O surgimento do Sitio do Pica-Pau Amarelo

Em 1920, durante uma partida de xadrez com Monteiro Lobato, o escritor Toledo Malta contou a história de um peixinho que, saído do mar, desaprendeu a nadar e morreu afogado. Lobato perdeu a partida de xadrez e dizia que perdeu a partida porque o peixinho não parava de nadar em suas ideias, tanto que logo se sentou à maquina e escreveu ‘A História do Peixinho Que Morreu Afogado’, atualmente relatado como perdido já que Lobato nunca se lembrou de onde o havia publicado. Este conto deu origem ao livro ‘A Menina do Narizinho Arrebitado’, publicado no mesmo ano.

‘A Menina do Narizinho Arrebitado’ introduziu a personagem Lúcia “Narizinho” e sua boneca de pano Emília. O livro foi posteriormente reeditado, no ano seguinte, como o primeiro capítulo de Reinações de Narizinho, livro que inicia a série Sítio do Pica-Pau Amarelo, que introduziu os outros personagens principais como Pedrinho e o Visconde de Sabugosa, e forneceu uma visão ampliada do universo do Sítio. Para a criação da fazenda, Lobato foi inspirado em memórias de sua própria infância, visto que ele mesmo viveu em uma fazenda no interior de São Paulo com sua família. Nos personagens, Lobato definiu sua própria personalidade na infância e características de sua família. Seu avô, o Visconde de Tremembé, foi uma inspiração para o personagem Visconde de Sabugosa, Emília representa Lobato , com um comportamento jovem “mandão” e ” teimoso”.

Minhas Histórias com Lobato

Jaqueline Machado, mediadora de leitura da Biblioteca Monteiro Lobato, na Escola municipal Professora Zahira Catta Preta Mello, de Ponta Grossa, participou do ‘Minhas Histórias com Lobato’, falando sobre suas experiências com o escritor. Confira!
Quer participar? Envie seu vídeo contando suas lembranças com Monteiro Lobato para o Facebook do Semear Leitores.

Saudade – Um Conto Para Sete Dias

Conhecendo o autor…

Claudio Hochman

Nasceu na Argentina no ano 1958. Criou a sua própria companhia no ano 1983 onde encenou peças de sua autoria, em escolas, na rua e depois em teatro. Escreveu esta história para seu filho de oito anos, mas não a deu inteira. Fragmentou nos dias da semana e entregou em envelope separado quando seu filho foi acampar.

Conhecendo o ilustrador…

João Vaz de Carvalho

Nasceu no Fundão, Portugal, em 1958 é pintor e ilustrador. Tem diversas obras premiada. As vivências da infância o marcaram profundamente ao ponto de dizer: “[...] Já tarde percebi de que forma perdurável todas essas e outras emoções me tinham marcado”.

Conhecendo o livro:

Saudade é um livro apresentado em forma de contos, um para cada dia da semana, mas que se desencadeiam entre si. O autor instiga o leitor a diferenciar palavras que a gente não vê, mas que a gente sente.A história começa contando a história de um Rei muito sábio, mas muito sábio mesmo! Ele sabia de tudo e sobre tudo. Em cada dia da semana ele abria os portões do palácio e desafiava o povo a lhe fazer perguntas. Ele tinha sempre a resposta na ponta da língua, mas… um dia alguém fez uma pergunta e ele não soube responder. Imaginem como o rei ficou! Mobilizou toda a corte e nada. Não encontrou a definição da palavra saudade nem mesmo em vários dicionários de diferentes línguas. Então… (agora é preciso ler o livro que é bem legal).

