O TIME DO TICO – TICO

Mediação de leitura: O time do tico-tico
Autor:Hebe Coimbra
Ilustrador: Graça Lima
Editora: Manati

Objetivos
• Despertar o interesse pela leitura.
• Explorar o espaço de leitura.
• Abordar o tema Copa do Mundo.
• Desenvolver de maneira lúdica temas como: esporte, lazer, competição, respeito, atenção, concentração, vida e sociedade.

A mediação de leitura aconteceu no Espaço de Leitura Ilan Brenman, na Escola Municipal Iná Xavier Zacharias e reuniu cerca de 35 pessoas entre alunos e professores. Participaram estudantes do 1º e 2º ano e alunos do atendimento educacional especializado, sob a supervisão das professoras Janaína, Jaqueline, Patrícia e Raquel.

Num primeiro momento, houve a acolhida dos alunos e a preparação do ambiente para que todos se sentissem como torcedores num estádio. Para isto, as crianças e professores utilizaram os adereços do baú e ainda outros como camiseta do brasil, bandeiras, cornetas, apito, etc.
Dando sequência, fizemos um aquecimento com a música ‘A Bola’, de Moraes Moreira.

Com a nossa torcida a postos e aquecida, teve início a partida do time do tico-tico contra o time do tubarão. Foram momentos agradabilíssimos, divertidos e com muita emoção… As crianças incorporaram o clima de torcida, gritaram o gol e comemoraram com muita alegria e descontração.

Em continuidade à nossa proposta, dividimos a torcida em dois times e realizamos ainda no espaço um jogo abordando a indicação literária, interpretação do texto, atenção e concentração.

No jogo das camisas, as crianças separam as camisas com personagens para os times e o professor realizou um sorteio com perguntas,Quem tinha a resposta colocava uma camisa no painel fixado na parede. Ganhou o jogo o time que primeiro colocou suas camisas no painel.

Encerrando a mediação de leitura, realizamos na quadra da escola um jogo de futebol entre o time do tico-tico e o time do tubarão, ainda com os alunos do 1º e 2º ano.
Ainda com base nesta mediação de leitura, foram trabalhadas em sala de aula outras atividades como: jogo da memória, bingo de personagens, produção de texto, família silábica da letra ‘t’.

Mais uma vez obtivemos sucesso além das expectativas em nossa mediação de leitura. Ficam os sinceros agradecimentos aos alunos, professores, equipe pedagógica e à Fundação Bunge.

Renata Marcondes, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias

BULLYING NA ESCOLA

Aqui na Biblioteca Luci Cardoso Tavares, de Paranaguá, resolvemos fazer a mediação do livro ‘Bullying na escola’, de Cristina Klein.

Queríamos falar sobre o bullying, principalmente pela internet.

Num primeiro momento, reunimos os alunos na biblioteca, formando um grande círculo. A seguir, perguntamos se os alunos tinham o conhecimento deste termo.

Definições: Origem da palavra bully = valentão. Bullying é toda agressividade repetitiva, constante e intencional.

Falamos sobre o medo e a humilhação sofrida dia a dia, no silêncio, de quem sofre o bullying e sobre os vários tipos de bullying.

Demos maior ênfase ao ataque virtual, denominado “ciberbullying”. Explicamos do que se tratava, perguntado aos alunos se eles conheciam, se já ouviram falar. Foram citados exemplos de professores, alunos artistas, etc.

Explicamos que deve haver cuidado em usar a internet e expor a própria vida, pois quem pratica este tipo de bullying, mantém sua identidade no anonimato.

Depois disso, lemos o livro ‘Por trás da maldade virtual’ com as crianças. Logo após a leitura, falamos sobre a importância de contar aos pais, se algum aluno estiver passando por este tipo de bullying. Estimulamos a confiança nos pais.

Por último, fizemos uma roda de conversa, onde os alunos contaram suas experiências e nós fizemos alguns ‘combinados’ e falamos sobre os cuidados para o uso da internet em casa, celebrando valores como respeito e amizade.

