. Ler e discutir cada aspecto e ver o que “combina” com cada um do grupo.

  1. Ponto final p 6,8,9,10,11,
  2. Vírgula p 7,24,25
  3. Interrogação  p 13,14
  4. Exclamação p 15
  5. Dois pontos p 16,17
  6. Aspas p 18,19
  7. Arrouba @ p 20,21
  8. Porcentagem p 22,23
  9. Parênteses p 26,27
  10. Asterisco p 28,29
  11. E comercial & 30, 31, 32
  12. Reticências p 31

Será apresentado conforme a junção sobre as características: por exemplo, vou ser a vírgula, porque gosto de fazer pausa, organizar as coisas…

Depois num cartão vamos escrever O Ponto e a Vírgula: Minha identidade. Justificar por que me inseri nesta descrição.

O material produzido será exposto num mural nos moldes deste. O título poderá ser: O Ponto e a Vírgula, minha identidade.

Cada bolso terá um dos sinais acima listados (12 bolsos) com os textos produzidos e as páginas do livro.

Ângela Hoemke, consultora do Semear Leitores em Gaspar (SC)

Marcia de Souza, mediadora da Sala de Leitura Vinicius de Moraes

Lucia Kistner, coordenadora do Proler da cidade de Gaspar (SC)

 

A Carta de Hugo


PARA CONHECER O LIVRO…

A carta de Hugo é, sob todos os aspectos, uma obra encantadora. O autor Tom Percival nos permite viajar, sentir calor e frio, ciúmes, felicidade, tristeza, abandono e ainda a importância de pertencer a algum lugar. As cartinhas dos amigos nas páginas do livro nos fazem um convite à memória. O autor demonstra, de maneira poética, que verdadeiros amigos não se separam mesmo estando distantes.

UM POUCO DE TOM PERCIVAL


Tom Percival nasceu e cresceu no sul do condado inglês de Shropshire, uma linda região da Inglaterra. Porém, quando criança, sua vida não foi nada fácil. Ele morava em um trailer sem eletricidade, água encanada ou qualquer forma de aquecimento. Tom sempre diz que foi o único de seu grupo de amigos que aprendeu a ler à luz de um lampião. Já adulto, ele começou a trabalhar como ilustrador de livros infantis, e hoje assina não apenas os desenhos, mas também o texto de seus próprios livros. Dele, a Caramelo já publicou “Tobias e o grande livro dos fantasmas” (2010) e “Um lar para o pequeno Tipps” (2012).

SUGESTÃO DE MEDIAÇÃO DE LEITURA NA FORMAÇÃO E NAS ESCOLAS

 Roda de conversa: De quem você tem saudades? Quanto tempo faz que você escreveu uma cartinha? Você já escreveu muitas cartas? Para quem você mais escreveu?

Apresentação da Biografia do autor Tom Percival

Leitura da história: A carta de Hugo

Conversa informal sobre a história: de quem você lembrou enquanto ouvia a história?

Convidar os participantes para escreverem uma cartinha para uma pessoa desconhecida, perguntando como ela é, do que gosta de fazer, etc.

Entregar envelopes com cores diferentes aos participantes e pedir para eles colocarem as cartinhas nos envelopes e levarem os mesmos para o Pé de Livros.

 Pedir que eles peguem um envelope que não seja da cor que eles possuíam no primeiro momento e, como tarefa de casa, pedir para que todos tragam no próximo encontro a resposta da cartinha.

Nas escolas, as crianças escreverão cartas para outras crianças de escolas diferentes e os parceiros e voluntários serão os carteiros das crianças.

Udineide Ribeiro da Silva

Consultora do Semear Leitores em Uruçuí (PI)

Minhas Histórias com Lobato

Para o especial do Monteiro Lobato, o Semear Leitores criou o quadro ‘Minhas histórias com Lobato’, para que pudéssemos compartilhar experiências e memórias que as pessoas vivenciaram com Lobato. Para participar, basta mandar o seu vídeo para o Facebook do Semear Leitores!