Proposta Pedagógica
Público-alvo: 4º e 5º ano

Objetivos:

• Sensibilizar e instigar os alunos a buscar definição para novas palavras que não se vê, mas se sente;

• Despertar a curiosidade dos alunos pela sequência de uma história;
• Oportunizar a criação de novas situações para a mesma história, usando a criatividade;
• Resgatar nos alunos valores sociais e afetivos;
• Aprofundar estudo sobre o planeta relacionando-os com os dias da semana;

Metodologia:
O professor apresenta o livro ‘Saudade – Um conto para sete dias’ falando um pouco do autor e ilustrador: relata a forma que o livro se apresenta e a relação dos dias da semana e a influência dos astros. Propõe a leitura diária de cada capítulo, começando na segunda-feira. Lança no final do primeiro dia perguntas do tipo: O Rei foi deitar-se, na segunda-feira, e não conseguiu dormir a noite toda, olhando muito para a lua. Por quê?
Ele estava prestes a convocar uma reunião de assessores para o dia seguinte. Como poderia ser conduzida essa reunião? Sendo ele tão inteligente, como achar a resposta certa para a palavra SAUDADE? Será que a lua tem alguma influência sobre nós? Buscar informações com os mais velhos da família, em livros, internet, etc.Para cada dia da semana o professor deve elaborar questões desafiantes. No dia seguinte, o professor ouve o relato dos alunos e lê o próximo episódio e assim sucessivamente.
A proposta é que o aluno leve como tarefa o seguinte: Você conheceu dia a dia a história de um Rei muito sábio. Definir a palavra SAUDADE foi muito difícil para ele. Foi necessário vivenciá-la para poder entendê-la. Proponho então que você, junto com os seus pais, liste quatro palavras que não se vê, mas se sente, exemplificando cada uma delas. Como o autor sempre relacionou o planeta com os dias da semana, descubra também qual é o planeta que rege o domingo.

Atividade de encerramento:

O professor propõe a formação de grupos onde os alunos possam discutir as palavras que trouxeram e cada grupo organiza um mural, dando significado ou exemplificando cada uma delas.

Na apresentação, o professor resgata as questões inerentes aos valores sociais, morais e afetivos, pensando como estes se entrelaçam no nosso dia a dia na escola, na família, na vizinhança. Nesse momento, deve ser apresentado finalmente o que o autor expressou no Domingo, último dia do episódio.
Para encerrar, pedir que os alunos desenhem esse país distante onde morava o Rei mais sábio que já habitou a terra ou seus habitantes, ou o próprio Rei!

Maria Mirta Calhava
Consultora do Semear Leitores de Rio Grande (RS)

Continuação: Lobato volta ao Vale do Paraíba

Em 1910, com diploma nas mãos, Lobato voltou a Taubaté. E de lá prosseguiu enviando artigos para um jornal de Caçapava chamado ‘O Combatente’. Nomeado promotor público, mudou-se para Areias, casou-se com Purezinha e começou a traduzir artigos do Weekly Times para O Estado de S. Paulo. Fez ilustrações e caricaturas para a revista carioca Fon-Fon! e colaborou no jornal Gazeta de Notícias, também do Rio de Janeiro, assim como na Tribuna de Santos.
Em 1911, a morte súbita do avô determinou uma reviravolta na vida de Monteiro Lobato, que herdou a Fazenda do Buquira, para a qual se transferiu com a família. Localizada na Serra da Mantiqueira, já estava com as terras esgotadas pela lavoura do café. Assim mesmo, ele tentou transformá-la num negócio rentável, investindo em projetos agrícolas audaciosos, mas nunca se afastou da literatura.
Observando com interesse o mundo da roça, logo escreveu artigo, para O Estado de S. Paulo, denunciando as queimadas no Vale do Paraíba. Intitulado “Uma velha praga”, teve grande repercussão quando saiu, em novembro de 1914. Um mês depois escreveu o livro Urupês e ainda criou o Jeca Tatu, seu personagem-símbolo. Não demorou muito e Lobato, cansado da monotonia do campo, acabou vendendo a fazenda e instalando-se na capital paulista.
Com o dinheiro da venda da fazenda, Lobato virou definitivamente um escritor-jornalista. Colaborou, nesse período, em publicações como Vida Moderna, O Queixoso, Parafuso, A Cigarra, O Pirralho e continuou em O Estado de S. Paulo. Mas foi a linha nacionalista da Revista do Brasil, lançada em janeiro de 1916, que o empolgou. Não teve dúvida: comprou-a em junho de 1918 com o que recebeu pela Buquira.
A revista prosperou e ele formou uma empresa editorial que continuou aberta aos novatos. “Livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês”, dizia Lobato, que, para provocar a gulodice do leitor, tratava o livro como um produto de consumo como outro qualquer, cuidando de sua qualidade gráfica e adotando capas coloridas e atraentes.