Para finalizar a atividade, todos os alunos se abraçaram, selando o sentimento de amizade.

MEDIAÇÃO DO LIVRO ‘NÃO QUERO USAR ÓCULOS

Desta vez aqui na Escola Ilan Brenman Ilan Brenman, na Escola Municipal Iná Xavier Zacharias de Paranaguá, a professora Eliane Magno realizou a mediação com o livro “Não quero usar óculos”, com a turma do 5º ano.

Os alunos ouviram com atenção a leitura da obra e posteriormente tiveram uma roda de conversa com relato de experiências e interpretação do texto. Durante a roda de conversa, os alunos relataram que não gostam da ideia de usar óculos, mas quando existe a necessidade, concordaram que é preciso. A professora perguntou quem já foi a uma consulta no oftalmologista, alguns relataram como foi , como se sentiram, explicando que ficaram com medo de ter que usar óculos grandes e pesados. A professora também explorou a capa do livro, perguntando às crianças se o personagem principal era menina ou menino, adulto, será? Não dava para saber, pois óculos não escolhe idade. Falou sobre a autora e o ilustrador, logo após iniciou a leitura.


Já no começo, observaram que realmente se tratava de uma consulta: a cadeira que parece um elevador, o óculos pesado e grande, as letrinhas na tela…

Então, os alunos se colocaram no lugar do personagem quando o médico pergunta: é melhor este ou este? E às vezes é dificil de saber! O personagem começou a imaginar como seria seu óculos e as crianças se encantaram com a imaginação.

Ainda na biblioteca, os alunos exploraram o baú de adereços, dando maior atenção aos óculos. As crianças falaram sobre os óculos das mais variadas formas e ainda sob a influência da imaginação da personagem foram vários os modelos comentados mas, a sensação do dia foi o óculos futebol!

Quando a professora perguntou qual dos óculos as crianças gostariam, ficou surpresa pois, embora as ideias tenham sido as mais variadas , todas as crianças preferiram usar óculos convencionais tais como o personagem da história trabalhada. Em sala, confeccionaram cartazes referentes ao livro e realizaram a indicação literária da obra.

Renata de Morais, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá (PR)

MEDIAÇÃO DE LEITURA: LIVRO MARCELO, MARMELO, MARTELO


1. Mobilização para leitura
Distribuir a letra da Música “A bola” de Moraeis Moreira, cantar e conversar sobre o significado para elas da letra da música.
Pulo, pulo, pulo, vou de pé em pé.
Da chuteira do menino na vidraça da mulher.
Salto, salto, salto mais que perereca.
Pulo o muro e caio em cima da cabeça de um careca.
Corro, corro, corro na praia de manhã
E quando eu balanço a rede é festa no Maracanã.
Rolo, rolo, rolo rápido e rasteiro
E sou muito maltratada pelos pés de peladeiro.
Pulo, pulo, pulo, vou com quem vier.
Joguei com Nilton Santos, com Garrincha e com Pelé.
Salto, salto, salto com todo carinho.
Joguei com Rivelino, com Tostão e Jairzinho.
Rolo, rolo, rolo com satisfação.
Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão.
Corro, corro, corro do começo ao fim.
Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.
Site: Letras.mus.br/toquinho/87128/#

2. Apresentação da autora e do livro


• Autora: Ruth Rocha
• Ilustração: Mariana Massarani
• Editora: Salamandra
• Ano, 2011, edição reformulada.
Ruth Rocha é escritora brasileira de livros infantis. Foi eleita para a cadeira nº 38 da Academia Paulista de Letras. Seu livro “Marcelo, Marmelo, Martelo”, vendeu mais de 1 milhão de cópias. Ela nasceu em São Paulo, em 1931, é formada em sociologia e atuou na área de educação. Escreveu para a Revista Cláudia, voltada para o público feminino e também para a revista Educação. Influenciada pelo escritor Monteiro Lobato, iniciou a carreira de escritora em 1976, com o livro, “Palavras Muitas Palavras”.

