A última fase de Lobato

Personalidade de múltiplos interesses, Lobato esteve presente nos momentos marcantes da história do Brasil. Empenhou seu prestígio e participou de campanhas para colocar o país nos trilhos da modernidade. Por causa da Revolução de 30, que exonerou funcionários do governo Washington Luís, ele estava de volta a São Paulo com grandes projetos na cabeça. O que faltava para o Brasil dar o salto para o futuro? Ferro, petróleo e estradas para escoar os produtos. Esse era, para ele, o tripé do progresso.
Mas as idéias e os empreendimentos de Lobato acabaram por ferir altos interesses, especialmente de empresas estrangeiras. Como ele não tinha medo de enfrentar adversários poderosos, acabaria na cadeia. Sua prisão foi decretada em março de 1941, pelo Tribunal de Segurança Nacional (TSN). Mas nem assim Lobato se emendou. Prosseguiu a cruzada pelo petróleo e ainda denunciou as torturas e maus-tratos praticados pela polícia do Estado Novo. Do lado de fora, uma campanha de intelectuais e amigos conseguiu que Getúlio Vargas o libertasse, por indulto, após três meses em cárcere. A perseguição no entanto continuou. Se não podiam deixá-lo na cadeia, cerceariam suas idéias. Em junho de 1941, um ofício do TSN pediu ao chefe de polícia de São Paulo a imediata apreensão e destruição de todos os exemplares de Peter Pan, adptado por Lobato, à venda no Estado. Centenas de volumes foram recolhidos em diversas livrarias, e muitos deles chegaram a ser queimados.
Em 1945 Lobato estava em liberdade, mas enfrentava uma das fases mais difíceis de sua vida. Perdeu Edgar, o filho mais velho, presenciou o processo de liquidação das companhias que fundou e, o que foi pior, sofreu com a censura e atmosfera asfixiante da ditadura de Getúlio Vargas. Aproximou-se dos comunistas e saudou seu líder, Luís Carlos Prestes, em grande comício realizado no Estádio do Pacaembu em julho de 1945. Partiu para a Argentina, após associar-se à editora Brasiliense e lançar suas Obras Completas, com mais de 10 mil páginas em trinta volumes das séries adulta e infantil. Regressou de Buenos Aires em maio de 1947, para encontrar o país às voltas com os desmandos do governo Dutra. Indignado, escreveu Zé Brasil. Nele, o velho Jeca Tatu, preguiçoso incorrigível, que Lobato depois descobriu vítima da miséria, vira um trabalhador rural sem terra. Se antes o caipira lobatiano lutava contra doenças endêmicas, agora tinha no latifúndio e na distribuição injusta da propriedade rural seu pior inimigo. Os personagens prosseguiam na luta, mas seu criador já estava cansado de tantas batalhas. Monteiro Lobato sofreu dois espasmos cerebrais e, no dia 4 de julho de 1948, virou “gás inteligente” – o modo como costumava definir a morte. Foi-se aos 66 anos de idade, deixando imensa obra para crianças, jovens e adultos, e o exemplo de quem passou a existência sob a marca do inconformismo.

Fonte: http://bit.ly/1g0BuEx

Elmer – O elefante xadrez

Este livro de David Mckee conta a história de um elefante muito diferente de toda a manada. Enquanto todos os elefantes são de cor cinza, Elmer é todo colorido, um quadrado de cada cor. Apesar de ser diferente, Elmer faz a alegria de toda a bicharada da floresta. Andando na mata ele encontrou um arbusto com umas frutinhas da cor dos elefantes. Então, Elmer teve uma ideia: balançou os galhos até o chão ficar forrado de frutinhas e rolou até ficar da cor dos elefantes. Elmer voltou feliz, porque agora ele não era mais diferente. Mas um dia começou a chover e…o que será que aconteceu com Elmer?