A contadora de histórias, atriz e escritora Ana Luísa Lacombe falou um pouco sobre as suas lembranças com as obras de Lobato.

Primeiras letras: Lobato estudante

José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, numa fazenda em Taubaté, no interior de São Paulo, mas teimava que tinha nascido em 1884. Com 7 anos começou sua vida escolar e descobriu o prazer pela literatura infantil, lendo tudo o que havia para crianças na biblioteca de seu avô, o Visconde Tremembé. Nos primeiros anos de estudante, já escrevia pequenos contos para os jornaizinhos das escolas que frequentou.

Em janeiro de 1896, Lobato foi para São Paulo e foi reprovado no curso preparatório para a universidade.
Quando retornou a Taubaté, fez as suas primeiras incursões literárias como colaborador dos jornais “Pátria”, “H2S” e “O Guarany”, sob o pseudônimo de Josben e Nhô Dito. Passou a colecionar avidamente textos e recortes que o interessavam e lia bastante.
Em dezembro do mesmo ano, prestou novamente os exames para o curso preparatório e foi aprovado, tornando-se estudante no Instituto Ciências e Letras.
Seu sonho era estudar na Escola de Belas Artes, mas por imposição do avô, que o tinha como um sucessor na administração de seus negócios, acabou ingressando no curso de Direito da Faculdade do Largo de São Francisco .

Encantar-se para encantar

Encantar-se para encantar. Foi este o tema abordado na primeira formação de professores da E.M.E.F. São João Batista, escola parceria da Fundação Bunge, da cidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Encantar-se porque entendemos que o professor que se encanta pelo ato de ensinar, é também capaz de encantar seus alunos. Lançamos a ideia de que o processo de encantamento para ensinar passa primeiro por nossas experiências  pessoais: forma de ver e sentir a vida, de convier com o outro, de se projetar na busca de propósitos. Com esta base transpomos para nossa experiência no trabalho, no caso, na nossa prática pedagógica esse encantamento e o ato de ensinar fica delicioso e encantador!

            Discutimos com os professores que precisamos sempre exceder as expectativas de nossos alunos, ir além! É um novo ano letivo, uma nova aposta, uma nova expectativa e, para tal, precisamos estar bem motivados.

            Aqui destacamos que não apenas o professor precisa estar encantado e comprometido com a aprendizagem do aluno, mas toda a equipe gestora e o contexto escolar. Todos devem empreender ações que se voltem para as mudanças necessárias e, com maior agilidade e responsabilidade.

            O professor hoje deve ser um organizador da aprendizagem, um estimulador capaz de desencadear a busca de novos conceitos, estabelecer estratégias que façam o aluno sentir-se cada vez mais interessado e curioso, no seu próprio aprender.

            Entendendo ser a Literatura Infantil uma estratégia superinteressante para “o encantar-se” propusemos aos participantes a leitura e análise do livro: “A Professora Encantadora” – escrito por Márcio Vassalo e ilustrado por Ana Terra.

 

A professora encantadora

 

MÁRCIO VASSALO – carioca, jornalista, escritor e palestrante. Ele afirma que tem trabalhado com as professoras mais encantadoras do universo. 

ANA TERRA – ilustradora com vários prêmios e mais de 40 livros editados, em especial para alunos de 4º e 5º anos. 

Em síntese o livro destaca:

“Maísa era uma professora que olhava para tudo com olho de assombro e estranheza. Ela dizia que assombro é um susto cheio de beleza e que estranheza é o casamento do estranho com a surpresa.
As aulas da Maísa eram mesmo assombrosas, estranhas e surpreendentes. Na escola, ela se derretia de amor pelas palavras, pelas frases, pelos livros.
Mas a Maísa se derretia pelas pessoas ainda mais que pelos livros. Então, a professora contagiava a gente com todo aquele derretimento. E dava aula de esticar suspiro.
De olhos fechados, nós aprendíamos a suspirar fundo. E a Maísa suspirava junto com a gente, com aquele seu riso, às vezes freado, às vezes desembestado.
Ah, e para ninguém atrapalhar a aula com urgências sem importância, no lado de fora da porta a professora pendurava um aviso”.