Porém, sua obra mais famosa é “Marcelo, Marmelo, Martelo”, com tradução para diversas línguas. Lançou na sede das ONU o livro “Declaração Universal dos Direitos Humanos Para Crianças”. Ganhou várias condecorações e prêmios.
O livro de Ruth Rocha, “Marcelo, Marmelo, Martelo e outras Histórias” é um clássico da literatura infantil brasileira. Apresenta três histórias maravilhosas:
• A primeira “Marcelo, Marmelo, Martelo” mostra como o pequeno Marcelo passa da posição de questionador acerca dos significados e usos das palavras para criador de um linguajar próprio, que conta com “bom solário” como cumprimento matinal e “suco de vaca” para leite.

Vejam a curiosidade do menino…

• A segunda “Teresinha e Gabriela” narra como duas meninas bem diferentes acabam se estranhando e posteriormente descobrindo como seus universos podem coexistir. Enquanto Gabriela, a garota sapeca, aprende a se comportar e manter-se arrumadinha, a certinha Teresinha descobre como é divertido pular corda e jogar bolas de gude.
• A terceira história “O Dono da Bola”, mostra como o menino mandão Caloca, ou Carlos Alberto, passou de chato da vizinhança para um ótimo amigo. Isso é claro, só depois de aprender que o divertido mesmo é compartilhar os seus brinquedos sem querer decidir como o grupo deve brincar. A narrativa “Marcelo, Marmelo, Martelo” trata de questões universais das crianças:

curiosidade, criatividade, diferenças e egoísmo.
Hoje vamos contar a história “O dono da Bola”, mas vocês estão convidados a ler as outras histórias

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www.google.com.br/search?tbm=isch&source=univ&sa=X&ei=icJ8U9ezK86hqAaV-YLACQ&ved=0CCoQsA

3. Mediação de Leitura


• Fazer a leitura da História três de forma pontuada, conversar com as crianças sobre a história: Do que trata a história? Quais as características do dono da bola? Porque Caloca era enjoado? Caloca era diferente dos outros meninos da rua? Por quê? O que os outros meninos do time não tinham? Quem era Catapimba? Porque Caloca passou a jogar futebol sozinho? Como termina a história?

Dividir a turma em cinco grupos e entregar uma cópia da história sem os desenhos e cópia da letra da música coladas em uma folha de cartolina, pedir para as crianças montarem um painel com a ilustração dos personagens da história e da música. No final, apresentar e fotografar.
• Disponibilizar lápis de cor, giz de cera, revistas velhas, tesouras, cola. Deixar os paineis com a professora sugerindo a elaboração de um texto coletivo.

Helena L. de Souza Bartnik, consultora da Fundação Bunge em Paranaguá e Ponta Grossa, no Paraná.

Dia das Mães em Rio Grande (RS)

Na semana de 5 a 9 de Maio realizamos na Escola Dom Pedro II um trabalho direcionado ao Dia das Mães.

A mediadora fez uma conversa informal sobre o significado da palavra mãe e após a contação da história “Cadê Minha Mãe?”, da editora Brinque-Book, ilustrada por Sam Chaffey. Usufruíram do espaço de leitura e das atividades propostas para esta semana alunos do 3° a 5° ano do ensino Fundamental.

 

O livro traz muitas rimas, então, após a contação, a mediadora propôs que os alunos criassem um poema/poesia para suas mães, ou pessoa, figura feminina que eles possuam um carinho como o de mãe. Cada aluno fez o seu cartão individualmente, depois o grupo escolheu um dos poemas, inventado por eles, para ficar exposto no mural da nossa ‘Casa Encantada’.

E esta semana nossas manhãs foram assim, recheadas de rimas, versos, sonhos e sentimentos bons!

