Meu Livro Preferido

Um livro de literatura infanto juvenil interessantíssimo é “Moda – Uma Historia Para Crianças”, escrito por Katia Canton e Ilustrado por Luciana Schiller, da Editora: Cosac Naify, publicado em São Paulo, 2004.

A autora narra com muita sutileza a moda como uma questão cultural. Explica como os modos de se vestir, de pentear o cabelo e de escolher os sapatos podem contribuir para compreender o comportamento das pessoas e até da humanidade. Toda a narrativa é maravilhosa, mas a frase “A moda é o jeito como você usa seus óculos, como corta, pinta ou penteia seus cabelos” me instigou não só à leitura, mas ao compartilhamento com amigas, crianças e adolescentes do entorno familiar e também com nossos alunos em sala de aula, que na maioria das vezes, a moda representa apenas o aspecto do consumismo.

Enfatizo a importância do livro por vários motivos, dentre os quais destaco:

• por usar uma linguagem descontraída, muitas imagens lúdicas, fatos importantes e curiosos da história da moda no mundo todo;
• porque a narrativa contempla os aspectos históricos e culturais, narrando desde períodos até regiões e estilistas diferentes, fazendo com que crianças e adolescentes entendam os conceitos e o que de mais importante aconteceu na moda desde os tempos antigos;
• por contemplar breves comentários sobre estilistas como Jeanne Lanvin, Coco Chanel, Christian Dior; e artistas como Pablo Picasso e Sonia Delaunay,
• por contemplar riquíssimas informações sobre o surgimento da minissaia, da calça jeans e do biquíni, não se atendo à moda ocidental e eurocêntrica, fornecendo também informações e curiosidades sobre a moda asiática, a africana, e mesmo a brasileira.

Sobre a programação visual enfatizo as costuras e os bordados de Anete Miyazaki, mostrando as ilustrações tradicionais em forma de fotos, sobrepondo pedaços de tecido e de peças bordadas e costuradas, permitindo ao leitor, infantil e juvenil ou até mesmo adulto, folheie as páginas com redobrado prazer, já que estas chamam atenção, não apenas ao toque dos olhos, mas também das mãos.

Lançado em 2004, teve sua segunda tiragem neste ano de 2009. Cada exemplar vem acompanhado de uma bolsinha de tecido estampado – um mimo, o qual podemos presentear nossas amigas, filhas, sobrinhas, alunas… Tudo nele exala delicadeza e ternura, como podemos ver no pequeno texto escrito na contracapa.

“Para as crianças e para os refinados. Pelo teu aniversário eu te dou um chapéu cor de avelã, uma pequena bolsa de cetim para segurar na mão, uma sombrinha de seda branca com pingente no cabo, uma roupa dourada nas pontas, sapatos CRO de laranja. Só use-os aos domingos, um colar, jóias… Lindo!

Fontes:
https://editora. cosacnaify.com.br/Loja/PaginaLivro/10732/Moda-uma-hist%C3%B3ria-para-crian%C3%A7as.aspx

http://modamodamoda.com.br/livros-de-moda-para-criancas-moda-uma-historia-para-criancas-de-katia-canton

http://www.colheradacultural.com.br/content/20090818210945. 000.4-M.php

http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/778382-historia-da-moda-desperta-interesse-de-pais-e-criancas-em-livro-ilustrado.shtml

Helena L. de Souza Bartnik, consultora do programa Semear Leitores de Ponta Grossa e Paranaguá, no Paraná

Dez causos de Pedro Malasartes e sua amiga Dona Veia

Local da Atividade: Espaço de Leitura da Escola Municipal Vânia Aparecida Santos Ribeiro

Público: turma do 5º ano matutino
Data: 24/04/2014
Tempo: 02 horas/aula

CAUSO Nº 01 – O SONHO DE PEDRO MALASARTES

Tudo começa com um grande trabalho de pesquisa sobre quem é Pedro Malasartes. O que ou quem este personagem representa? Como Pedro Malasartes já foi representado no Brasil?

1º momento - Os elementos de pesquisa prévia serão usados para nortear a “conversa” inicial com a turma.
1. Algum de vocês já ouviu falar em Pedro Malasartes?
2. Quais as suas características?
3. Já ouviram algumas das histórias de Pedro Malasartes?
4. Já assistiram algum programa de televisão em que a figura do Pedro Malasartes tenha sido representada?