Veja mais: http://bit.ly/1g0BuEx

O Ponto e a Vírgula

Uma história de amor inusitada que vai ajudar os pequenos a entender melhor quem são e para que servem os sinais gráficos da língua. Em ‘O ponto e a vírgula’, o desenhista, pintor e escritor Caulos, autor de dezenas de livros premiados para crianças, dá vida a um ponto apaixonado que não sabe como se declarar, afinal, ele é muito bom em terminar frases, mas não em começá-las! Depois de tentar o ponto de interrogação e de exclamação, os dois pontos e até as aspas, ele encontra um sinal capaz de ajudá-lo a se aproximar de sua amada, nesta divertida viagem pelo mundo da língua escrita e da imaginação. (http://www.skoob.com.br/livro/368652-o_ponto_e_a_virgula)

SOBRE O AUTOR:

Caulos e desenhista, cartunista e artista plástico. O mineiro Caulos vem se tornando uma referência na literatura infantil nacional, com livros premiados pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e muitos deles adotados em escolas públicas e privadas de todo o país. Autor da coleção Pintando o Sete, sobre a vida de alguns dos maiores pintores de todos os tempos, da série sobre formas O livro quadrado, O livro redondo, O livro comprido e O livro estreito, além de outros títulos que tratam de temas como meio ambiente, amizade e amor, Caulos se dirige aos pequenos com simplicidade e sagacidade. Texto extraído do Site: https://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro1.asp?Livro_ID=978-85-62500-62-6

SUGESTÃO DE ATIVIDADES – Turmas do 3º ao 5º ano

1ª Etapa – Provocação para leitura:

Ambientar os espaços, corredores, paredes, piso, e escadas quando for o caso, com todos os sinais de pontuação presentes no livro.

Acolher os educandos e permitir que observem e depois de acomodados, deixar que todos coloquem suas impressões sobre o que tais sinais significavam.

Mover à curiosidade: O que será que tem por trás disso?  Afinal para que servem todos esses sinais? Onde os encontramos, todos já utilizaram, em que situações?

2ª Etapa – Encaminhamento da Dinâmica de Grupo

No ambiente também deixar espalhadas cartas de jogos do tipo baralho com sinais de pontuação e suas funções. Cada criança deverá pegar uma. Acomodá-los no chão (tapete, ou manta), solicitar que separem as cartas que apresentem os mesmos tipos de sinais e formem grupos. Ex. Grupo da vírgula, do ponto, dos parênteses…

O grupo deve escolher um representante que vá apresentar o seu sinal ao grande grupo.

3ª Etapa: brincar e ler

Brincar:  será que todos estes sinais podem estar vivendo uma linda história de amor?

O que vocês sugerem como pares românticos? Deixar explorar o tema. Depois, apresentar o livro ‘Ponto e vírgula’, falar sobre o autor e finalmente ler o texto com o auxílio de um data show projetor os slides.

4ª Etapa: Conversa para depois da leitura

Qual a sua impressão da história? O que chamou a atenção? Por quê?  Sobre o par romântico o ponto e a vírgula, como vocês veem os personagens? Características: seguros, tímidos, medrosos…Anotar essas características.

Gostaram do final? Por quê?  Se vocês pudessem reescrever a história como seria o final? Enfim, dá para explorar muitas facetas da história.

5ª Etapa: finalização

E você com que sinal se identifica? O autor Caulos atribui características para cada um deles? Vamos rever? Neste momento o livro estará impresso e separado em partes, de forma a juntar os o que o autor propõe sobre cada um deles. Ler e discutir cada aspecto e ver o que “combina” com cada um do grupo.