Ana Paula André Silva, mediadora de leitura do espaço Casa Encantada, na E. M. Dom Pedro II em Rio Grande, no Rio Grande do Sul

 

Dez causos de Pedro Malasartes e sua amiga Dona Veia

Local da Atividade: Espaço de Leitura da Escola Municipal Vânia Aparecida Santos Ribeiro

Público: turma do 5º ano matutino
Data: 24/04/2014
Tempo: 02 horas/aula

CAUSO Nº 01 – O SONHO DE PEDRO MALASARTES

Tudo começa com um grande trabalho de pesquisa sobre quem é Pedro Malasartes. O que ou quem este personagem representa? Como Pedro Malasartes já foi representado no Brasil?

1º momento - Os elementos de pesquisa prévia serão usados para nortear a “conversa” inicial com a turma.
1. Algum de vocês já ouviu falar em Pedro Malasartes?
2. Quais as suas características?
3. Já ouviram algumas das histórias de Pedro Malasartes?
4. Já assistiram algum programa de televisão em que a figura do Pedro Malasartes tenha sido representada?

2º momento - Apresentar algumas informações sobre Pedro Malasartes
Socializar com a turma: Pedro Malasartes é apontado como um anti-herói, cuja figura protagoniza histórias, não como um sujeito bonzinho, correto, virtuoso e leal, mas sim, repleto de falhas de caráter: preguiçoso, malandro, espertalhão, sábio e sedutor. Sua figura é fonte inspiradora da criação de muitos outros personagens nacionais. Famoso nos contos populares brasileiros, as fontes registram sua entrada no Brasil pelas histórias trazidas pelos povos da península Ibérica (Portugal e Espanha). “Malasartes” vem do espanhol malas artes (literalmente, “artes más”), que significa “travessuras” ou “malandragens” ( Enciclopédia Escolar Britannica, 2014).
1. Um dos seus contos mais conhecidos é “A sopa de pedra”. Além disso:
2. Duas óperas brasileiras tem o personagem por protagonista: Malazarte, de Oscar Lorenzo Fernández e Graça Aranha, e Pedro Malazarte, de Mozart Camargo Guarnieri e Mário de Andrade.
3. No cinema “As Aventuras de Pedro Malasartes”, de 1960, tem Mazzaropi no papel principal.
4. Na TV Renato Aragão encenou Didi Malasartes no programa Renato Aragão Especial em 1998 e também foi personagem no Sítio do Picapau Amarelo, interpretado pelo comediante Canarinho.
5. Na música, a dupla caipira Zé Tapera & Teodoro, criaram uma canção chamada Pedro Malazarte.
6. No teatro, A Cia. Circunstância, grupo de circo-teatro de Belo Horizonte – MG, lançou em 2013 o espetáculo “De Mala às Artes – Um espetáculo sobre Pedro Malasartes” onde interpretam algumas histórias do Pedro Malasartes, com direção do Rodrigo Robleño. Neste mesmo ano este projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz onde puderam excursionar pelo norte do Brasil.

Referências:
http://escola.britannica.com.br. Acesso em 22/04/2014
http://pt.wikipedia.org. Acesso em 22/04/2014

3º momento - Depois de apresentar e discutir com o grupo essas informações, apresentar um pequeno vídeo do episódio do Sítio do Picapau Amarelo em que o Pedro Malasartes aparece.

4º momento - Convidar a turma para escutar o Causo “O Sonho De Pedro Malasartes”, lido pela consultora/mediador/coordenador.

5º momento - Conversar sobre o “causo”:
_ gostaram?
_foi engraçado? Em que momentos?
_que cenas do enredo evidenciam as características de caráter de Malasartes?
_ele parece maldoso em suas atitudes?

6º momento - Para finalizar, 3 estudantes serão convidados a recontar e dramatizar o Causo “O Sonho De Pedro Malasartes”: narrador, Pedro Malasartes e Dona Veia. Para compor os personagens serão usados objetos e fantasias do Baú do Espaço de Leitura.