2º momento - Apresentar algumas informações sobre Pedro Malasartes
Socializar com a turma: Pedro Malasartes é apontado como um anti-herói, cuja figura protagoniza histórias, não como um sujeito bonzinho, correto, virtuoso e leal, mas sim, repleto de falhas de caráter: preguiçoso, malandro, espertalhão, sábio e sedutor. Sua figura é fonte inspiradora da criação de muitos outros personagens nacionais. Famoso nos contos populares brasileiros, as fontes registram sua entrada no Brasil pelas histórias trazidas pelos povos da península Ibérica (Portugal e Espanha). “Malasartes” vem do espanhol malas artes (literalmente, “artes más”), que significa “travessuras” ou “malandragens” ( Enciclopédia Escolar Britannica, 2014).
1. Um dos seus contos mais conhecidos é “A sopa de pedra”. Além disso:
2. Duas óperas brasileiras tem o personagem por protagonista: Malazarte, de Oscar Lorenzo Fernández e Graça Aranha, e Pedro Malazarte, de Mozart Camargo Guarnieri e Mário de Andrade.
3. No cinema “As Aventuras de Pedro Malasartes”, de 1960, tem Mazzaropi no papel principal.
4. Na TV Renato Aragão encenou Didi Malasartes no programa Renato Aragão Especial em 1998 e também foi personagem no Sítio do Picapau Amarelo, interpretado pelo comediante Canarinho.
5. Na música, a dupla caipira Zé Tapera & Teodoro, criaram uma canção chamada Pedro Malazarte.
6. No teatro, A Cia. Circunstância, grupo de circo-teatro de Belo Horizonte – MG, lançou em 2013 o espetáculo “De Mala às Artes – Um espetáculo sobre Pedro Malasartes” onde interpretam algumas histórias do Pedro Malasartes, com direção do Rodrigo Robleño. Neste mesmo ano este projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz onde puderam excursionar pelo norte do Brasil.

Referências:
http://escola.britannica.com.br. Acesso em 22/04/2014
http://pt.wikipedia.org. Acesso em 22/04/2014

3º momento - Depois de apresentar e discutir com o grupo essas informações, apresentar um pequeno vídeo do episódio do Sítio do Picapau Amarelo em que o Pedro Malasartes aparece.

4º momento - Convidar a turma para escutar o Causo “O Sonho De Pedro Malasartes”, lido pela consultora/mediador/coordenador.

5º momento - Conversar sobre o “causo”:
_ gostaram?
_foi engraçado? Em que momentos?
_que cenas do enredo evidenciam as características de caráter de Malasartes?
_ele parece maldoso em suas atitudes?

6º momento - Para finalizar, 3 estudantes serão convidados a recontar e dramatizar o Causo “O Sonho De Pedro Malasartes”: narrador, Pedro Malasartes e Dona Veia. Para compor os personagens serão usados objetos e fantasias do Baú do Espaço de Leitura.

Como se desenvolveu a atividade:

Foi um encontro maravilhoso com uma das turmas de 5º ano da Escola Vânia, proporcionado por um dos “Dez Causos de Pedro Malasartes e sua amiga Dona Veia”.
Os dados de pesquisa permitiram uma discussão mais aprofundada acerca da personagem, bem como criaram condição para maior participação e interação do grupo, que pode revelar um vasto conhecimento prévio sobre Pedro Malasartes.

A ilustração de Malasartes por meio do Sítio do Picapau Amarelo foi valiosa, momento no qual foi possível visualizar o personagem em ação e interagir com questões abordadas na “Semana de Lobato” foco de ação de toda a escola.

Escutar e ler os causos é divertido e instigante. Nesse momento, as crianças riram muito e se manifestavam antecipando situações. No momento da definição de quem gostaria de participar da dramatização foi um alvoroço, pois muitos se manifestaram em favor de si mesmos, como tentavam indicar qual colega deveria compor os papeis. Fizemos uma breve eleição e tudo ficou acertado.

Em seguida, buscamos no Baú Lúdico do Espaço de Leitura alguns objetos e fantasias para caracterizar os personagens que ficaram muito bem representados. O Pedro Malasartes usou um fantoche de mão e se fantasiou de palhaço de circo, conteúdo evidenciado pelo “CAUSO Nº 01 – O SONHO DE PEDRO MALASARTES”. Dona Veia, da mesma forma, usou um fantoche de mão e uma coroa de rainha, alvo do seu sonho. Esse segundo momento de abordagem da leitura trouxe muita diversão e mais participação ao grupo.
A turma se despediu da atividade, solicitando conhecer os outros 9 causos que compõem o Livro de Cris Miguel e Sergio Serrano, uma leitura imperdível.