Objetivos:
• Entender que todos somos diferentes, mas cada um tem o seu valor
• Respeitar as diferenças na sociedade
• Perceber a textura de diferentes objetos através do tato
• Estimular o gosto pela leitura

Conteúdos envolvidos:
• Ciências: Os sentidos (tato), partes do corpo do elefante
• Matemática: formas geométricas
• Português: interpretação oral e ilustrada, rimas, troca letras, palavra dentro de outras palavras

Desenvolvimento:

No primeiro momento, as crianças do Pré III da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias foram levadas até a sala de leitura para que pudessem escolher o livro de sua preferência, apreciando as imagens, textura da capa, tamanho, formato e observando o que mais chamava a sua atenção. Depois foi realizada a leitura direcionada do livro ‘Elmer- O elefante Xadrez’, onde fiz indagações a respeito da história com os alunos , envolvendo os mesmos a participarem ,estimulando sua oralidade, realizando uma roda de conversa. Em sala de aula trabalhamos as formar geométricas e o tato, utilizando recortes de diversos materiais. Confeccionamos um elefante de sucata com os alunos e trabalhamos a interpretação oral por meio de desenhos, rimas, troca letras e palavras dentro de outras palavras.

Professora Raquel Aparecida Pacheco Soares, da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá
Data de realização da mediação: 22/10/2013

Lobato: entre o sucesso e a falência

Em 1920 Monteiro Lobato escreveu sua primeira história infantil ‘A menina do narizinho arrebitado’, com capa e desenhos de Voltolino, famoso ilustrador da época. O livrinho, lançado no Natal, fez o maior sucesso. Dali nasceram outros episódios, tendo sempre como personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Nastácia e, é claro, Emília, a boneca mais esperta do planeta. Insatisfeito com as traduções de livros europeus para crianças, ele criou aventuras com figuras bem brasileiras, recuperando costumes da roça e lendas do folclore nacional. E fez mais: misturou todos eles com elementos da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema. No Sítio do Picapau Amarelo, Peter Pan brinca com o Gato Félix, enquanto o Saci ensina truques a Chapeuzinho Vermelho no país das maravilhas de Alice. Mas Monteiro Lobato também fez questão de transmitir conhecimento e ideias em livros que falam de história, geografia e matemática, tornando-se pioneiro na literatura paradidática.

Trabalhando a todo vapor, Lobato teve que enfrentar uma série de obstáculos. Primeiro, foi a Revolução dos Tenentes que, em julho de 1924, paralisou as atividades da sua empresa durante dois meses, causando grande prejuízo. Seguiu-se uma inesperada seca, que decorreu em um corte no fornecimento de energia. O maquinário gráfico só podia funcionar dois dias por semana. E numa brusca mudança na política econômica, Arthur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil. A conseqüência foi um enorme rombo financeiro e muitas dívidas. Só restou uma alternativa a Lobato: pedir a autofalência, apresentada em julho de 1925. Isto não significou o fim de seu ambicioso projeto editorial, pois ele já se preparava para criar outra empresa. Assim surgiu a Companhia Editora Nacional. Sua produção incluía livros de todos os gêneros, entre eles traduções de Hans Staden e Jean de Léry, viajantes europeus que andaram pelo Brasil no século XVI. Lobato recobrou o antigo prestígio, reimprimindo nela sua marca inconfundível: fazer livros bem impressos, com projetos gráficos apurados e enorme sucesso de público.
Em 1927, Lobato assumiu o posto de adido comercial em Nova Iorque e partiu para os Estados Unidos, deixando a Companhia Editora Nacional sob o comando de seu sócio, Octalles Marcondes Ferreira.

 

Gabriel e a Copa do Mundo

Adjetivos pátrios
Aqui em Orindiúva, ficamos responsáveis por mediar o livro ‘Gabriel e a copa do Mundo de 2014’, de Ilan Brenman. Aproveitei a disciplina de História para trabalhar com os alunos os adjetivos pátrios referentes ás suas cidades de nascimento (naturalidade) e a disciplina de Língua Portuguesa para ensinar os adjetivos pátrios das cidades que serão sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014, realizando atividades de charge, caça-palavras e bingo das cidades e Estados.
*Os adjetivos pátrios são aqueles que derivam do nome do lugar, cidade, região, país ou continente. São usados para indicar a nacionalidade, a procedência do ser a que faz referência.
Na área da Geografia, serão trabalhadas as regiões brasileiras, com o uso do mapa, pintando as regiões escolhidas.
Estratégias:
O professor pode introduzir o tema de maneira descontraída, solicitando que cada aluno diga a sua naturalidade. Na sequência, trabalhar atividades diversificadas para a aprendizagem das regiões brasileiras e dos adjetivos pátrios referentes às cidades e aos estados que serão sede dos jogos da Copa do Mundo.