Como se desenvolveu a atividade:

Foi um encontro maravilhoso com uma das turmas de 5º ano da Escola Vânia, proporcionado por um dos “Dez Causos de Pedro Malasartes e sua amiga Dona Veia”.
Os dados de pesquisa permitiram uma discussão mais aprofundada acerca da personagem, bem como criaram condição para maior participação e interação do grupo, que pode revelar um vasto conhecimento prévio sobre Pedro Malasartes.

A ilustração de Malasartes por meio do Sítio do Picapau Amarelo foi valiosa, momento no qual foi possível visualizar o personagem em ação e interagir com questões abordadas na “Semana de Lobato” foco de ação de toda a escola.

Escutar e ler os causos é divertido e instigante. Nesse momento, as crianças riram muito e se manifestavam antecipando situações. No momento da definição de quem gostaria de participar da dramatização foi um alvoroço, pois muitos se manifestaram em favor de si mesmos, como tentavam indicar qual colega deveria compor os papeis. Fizemos uma breve eleição e tudo ficou acertado.

Em seguida, buscamos no Baú Lúdico do Espaço de Leitura alguns objetos e fantasias para caracterizar os personagens que ficaram muito bem representados. O Pedro Malasartes usou um fantoche de mão e se fantasiou de palhaço de circo, conteúdo evidenciado pelo “CAUSO Nº 01 – O SONHO DE PEDRO MALASARTES”. Dona Veia, da mesma forma, usou um fantoche de mão e uma coroa de rainha, alvo do seu sonho. Esse segundo momento de abordagem da leitura trouxe muita diversão e mais participação ao grupo.
A turma se despediu da atividade, solicitando conhecer os outros 9 causos que compõem o Livro de Cris Miguel e Sergio Serrano, uma leitura imperdível.

Rosa Maria Silva Furtado, consultora pedagógica do programa Semear Leitores de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia

Os Hueys em o novo pulôver


O livro ‘Os Hueys em o novo pulôver’ foi escrito e ilustrado por Oliver Jeffers e lançado pela Editora Salamandra em 2012.
Um livro interessante, não apenas pelo texto e ilustração que o compõe, mas também pelo histórico do próprio autor. Relatei a dois grupos de alunos do 5º ano, que Jeffers não se considerava um bom desenhista.
Certa vez, precisou apresentar uma história com desenhos e desde então não parou de produzir traços e textos originais. Dito isto, a expectativa dos alunos em relação ao livro cresceu.
Durante o processo de leitura, percebi que os alunos observavam a sequência de páginas que ora eram brancas, ora amarelas e verdes. As novas produções de pulôveres causaram grande expectativa e eles acharam super engraçada a nova ideia do Huey Roberto ao final da história.
Assim, propus aos grupos, realizarmos uma atividade de desenho e escrita. Tal como o autor, desenhamos e escrevemos uma ideia nova para nosso Huey.

Concluí que o desdobramento da leitura, foi envolvente, pois os alunos foram criativos. Criaram para o personagem novos vestuários, passeios, profissões, um regime (pois “ele era bem gordinho”, disse uma das alunas), uma prática de esportes e até uma namorada!
Todas as produções foram expostas num mural da escola para que eles curtissem e apresentassem aos demais colegas da escola as suas ideias para o personagem.
Ressalto que a Mediação de Leitura deste livro não se reduz à criatividade das crianças.
Autoestima, moda, identidade de gênero, preconceito e respeito às diferenças estão presentes nas “entrelinhas” do livro. Tais temas devem ser sempre questionados com eles e abordados de forma franca e positiva. Portanto, a obra, enriquece o diálogo com os alunos e oportuniza a expressão de seu pensamento.

