Elmer – O elefante xadrez

Este livro de David Mckee conta a história de um elefante muito diferente de toda a manada. Enquanto todos os elefantes são de cor cinza, Elmer é todo colorido, um quadrado de cada cor. Apesar de ser diferente, Elmer faz a alegria de toda a bicharada da floresta. Andando na mata ele encontrou um arbusto com umas frutinhas da cor dos elefantes. Então, Elmer teve uma ideia: balançou os galhos até o chão ficar forrado de frutinhas e rolou até ficar da cor dos elefantes. Elmer voltou feliz, porque agora ele não era mais diferente. Mas um dia começou a chover e…o que será que aconteceu com Elmer?

Objetivos:
• Entender que todos somos diferentes, mas cada um tem o seu valor
• Respeitar as diferenças na sociedade
• Perceber a textura de diferentes objetos através do tato
• Estimular o gosto pela leitura

Conteúdos envolvidos:
• Ciências: Os sentidos (tato), partes do corpo do elefante
• Matemática: formas geométricas
• Português: interpretação oral e ilustrada, rimas, troca letras, palavra dentro de outras palavras

Desenvolvimento:

No primeiro momento, as crianças do Pré III da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias foram levadas até a sala de leitura para que pudessem escolher o livro de sua preferência, apreciando as imagens, textura da capa, tamanho, formato e observando o que mais chamava a sua atenção. Depois foi realizada a leitura direcionada do livro ‘Elmer- O elefante Xadrez’, onde fiz indagações a respeito da história com os alunos , envolvendo os mesmos a participarem ,estimulando sua oralidade, realizando uma roda de conversa. Em sala de aula trabalhamos as formar geométricas e o tato, utilizando recortes de diversos materiais. Confeccionamos um elefante de sucata com os alunos e trabalhamos a interpretação oral por meio de desenhos, rimas, troca letras e palavras dentro de outras palavras.

Professora Raquel Aparecida Pacheco Soares, da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá
Data de realização da mediação: 22/10/2013

Lobato: entre o sucesso e a falência

Em 1920 Monteiro Lobato escreveu sua primeira história infantil ‘A menina do narizinho arrebitado’, com capa e desenhos de Voltolino, famoso ilustrador da época. O livrinho, lançado no Natal, fez o maior sucesso. Dali nasceram outros episódios, tendo sempre como personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Nastácia e, é claro, Emília, a boneca mais esperta do planeta. Insatisfeito com as traduções de livros europeus para crianças, ele criou aventuras com figuras bem brasileiras, recuperando costumes da roça e lendas do folclore nacional. E fez mais: misturou todos eles com elementos da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema. No Sítio do Picapau Amarelo, Peter Pan brinca com o Gato Félix, enquanto o Saci ensina truques a Chapeuzinho Vermelho no país das maravilhas de Alice. Mas Monteiro Lobato também fez questão de transmitir conhecimento e ideias em livros que falam de história, geografia e matemática, tornando-se pioneiro na literatura paradidática.

Trabalhando a todo vapor, Lobato teve que enfrentar uma série de obstáculos. Primeiro, foi a Revolução dos Tenentes que, em julho de 1924, paralisou as atividades da sua empresa durante dois meses, causando grande prejuízo. Seguiu-se uma inesperada seca, que decorreu em um corte no fornecimento de energia. O maquinário gráfico só podia funcionar dois dias por semana. E numa brusca mudança na política econômica, Arthur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil. A conseqüência foi um enorme rombo financeiro e muitas dívidas. Só restou uma alternativa a Lobato: pedir a autofalência, apresentada em julho de 1925. Isto não significou o fim de seu ambicioso projeto editorial, pois ele já se preparava para criar outra empresa. Assim surgiu a Companhia Editora Nacional. Sua produção incluía livros de todos os gêneros, entre eles traduções de Hans Staden e Jean de Léry, viajantes europeus que andaram pelo Brasil no século XVI. Lobato recobrou o antigo prestígio, reimprimindo nela sua marca inconfundível: fazer livros bem impressos, com projetos gráficos apurados e enorme sucesso de público.
Em 1927, Lobato assumiu o posto de adido comercial em Nova Iorque e partiu para os Estados Unidos, deixando a Companhia Editora Nacional sob o comando de seu sócio, Octalles Marcondes Ferreira.

 

Gabriel e a Copa do Mundo

Adjetivos pátrios
Aqui em Orindiúva, ficamos responsáveis por mediar o livro ‘Gabriel e a copa do Mundo de 2014’, de Ilan Brenman. Aproveitei a disciplina de História para trabalhar com os alunos os adjetivos pátrios referentes ás suas cidades de nascimento (naturalidade) e a disciplina de Língua Portuguesa para ensinar os adjetivos pátrios das cidades que serão sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014, realizando atividades de charge, caça-palavras e bingo das cidades e Estados.
*Os adjetivos pátrios são aqueles que derivam do nome do lugar, cidade, região, país ou continente. São usados para indicar a nacionalidade, a procedência do ser a que faz referência.
Na área da Geografia, serão trabalhadas as regiões brasileiras, com o uso do mapa, pintando as regiões escolhidas.
Estratégias:
O professor pode introduzir o tema de maneira descontraída, solicitando que cada aluno diga a sua naturalidade. Na sequência, trabalhar atividades diversificadas para a aprendizagem das regiões brasileiras e dos adjetivos pátrios referentes às cidades e aos estados que serão sede dos jogos da Copa do Mundo.