Rosa Maria Silva Furtado, consultora pedagógica do programa Semear Leitores de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia

No mês de Monteiro Lobato, uma programação especial em oito estados brasileiros

Voluntários do programa Comunidade Educativa, mediadoras de leitura dos espaços e as consultoras pedagógicas realizaram diversas atividades, em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil e ao nascimento de Monteiro Lobato em abril.

Atividade realizada em Santa Juliana (MG)

A Escola Municipal Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá, no Paraná, apresentou algumas obras do autor às crianças. Os professores detalharam o perfil de cada personagem do Sítio e apresentaram filmes e desenhos, além de outras atividades como desenho, pintura, colagem, contação e dramatização de histórias, confecção de máscaras, fantoches, cartazes e murais, música, dança, produção e interpretação de textos, histórias em quadrinhos e releitura de letras de músicas.

Atividade realizada em Paranaguá (PR)

Também em Paranaguá, na Escola Municipal Manoel Viana os alunos se fantasiaram com roupas dos personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Houve contação de histórias no espaço de leitura, apresentação de um coral com a música “Emília, a boneca gente”, de Baby Consuelo, receita de bolinho de chuva da Tia Nastácia, com distribuição para todos os alunos da escola, teatro de fantoches, exibição de filme e exposição para os pais.

Na escola São João Batista, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, nos horários da mediação de leitura, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer vários aspectos da obra deixada pelo autor. Foram destacadas curiosidades da vida de Lobato e exibidas algumas fotos da visita das mediadoras à Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, em São Paulo. E a Emília não poderia faltar! Ela chegou com sua magia e encanto, fazendo algumas reflexões e convidando as crianças a criarem sua própria Boneca Emília de Pano.

Na Escola Dom Pedro II, também em Rio Grande, todas as turmas tiveram uma apresentação sobre a vida e obra de Lobato. As crianças também vivenciaram a ‘Hora do Conto’, com a leitura de várias obras do autor disponíveis na sala de Leitura “Casa Encantada” e criaram uma Boneca Emília de Pano.

Em Rondonópolis, no Mato Grosso, e em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, os voluntários realizaram uma apresentação teatral. Em Rondonópolis, além da peça, encenada na Escola Tancredo Almeida Neves, os voluntários encerraram a apresentação com a música Sítio do Pica-Pau Amarelo, do cantor Gilberto Gil.

Voluntários do Comunidade Educativa em Rondonópolis (MT)

Em Luís Eduardo Magalhães, a peça foi realizada na Escola Vânia Aparecida Santos Ribeiro. Já em Santa Juliana, nos dias 14 e 15 de abril, os próprios alunos da Escola Municipal Tarcila Neves da Costa encenaram a peça ‘Reinações de Narizinho’ para os voluntários. Os colaboradores contaram histórias e divulgaram vida e obra de Lobato na escola, além de realizar mediações de leitura na Biblioteca Municipal Professora Martinha Rodrigues de Oliveira Santos.

Atividade realizada em LEM (BA)

Em São Paulo, os voluntários realizaram um evento na Escola Municipal de Ensino Fundamental CEU Jaguaré. Eles utilizaram fantoches de cada personagem do Sítio para apresenta-los às crianças, por meio de um teatro próprio para bonecos. Logo após, uma das voluntárias caracterizada de Emília dançou e cantou com as crianças.

Em Gaspar, em Santa Catarina, a Prefeitura de Gaspar, em parceria com a Fundação Bunge e outras empresas, promoveu o Festival Literário, evento repleto de música, poesia e contos para todas as idades. Os voluntários promoveram contações de histórias e oficinas na Sala de Leitura Vinicius de Moraes e receberam alunos e professores das Escolas Norma Mônica Sabel e Angélica Costa para a performance do Grupo Uni Duni Tê, com momento de brincadeiras com os personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Para encerrar, os voluntários reuniram as crianças do Centro Educativo Maria Hendricks para a contação de histórias sobre a brincalhona personagem Emília. Após várias fábulas, voluntários e crianças se divertiram na oficina “Bolinhos da Dona Benta”.