Atividade:

Atividade com Charge e Tirinha

1. No texto ao lado, aparecem dois adjetivos pátrios. Quais são eles?

2. A) Observe o mapa e complete com os adjetivos pátrios dos estados brasileiros que serão sede da Copa do Mundo de 2014.

Rio de Janeiro______________________________________________
São Paulo _________________________________________________
Minas Gerais_____________________________________________
Rio Grande do Sul_________________________________________
Brasília _________________________________________________
Mato Grosso_____________________________________________ Paraná__________________________________________________
Ceará___________________________________________________
Amazonas_______________________________________________
Rio Grande do Norte_______________________________________ Pernambuco_____________________________________________
Bahia__________________________________________________

 

B) Agora procure no caça palavras o adjetivo pátrio das cidades que serão sede da Copa do Mundo em 2014. Utilize a tabela abaixo:

 

Manaus  - manauense
Cuiabá – cuiabano
Brasília –  brasiliense
Fortaleza –  fortalezense
Natal -  natalense
Recife - recifense
Salvador -  soteropolitano
Belo Horizonte belo- horizontino
São Paulo -   paulistano
Rio de Janeiro  -  carioca
Curitiba -  curitibano
Porto Alegre porto -  alegrense

Pinte as regiões brasileiras e complete a legenda: Centro-oeste (verde), Norte (roxo), Nordeste (amarelo), Sudeste (rosa) e Sul (vermelho).

Eloína Gomes Selime de Cinque
Professora da Escola Joaquim Mendonça, de Orindiúva (SP)

 

Mediação do livro ‘Carona na Vassoura’

Os alunos do 4º ano da Escola Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá, foram levados até a sala de leitura e puderam escolher o livro de sua preferência para ler e apreciar as ilustrações, capa, observar o título, o nome do autor, ilustrador e editora, através das orientações da professora. Logo após, foi realizada a leitura direcionada do livro ‘Carona na Vassoura’.

Os alunos ouviram a história com atenção e observaram através das explicações onde estavam localizados o título do livro, autor, ilustrador e a editora. Eles também puderam apreciar as imagens conforme eu lia a história, mostrava as ilustrações e fazia indagações sobre a opinião dos alunos.

Após a leitura, foi realizada uma roda de conversa, onde os alunos expuseram suas opiniões e conclusões, falando da parte que mais gostaram ou que menos gostaram.

Já em sala de aula, os alunos registraram a ida à biblioteca através da indicação literária do livro lido pela professora, realizando a interpretação escrita e a ilustração da história.

Indicação Literária do livro

1- Qual é o nome do livro?
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2- Quem é o (a) autor(a) do livro?
____________________________

3- Quem é o (a) ilustrador(a) do livro?
____________________________

4- Este livro foi traduzido? Quem o traduziu?
____________________________

5- Qual é o personagem principal da história?
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6- Cite todos os personagens do livro.
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7- Para quem foi a primeira carona na vassoura?
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8- Faça uma ilustração sobre o livro.

Objetivos:
• Estimular o gosto e o prazer pela leitura;
• Desenvolver a imaginação e a oralidade dos alunos através de indagações realizada pelo professor sobre a história contada;
• Trabalhar a interpretação da história oral, escrita e através de desenhos.

O livro ‘Carona na Vassoura’, de Julia Donaldson e Axel Scheffler, que dá origem a esta oficina pertence ao acervo doado pela Fundação Bunge por ocasião da revitalização e inauguração da Biblioteca Ilan Brenman, da Escola Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá, em 2013.

Professora Eliane Henrique Magno, da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá

Data da mediação: 17/09/2013