Atividade:

Atividade com Charge e Tirinha

1. No texto ao lado, aparecem dois adjetivos pátrios. Quais são eles?

2. A) Observe o mapa e complete com os adjetivos pátrios dos estados brasileiros que serão sede da Copa do Mundo de 2014.

Rio de Janeiro______________________________________________
São Paulo _________________________________________________
Minas Gerais_____________________________________________
Rio Grande do Sul_________________________________________
Brasília _________________________________________________
Mato Grosso_____________________________________________ Paraná__________________________________________________
Ceará___________________________________________________
Amazonas_______________________________________________
Rio Grande do Norte_______________________________________ Pernambuco_____________________________________________
Bahia__________________________________________________

 

B) Agora procure no caça palavras o adjetivo pátrio das cidades que serão sede da Copa do Mundo em 2014. Utilize a tabela abaixo:

 

Manaus  - manauense
Cuiabá – cuiabano
Brasília –  brasiliense
Fortaleza –  fortalezense
Natal -  natalense
Recife - recifense
Salvador -  soteropolitano
Belo Horizonte belo- horizontino
São Paulo -   paulistano
Rio de Janeiro  -  carioca
Curitiba -  curitibano
Porto Alegre porto -  alegrense

Pinte as regiões brasileiras e complete a legenda: Centro-oeste (verde), Norte (roxo), Nordeste (amarelo), Sudeste (rosa) e Sul (vermelho).

Eloína Gomes Selime de Cinque
Professora da Escola Joaquim Mendonça, de Orindiúva (SP)

 

Mediação do livro ‘Carona na Vassoura’

Os alunos do 4º ano da Escola Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá, foram levados até a sala de leitura e puderam escolher o livro de sua preferência para ler e apreciar as ilustrações, capa, observar o título, o nome do autor, ilustrador e editora, através das orientações da professora. Logo após, foi realizada a leitura direcionada do livro ‘Carona na Vassoura’.

Os alunos ouviram a história com atenção e observaram através das explicações onde estavam localizados o título do livro, autor, ilustrador e a editora. Eles também puderam apreciar as imagens conforme eu lia a história, mostrava as ilustrações e fazia indagações sobre a opinião dos alunos.

Após a leitura, foi realizada uma roda de conversa, onde os alunos expuseram suas opiniões e conclusões, falando da parte que mais gostaram ou que menos gostaram.

Já em sala de aula, os alunos registraram a ida à biblioteca através da indicação literária do livro lido pela professora, realizando a interpretação escrita e a ilustração da história.

Indicação Literária do livro

1- Qual é o nome do livro?
____________________________

2- Quem é o (a) autor(a) do livro?
____________________________

3- Quem é o (a) ilustrador(a) do livro?
____________________________

4- Este livro foi traduzido? Quem o traduziu?
____________________________

5- Qual é o personagem principal da história?
______________________________

6- Cite todos os personagens do livro.
______________________________

7- Para quem foi a primeira carona na vassoura?
______________________________

8- Faça uma ilustração sobre o livro.

Objetivos:
• Estimular o gosto e o prazer pela leitura;
• Desenvolver a imaginação e a oralidade dos alunos através de indagações realizada pelo professor sobre a história contada;
• Trabalhar a interpretação da história oral, escrita e através de desenhos.

O livro ‘Carona na Vassoura’, de Julia Donaldson e Axel Scheffler, que dá origem a esta oficina pertence ao acervo doado pela Fundação Bunge por ocasião da revitalização e inauguração da Biblioteca Ilan Brenman, da Escola Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá, em 2013.

Professora Eliane Henrique Magno, da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá

Data da mediação: 17/09/2013

O surgimento do Sitio do Pica-Pau Amarelo

Em 1920, durante uma partida de xadrez com Monteiro Lobato, o escritor Toledo Malta contou a história de um peixinho que, saído do mar, desaprendeu a nadar e morreu afogado. Lobato perdeu a partida de xadrez e dizia que perdeu a partida porque o peixinho não parava de nadar em suas ideias, tanto que logo se sentou à maquina e escreveu ‘A História do Peixinho Que Morreu Afogado’, atualmente relatado como perdido já que Lobato nunca se lembrou de onde o havia publicado. Este conto deu origem ao livro ‘A Menina do Narizinho Arrebitado’, publicado no mesmo ano.