Em Uruçuí, no Piauí, os voluntários realizaram mediações de leitura com as histórias do autor em seis escolas da zona rural, baseadas nas obras Minotauro, Reinações da Narizinho e O Saci, como também a biografia do autor. Nas escolas da zona urbana, os voluntários utilizaram também o livro Memórias de Emília e Caçadas de Pedrinho. No total, mais de 950 crianças e 60 professores foram impactados com a ação.

Atividade realizada em Uruçui (PI)

Sala Magia Literária

Olá pessoal!
Somos da Sala Magia Literária, da Escola São João Batista, da cidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Nossa experiência aqui no espaço de leitura vem sendo encantadora e muito motivadora. Aos poucos vamos construindo novas aprendizagens e compartilhando nossos saberes.

A sala de Leitura Magia Literária organiza atividades com todas as turmas da escola, (são 12 turmas no total) com aproximadamente 260 alunos, do 1º ano ao 5º ano. Há um cronograma já estabelecido onde os alunos são levados pelo seu professor, para que a Mediadora de Leitura Simone Monteiro possa então desenvolver ações que despertem o interesse e o gosto pela leitura. São selecionadas e organizadas atividades de acordo com a proposta da Fundação Bunge e do próprio projeto da escola.

No mês de abril trabalhamos com duas datas importantes:

Dia 2 de abril foi o Dia Internacional do Livro Infantil e no dia 18 comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil, juntamente com a data de nascimento de Monteiro Lobato. Sua obra continua presente no imaginário de crianças e adultos.

Tivemos uma programação com algumas atividades sobre Monteiro Lobato e suas obras de literatura infantil, e, para isso, tivemos que conhecer o autor através do livro que fala de sua infância (escrito por Nereide Santa Rosa e Mica Ribeiro). Foram apresentados aos alunos vários livros de Monteiro Lobato. Cada um escolheu o seu e, após a leitura, eles contaram aos colegas a história do livro.

Seguem algumas perguntas e curiosidades destacadas após a leitura do livro:

Mãe de Monteiro Lobato: Dona Olympia

Nome do Pai de Monteiro Lobato: José Bento Marcondes Lobato

Nome de batismo de Juca: José Renato Monteiro Lobato

Data de Nascimento: 18 de abril de 1882

Quantas irmãs ele tinha: Duas.Esther e Judith.

Onde Juca passou sua infância? Na fazenda Santa Maria, na Serra da Mantiqueira.

Em que idade Juca decidiu mudar o seu nome e por quê? Aos dez anos de idade, pois queria usar uma bonita bengala de seu pai que tinha gravada a inicial do nome dele J.B.M. L. Então, ele assinou uma dedicatória à avó com o nome igual ao do pai e ali sua escolha estava feita!

Em que pessoa Juca se inspirou para criar a famosa Tia Nastácia? Pensando na Joaquina, uma ex-escrava.

Qual era uma das brincadeiras preferidas de Juca, que estava sempre procurando descobrir coisas? Era construir bonecos e animais.

E que tipo de material ele usava para construir seus brinquedos? Usava sabugos de milho e chuchus.

O boneco de sabugo era homem ou mulher? Ora era homem, ora era mulher, Ele presenteava Narizinho com seus bonecos.

Qual era o lugar preferido de Juca? Era a biblioteca da casa de seu avô.

Qual era o nome do Avô de Juca? Visconde de Tremembé.

Qual foi o nome do primeiro livro que Juca ganhou? João Felpudo, presente de sua mãe.

Em quem Juca se inspirou para fazer a personagem do Sítio “Dona Benta” e qual era a profissão dela? Na avó Anacleta, que era professora na cidade de Taubaté e contava histórias para ele e suas irmãs.

Em quem Juca se inspirou para fazer o personagem “Pedrinho”? Nele mesmo, pois adorava andar a cavalo e era um bom cavaleiro.

Em quem Juca se inspirou para fazer o personagem Visconde de Sabugosa? No professor Quirino que ensinava gramática e era umhomem alto, inteligente e exigente e usava uma cartola.

Como era o menino Juca? Era conhecido como mandão, pois se achava sempre o certo, também era corajoso e não fugia de seus problemas. Adorava fazer molecagens, tinha orgulho de nunca mentir, queria aprender muitas coisas, era observador, inteligente e tinha espírito crítico.

Como era a Emília a boneca de Narizinho? Tinha a mesma personalidade de Juca: corajosa, mandona, provocadora, falava tudo que tinha vontade.