Discutimos um pouco nosso papel de aluno: que professor encantador já tivemos? Que modelo podemos seguir/aprimorar? E quais as atitudes positivas que vieram dessa experiência?

            Finalizando colocamos a importância de um trabalho voltado ao encantar-se. A necessidade de parar para sentir, parar para apreciar, parar para amar;

            Como diz Vassalo: “[...] Como apurar o olho e viver em estado de poesia, no meio das nossas perdas, dos nossos vazios, das nossas decepções, dos nossos desacertos, das nossas dores, dos nossos desencontros, das nossas faltas, dos nossos excessos, das nossas ansiedades mais tiradoras de sono?” 

Maria Mirta Calhava de Oliveira

Consultora do Semear Leitores em Rio Grande (RS)

 

“Era uma vez uma casa, uma casa que era um lar”

Visitei a escola alguns dias após a inauguração da Biblioteca Ilan Brenman, em Paranaguá, no Paraná, momento em que realizei uma mediação de leitura aos alunos.

A professora Viviane trouxe sua turma para a biblioteca, mostrou o baú com os adereços, orientou-os a transitarem e a escolherem um livro para apreciar. Eles ficaram maravilhados, conversavam entre eles, nos mostravam os livros, contavam sobre aqueles que já haviam lido, ou histórias que a professora havia lido e lhes contado.  

Em seguida convidei todos para se acomodarem, pois eu iria começar a fazer a leitura de uma história.  Escolhi o livro:

“ERA UMA VEZ UMA CASA, UMA CASA QUE ERA UM LAR”.

Era uma vez uma casa, uma casa que era um lar

Iniciei fazendo a indicação literária do livro: mostrando as imagens aos alunos e conduzindo uma roda de conversa, procurando instigá-los à participação. Com suas respostas fui construindo a diferença entre casa e lar. Perguntei a eles: O que faz de uma casa um lar? Quais as características de uma casa e de um lar?  Instigar eles a elencar características da casa e do lar.

Apresentei o autor Alex T. Smith, um dos mais celebrados ilustradores e escritores britânicos de literatura infantil na atualidade, vencedor de vários prêmios. O livro “Era uma vez uma casa, uma casa que era um… lar”… conta a história dos amigos Um, Dois, Três e Quatro. A narrativa, além de bem escrita, apresenta um ótimo trabalho gráfico, um banquete para os olhos que pode render divagações sobre o que faz de uma casa um lar. Mostra aos pequenos o verdadeiro valor da amizade. Ao dividir o mesmo teto, os personagens acabam discordando sobre em qual local morar e desmontam sua casa, cada um levando seu pedaço por direito. Ao se aventurar em direções opostas, como o mar e as montanhas, eles descobrem que separados acabaram perdendo o sentido de seu lar, que além das vigas e concreto é feito de amor e afeto.

Em seguida, convidei as crianças a sentarem-se nos sofás, nas almofadas e no tapete e fiz a leitura do livro. Eles ficaram atentos e com os olhinhos brilhando. Ao final, conduzi a roda de conversa sobre o texto, querendo saber se gostaram da história. Pedi para citarem características de cada personagem e fiz as seguintes perguntas: Qual dos personagens vocês mais gostaram? O que cada um levou quando se separaram? Qual dos personagens vocês se identificaram mais? Por quê? A participação foi intensa!

Solicitei à professora que participou da mediação, para que na sala de aula disponibilizasse uma folha de 2m de papel craft a cada grupo de 8 alunos e pedisse para desenhar uma casa-lar e montar um painel. Solicitei ainda que incentivasse as crianças a produzirem pequenos poemas representativos da sua casa -lar e colar, nos espaços vagos do painel, para posteriormente fixar no painel e na escola para as demais turmas apreciarem.