‘A Menina do Narizinho Arrebitado’ introduziu a personagem Lúcia “Narizinho” e sua boneca de pano Emília. O livro foi posteriormente reeditado, no ano seguinte, como o primeiro capítulo de Reinações de Narizinho, livro que inicia a série Sítio do Pica-Pau Amarelo, que introduziu os outros personagens principais como Pedrinho e o Visconde de Sabugosa, e forneceu uma visão ampliada do universo do Sítio. Para a criação da fazenda, Lobato foi inspirado em memórias de sua própria infância, visto que ele mesmo viveu em uma fazenda no interior de São Paulo com sua família. Nos personagens, Lobato definiu sua própria personalidade na infância e características de sua família. Seu avô, o Visconde de Tremembé, foi uma inspiração para o personagem Visconde de Sabugosa, Emília representa Lobato , com um comportamento jovem “mandão” e ” teimoso”.

Minhas Histórias com Lobato

Jaqueline Machado, mediadora de leitura da Biblioteca Monteiro Lobato, na Escola municipal Professora Zahira Catta Preta Mello, de Ponta Grossa, participou do ‘Minhas Histórias com Lobato’, falando sobre suas experiências com o escritor. Confira!
Quer participar? Envie seu vídeo contando suas lembranças com Monteiro Lobato para o Facebook do Semear Leitores.

Saudade – Um Conto Para Sete Dias

Conhecendo o autor…

Claudio Hochman

Nasceu na Argentina no ano 1958. Criou a sua própria companhia no ano 1983 onde encenou peças de sua autoria, em escolas, na rua e depois em teatro. Escreveu esta história para seu filho de oito anos, mas não a deu inteira. Fragmentou nos dias da semana e entregou em envelope separado quando seu filho foi acampar.

Conhecendo o ilustrador…

João Vaz de Carvalho

Nasceu no Fundão, Portugal, em 1958 é pintor e ilustrador. Tem diversas obras premiada. As vivências da infância o marcaram profundamente ao ponto de dizer: “[...] Já tarde percebi de que forma perdurável todas essas e outras emoções me tinham marcado”.

Conhecendo o livro:

Saudade é um livro apresentado em forma de contos, um para cada dia da semana, mas que se desencadeiam entre si. O autor instiga o leitor a diferenciar palavras que a gente não vê, mas que a gente sente.A história começa contando a história de um Rei muito sábio, mas muito sábio mesmo! Ele sabia de tudo e sobre tudo. Em cada dia da semana ele abria os portões do palácio e desafiava o povo a lhe fazer perguntas. Ele tinha sempre a resposta na ponta da língua, mas… um dia alguém fez uma pergunta e ele não soube responder. Imaginem como o rei ficou! Mobilizou toda a corte e nada. Não encontrou a definição da palavra saudade nem mesmo em vários dicionários de diferentes línguas. Então… (agora é preciso ler o livro que é bem legal).

Proposta Pedagógica
Público-alvo: 4º e 5º ano

Objetivos:

• Sensibilizar e instigar os alunos a buscar definição para novas palavras que não se vê, mas se sente;

• Despertar a curiosidade dos alunos pela sequência de uma história;
• Oportunizar a criação de novas situações para a mesma história, usando a criatividade;
• Resgatar nos alunos valores sociais e afetivos;
• Aprofundar estudo sobre o planeta relacionando-os com os dias da semana;

Metodologia:
O professor apresenta o livro ‘Saudade – Um conto para sete dias’ falando um pouco do autor e ilustrador: relata a forma que o livro se apresenta e a relação dos dias da semana e a influência dos astros. Propõe a leitura diária de cada capítulo, começando na segunda-feira. Lança no final do primeiro dia perguntas do tipo: O Rei foi deitar-se, na segunda-feira, e não conseguiu dormir a noite toda, olhando muito para a lua. Por quê?
Ele estava prestes a convocar uma reunião de assessores para o dia seguinte. Como poderia ser conduzida essa reunião? Sendo ele tão inteligente, como achar a resposta certa para a palavra SAUDADE? Será que a lua tem alguma influência sobre nós? Buscar informações com os mais velhos da família, em livros, internet, etc.Para cada dia da semana o professor deve elaborar questões desafiantes. No dia seguinte, o professor ouve o relato dos alunos e lê o próximo episódio e assim sucessivamente.
A proposta é que o aluno leve como tarefa o seguinte: Você conheceu dia a dia a história de um Rei muito sábio. Definir a palavra SAUDADE foi muito difícil para ele. Foi necessário vivenciá-la para poder entendê-la. Proponho então que você, junto com os seus pais, liste quatro palavras que não se vê, mas se sente, exemplificando cada uma delas. Como o autor sempre relacionou o planeta com os dias da semana, descubra também qual é o planeta que rege o domingo.

Atividade de encerramento:

O professor propõe a formação de grupos onde os alunos possam discutir as palavras que trouxeram e cada grupo organiza um mural, dando significado ou exemplificando cada uma delas.

Na apresentação, o professor resgata as questões inerentes aos valores sociais, morais e afetivos, pensando como estes se entrelaçam no nosso dia a dia na escola, na família, na vizinhança. Nesse momento, deve ser apresentado finalmente o que o autor expressou no Domingo, último dia do episódio.
Para encerrar, pedir que os alunos desenhem esse país distante onde morava o Rei mais sábio que já habitou a terra ou seus habitantes, ou o próprio Rei!

Maria Mirta Calhava
Consultora do Semear Leitores de Rio Grande (RS)