Quais os personagens do Sítio do Picapau Amarelo? Dona Benta, Tia Nastácia, Pedrinho, Narizinho, Emília, Visconde de Sabugosa, Saci Pererê, Cuca e outros.

Espaço de leitura Magia Literária, da Escola São João Batista, na cidade do Rio Grande, Rio Grande do Sul.

 

A Menina do Fio


A professora Patrícia Correa, da Biblioteca Ilan Brenman, em Parangauá, apresentou a mediação de leitura do livro ’A Menina do Fio’ para os pais dos alunos do 5º ano e para os alunos da EJA no dia 8 de abril. Os pais ouviram a atentos, com bastante interesse e na medida em que a história era contada, a professora apresentava as ilustrações do livro. Ao final, os pais interagiram participando de uma oficina, onde foram confeccionadas bonecas de pano, seguindo as orientações da professora.

Aproveitando o momento, a diretora Circe realizou a leitura da biografia de Monteiro Lobato e a professora Patrícia trouxe para roda de conversa alguns pensamentos e frases do autor, enfatizando a importância do livro para o melhor desenvolvimento infantil.
Fechamos esta roda de conversa com o seguinte pensamento: ” OS LIVROS NÃO MUDAM O MUNDO, ELES MUDAM AS PESSOAS E AS PESSOAS MUDAM O MUNDO”.

A coordenadora Renata entregou aos participantes como lembrança desta atividade, marcadores de páginas com personagens e mensagens de Monteiro Lobato.

A professora Patrícia fez ainda uma breve explanação sobre a parceria com a Fundação BUNGE, o que é e quais as metas do Programa Semear Leitores. Falou sobre a importância da participação dos pais nesse projeto, para o maior incentivo às crianças no que se refere à leitura .

A receptividade do grupo foi surpreendente, era possível perceber a admiração e o encantamento em cada olhar. Todos interagiram com as atividades propostas, homens e mulheres que por alguns momentos voltaram à infância, sentaram-se no chão, confeccionaram bonecos com amarração de tecidos, brincaram entre si, trabalharam em equipe, respeitando e valorizando o trabalho do outro. Todos demonstraram prazer em participar das atividades propostas, elogiaram a iniciativa e pediram que mais momentos como este voltem a acontecer. Enquanto mediadores de leitura nos sentimos felizes e realizados. E já estamos preparando nosso próximo encontro.

Mediadora de Leitura: Professora Patrícia Marcondes de França Correa
Diretora: Circe Carneiro Leão
Coordenadora: Renata de Morais
Atividade desenvolvida no dia 8 de abril na Biblioteca Ilan Brenman, na Escola Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá.

Casa Encantada: Primeiras Experiências

No final do mês de março, iniciamos a atividade de Mediação de Leitura com os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dom Pedro II, na sala de leitura “Casa Encantada”. Passaram pelo espaço aproximadamente 240 crianças de 1º ao 5 ° ano.
Foram momentos de exploração do ambiente, descontração e encantamento pelos livros. Os alunos puderam manusear as publicações, contar histórias aos colegas, lidas ou inventadas, se fantasiar e criar personagens.
Os alunos ficaram livres para o reconhecimento dos livros e após a mediadora realizou a contação da história “Adivinha o quanto eu te amo”, escrito por Sam McBratney e ilustrado por Anita Jeram. O tema foi bem explorado e relacionado ao tamanho de nosso amor pelos nossos pais, irmãos. Dissemos que é muito difícil medir o amor, mas dá para a gente sentir no coração o tamanho dele.
Os alunos se encantaram tanto que relataram querer ficar o dia inteiro na escola para poder ficar no ambiente. Estamos planejando ações semanais com para todas as turmas, de forma sistemática.

Os Hueys em o novo pulôver


O livro ‘Os Hueys em o novo pulôver’ foi escrito e ilustrado por Oliver Jeffers e lançado pela Editora Salamandra em 2012.
Um livro interessante, não apenas pelo texto e ilustração que o compõe, mas também pelo histórico do próprio autor. Relatei a dois grupos de alunos do 5º ano, que Jeffers não se considerava um bom desenhista.
Certa vez, precisou apresentar uma história com desenhos e desde então não parou de produzir traços e textos originais. Dito isto, a expectativa dos alunos em relação ao livro cresceu.
Durante o processo de leitura, percebi que os alunos observavam a sequência de páginas que ora eram brancas, ora amarelas e verdes. As novas produções de pulôveres causaram grande expectativa e eles acharam super engraçada a nova ideia do Huey Roberto ao final da história.
Assim, propus aos grupos, realizarmos uma atividade de desenho e escrita. Tal como o autor, desenhamos e escrevemos uma ideia nova para nosso Huey.