  1. Ponto final p 6,8,9,10,11,
  2. Vírgula p 7,24,25
  3. Interrogação  p 13,14
  4. Exclamação p 15
  5. Dois pontos p 16,17
  6. Aspas p 18,19
  7. Arrouba @ p 20,21
  8. Porcentagem p 22,23
  9. Parênteses p 26,27
  10. Asterisco p 28,29
  11. E comercial & 30, 31, 32
  12. Reticências p 31

Será apresentado conforme a junção sobre as características: por exemplo, vou ser a vírgula, porque gosto de fazer pausa, organizar as coisas…

Depois num cartão vamos escrever O Ponto e a Vírgula: Minha identidade. Justificar por que me inseri nesta descrição.

O material produzido será exposto num mural nos moldes deste. O título poderá ser: O Ponto e a Vírgula, minha identidade.

Cada bolso terá um dos sinais acima listados (12 bolsos) com os textos produzidos e as páginas do livro.

Ângela Hoemke, consultora do Semear Leitores em Gaspar (SC)

Marcia de Souza, mediadora da Sala de Leitura Vinicius de Moraes

Lucia Kistner, coordenadora do Proler da cidade de Gaspar (SC)

 

A Carta de Hugo


PARA CONHECER O LIVRO…

A carta de Hugo é, sob todos os aspectos, uma obra encantadora. O autor Tom Percival nos permite viajar, sentir calor e frio, ciúmes, felicidade, tristeza, abandono e ainda a importância de pertencer a algum lugar. As cartinhas dos amigos nas páginas do livro nos fazem um convite à memória. O autor demonstra, de maneira poética, que verdadeiros amigos não se separam mesmo estando distantes.

UM POUCO DE TOM PERCIVAL


Tom Percival nasceu e cresceu no sul do condado inglês de Shropshire, uma linda região da Inglaterra. Porém, quando criança, sua vida não foi nada fácil. Ele morava em um trailer sem eletricidade, água encanada ou qualquer forma de aquecimento. Tom sempre diz que foi o único de seu grupo de amigos que aprendeu a ler à luz de um lampião. Já adulto, ele começou a trabalhar como ilustrador de livros infantis, e hoje assina não apenas os desenhos, mas também o texto de seus próprios livros. Dele, a Caramelo já publicou “Tobias e o grande livro dos fantasmas” (2010) e “Um lar para o pequeno Tipps” (2012).

SUGESTÃO DE MEDIAÇÃO DE LEITURA NA FORMAÇÃO E NAS ESCOLAS

 Roda de conversa: De quem você tem saudades? Quanto tempo faz que você escreveu uma cartinha? Você já escreveu muitas cartas? Para quem você mais escreveu?

Apresentação da Biografia do autor Tom Percival

Leitura da história: A carta de Hugo

Conversa informal sobre a história: de quem você lembrou enquanto ouvia a história?

Convidar os participantes para escreverem uma cartinha para uma pessoa desconhecida, perguntando como ela é, do que gosta de fazer, etc.

Entregar envelopes com cores diferentes aos participantes e pedir para eles colocarem as cartinhas nos envelopes e levarem os mesmos para o Pé de Livros.

 Pedir que eles peguem um envelope que não seja da cor que eles possuíam no primeiro momento e, como tarefa de casa, pedir para que todos tragam no próximo encontro a resposta da cartinha.

Nas escolas, as crianças escreverão cartas para outras crianças de escolas diferentes e os parceiros e voluntários serão os carteiros das crianças.

Udineide Ribeiro da Silva

Consultora do Semear Leitores em Uruçuí (PI)

Minhas Histórias com Lobato

Para o especial do Monteiro Lobato, o Semear Leitores criou o quadro ‘Minhas histórias com Lobato’, para que pudéssemos compartilhar experiências e memórias que as pessoas vivenciaram com Lobato. Para participar, basta mandar o seu vídeo para o Facebook do Semear Leitores!

A contadora de histórias, atriz e escritora Ana Luísa Lacombe falou um pouco sobre as suas lembranças com as obras de Lobato.