ESCOLA INA XAVIER ZACHARIAS – PARANAGUÁ  - PR

MEDIAÇÃO DE LEITURA NA BIBLIOTECA ILAN BRENMAN

Mediadora e consultora: Helena Leomir de Souza Bartnik

Professora: Viviane

Mediadores mirins de leitura: o prazer de compartilhar

A leitura por si só é um prazer! Ela nos transporta a novos mundos, novas possibilidades…a leitura alimenta a nossa imaginação, nos impulsiona aos sonhos e a mudar a nossa realidade. Nesta perspectiva, instigamos, no ano de 2013, as escolas parceiras da Fundação Bunge, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, a desenvolver ações pontuais com diversos tipos de leituras: poesias, contos, cantos e encantos. Tudo que pudesse dar prazer aos alunos através do contato com os livros! E depois da leitura saboreada, o que fazer? Então pensamos em preparar grupos de crianças para mediar leituras para outras crianças, para aquelas que ainda não dominavam a escrita propriamente dita, mas que podiam entrar na roda literária e desenvolver o gosto pelo ato de ler e, consequentemente, obter mais sucesso em suas aprendizagens relacionais, sociais, acadêmicas e afetivas.

            Nesta perspectiva, organizamos um grupo de alunos do 4º e 5º anos das escolas (selecionados pela própria escola) para receberem uma formação para mediar leitura aos colegas do contraturno do Jardim e 1º ano, chamado “Projeto de Mediadores Mirins de Leitura”.

            A preparação levou em consideração os seguintes pontos:

A seleção e escolha dos livros a serem utilizados;

A dinâmica a ser usada nas mediações;

O comprometimento afetivo e a responsabilidade do mediador;

            Quanto à seleção e escolha do livro, o mediador deve considerar a faixa etária das pessoas que vão ouvir, o tipo de livro, a mensagem que ele traz, etc. Quanto à dinâmica a ser usada, muito cuidado: nada de exageros, com o espaço, com os gestos, com o tom de voz. Tudo deve ser dosado: gestos adequados (nada de assustar a criançada para criar medos) e mudanças de voz podem ser inseridas (dando ideia de alternâncias de personagens). O mediador de leitura tem que passar ao ouvinte a ideia de que os fatos contados, narrados são verdadeiros, por mais irreal que pareçam (isso é bem fácil quando se trata de crianças pequenas!). O comportamento afetivo do mediador com o grupo é fundamental, principalmente o olhar que é um vínculo muito forte, passa além da segurança a presença afetiva.

Quando o mediador lê uma história de forma clara e agradável, o ouvinte imediatamente se interessa pelo assunto, o que os aproxima ainda mais, e desperta em si outros desejos de ouvir.

Encantadas com o êxito do projeto, as escolas solicitaram uma segunda versão para este ano, agora com objetivos mais ousados: transpor os muros da escola, proporcionando medições de leitura em creches da comunidade, abrigos e asilos. Estamos agora com uma missão ainda maior, mas por certo tão prazerosa quanto foi a primeira!

Maria Mirta Calhava, consultora do Semear Leitores em Rio Grande (RS)

Não basta ser pai, tem que participar

Pais de alunos do 2º ano da Escola Municipal Vânia Aparecida Santos Ribeiro, de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram convidados, pela primeira vez, a contar a história de seus filhos. O Espaço de Leitura Cecília Meireles recebeu a temática “Nascemos e Crescemos”.

A professora da turma Juciene Vieira Carvalho, deu início ao trabalho por meio da leitura de livros que subsidiassem a abordagem inicial do tema. Como proposta complementar, pais de três dos seus alunos fizeram  narrativas sobre a vida de seus filhos, desde o momento em que nasceram. Durante as histórias, as mães mostravam alguns pertences, que ajudavam as crianças a melhor contextualizar as narrativas.

O objetivo da atividade, que está apenas começando, é envolver pais e responsáveis na educação das crianças, por meio da leitura e o exercício da oralidade.

 

Por: Rosa Maria Silva Furtado, Consultora de Luís Eduardo Magalhães (BA)