Concluí que o desdobramento da leitura, foi envolvente, pois os alunos foram criativos. Criaram para o personagem novos vestuários, passeios, profissões, um regime (pois “ele era bem gordinho”, disse uma das alunas), uma prática de esportes e até uma namorada!
Todas as produções foram expostas num mural da escola para que eles curtissem e apresentassem aos demais colegas da escola as suas ideias para o personagem.
Ressalto que a Mediação de Leitura deste livro não se reduz à criatividade das crianças.
Autoestima, moda, identidade de gênero, preconceito e respeito às diferenças estão presentes nas “entrelinhas” do livro. Tais temas devem ser sempre questionados com eles e abordados de forma franca e positiva. Portanto, a obra, enriquece o diálogo com os alunos e oportuniza a expressão de seu pensamento.

 

 

Jacqueline A. Bueno Machado

Mediadora de Leitura e Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal Professora Zahira Catta Preta Mello em Ponta Grossa, Paraná

A última fase de Lobato

Personalidade de múltiplos interesses, Lobato esteve presente nos momentos marcantes da história do Brasil. Empenhou seu prestígio e participou de campanhas para colocar o país nos trilhos da modernidade. Por causa da Revolução de 30, que exonerou funcionários do governo Washington Luís, ele estava de volta a São Paulo com grandes projetos na cabeça. O que faltava para o Brasil dar o salto para o futuro? Ferro, petróleo e estradas para escoar os produtos. Esse era, para ele, o tripé do progresso.
Mas as idéias e os empreendimentos de Lobato acabaram por ferir altos interesses, especialmente de empresas estrangeiras. Como ele não tinha medo de enfrentar adversários poderosos, acabaria na cadeia. Sua prisão foi decretada em março de 1941, pelo Tribunal de Segurança Nacional (TSN). Mas nem assim Lobato se emendou. Prosseguiu a cruzada pelo petróleo e ainda denunciou as torturas e maus-tratos praticados pela polícia do Estado Novo. Do lado de fora, uma campanha de intelectuais e amigos conseguiu que Getúlio Vargas o libertasse, por indulto, após três meses em cárcere. A perseguição no entanto continuou. Se não podiam deixá-lo na cadeia, cerceariam suas idéias. Em junho de 1941, um ofício do TSN pediu ao chefe de polícia de São Paulo a imediata apreensão e destruição de todos os exemplares de Peter Pan, adptado por Lobato, à venda no Estado. Centenas de volumes foram recolhidos em diversas livrarias, e muitos deles chegaram a ser queimados.
Em 1945 Lobato estava em liberdade, mas enfrentava uma das fases mais difíceis de sua vida. Perdeu Edgar, o filho mais velho, presenciou o processo de liquidação das companhias que fundou e, o que foi pior, sofreu com a censura e atmosfera asfixiante da ditadura de Getúlio Vargas. Aproximou-se dos comunistas e saudou seu líder, Luís Carlos Prestes, em grande comício realizado no Estádio do Pacaembu em julho de 1945. Partiu para a Argentina, após associar-se à editora Brasiliense e lançar suas Obras Completas, com mais de 10 mil páginas em trinta volumes das séries adulta e infantil. Regressou de Buenos Aires em maio de 1947, para encontrar o país às voltas com os desmandos do governo Dutra. Indignado, escreveu Zé Brasil. Nele, o velho Jeca Tatu, preguiçoso incorrigível, que Lobato depois descobriu vítima da miséria, vira um trabalhador rural sem terra. Se antes o caipira lobatiano lutava contra doenças endêmicas, agora tinha no latifúndio e na distribuição injusta da propriedade rural seu pior inimigo. Os personagens prosseguiam na luta, mas seu criador já estava cansado de tantas batalhas. Monteiro Lobato sofreu dois espasmos cerebrais e, no dia 4 de julho de 1948, virou “gás inteligente” – o modo como costumava definir a morte. Foi-se aos 66 anos de idade, deixando imensa obra para crianças, jovens e adultos, e o exemplo de quem passou a existência sob a marca do inconformismo.

Fonte: http://bit.ly/1g0BuEx