 

 

Jacqueline A. Bueno Machado

Mediadora de Leitura e Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal Professora Zahira Catta Preta Mello em Ponta Grossa, Paraná

Gabriel e a Copa do Mundo

Adjetivos pátrios
Aqui em Orindiúva, ficamos responsáveis por mediar o livro ‘Gabriel e a copa do Mundo de 2014’, de Ilan Brenman. Aproveitei a disciplina de História para trabalhar com os alunos os adjetivos pátrios referentes ás suas cidades de nascimento (naturalidade) e a disciplina de Língua Portuguesa para ensinar os adjetivos pátrios das cidades que serão sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014, realizando atividades de charge, caça-palavras e bingo das cidades e Estados.
*Os adjetivos pátrios são aqueles que derivam do nome do lugar, cidade, região, país ou continente. São usados para indicar a nacionalidade, a procedência do ser a que faz referência.
Na área da Geografia, serão trabalhadas as regiões brasileiras, com o uso do mapa, pintando as regiões escolhidas.
Estratégias:
O professor pode introduzir o tema de maneira descontraída, solicitando que cada aluno diga a sua naturalidade. Na sequência, trabalhar atividades diversificadas para a aprendizagem das regiões brasileiras e dos adjetivos pátrios referentes às cidades e aos estados que serão sede dos jogos da Copa do Mundo.

Atividade:

Atividade com Charge e Tirinha

1. No texto ao lado, aparecem dois adjetivos pátrios. Quais são eles?

2. A) Observe o mapa e complete com os adjetivos pátrios dos estados brasileiros que serão sede da Copa do Mundo de 2014.

Rio de Janeiro______________________________________________
São Paulo _________________________________________________
Minas Gerais_____________________________________________
Rio Grande do Sul_________________________________________
Brasília _________________________________________________
Mato Grosso_____________________________________________ Paraná__________________________________________________
Ceará___________________________________________________
Amazonas_______________________________________________
Rio Grande do Norte_______________________________________ Pernambuco_____________________________________________
Bahia__________________________________________________

 

B) Agora procure no caça palavras o adjetivo pátrio das cidades que serão sede da Copa do Mundo em 2014. Utilize a tabela abaixo:

 

Manaus  - manauense
Cuiabá – cuiabano
Brasília –  brasiliense
Fortaleza –  fortalezense
Natal -  natalense
Recife - recifense
Salvador -  soteropolitano
Belo Horizonte belo- horizontino
São Paulo -   paulistano
Rio de Janeiro  -  carioca
Curitiba -  curitibano
Porto Alegre porto -  alegrense

Pinte as regiões brasileiras e complete a legenda: Centro-oeste (verde), Norte (roxo), Nordeste (amarelo), Sudeste (rosa) e Sul (vermelho).

Eloína Gomes Selime de Cinque
Professora da Escola Joaquim Mendonça, de Orindiúva (SP)

 

Mediação do livro ‘Carona na Vassoura’

Os alunos do 4º ano da Escola Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá, foram levados até a sala de leitura e puderam escolher o livro de sua preferência para ler e apreciar as ilustrações, capa, observar o título, o nome do autor, ilustrador e editora, através das orientações da professora. Logo após, foi realizada a leitura direcionada do livro ‘Carona na Vassoura’.

Os alunos ouviram a história com atenção e observaram através das explicações onde estavam localizados o título do livro, autor, ilustrador e a editora. Eles também puderam apreciar as imagens conforme eu lia a história, mostrava as ilustrações e fazia indagações sobre a opinião dos alunos.

Após a leitura, foi realizada uma roda de conversa, onde os alunos expuseram suas opiniões e conclusões, falando da parte que mais gostaram ou que menos gostaram.

Já em sala de aula, os alunos registraram a ida à biblioteca através da indicação literária do livro lido pela professora, realizando a interpretação escrita e a ilustração da história.

Indicação Literária do livro

1- Qual é o nome do livro?
____________________________

2- Quem é o (a) autor(a) do livro?
____________________________

3- Quem é o (a) ilustrador(a) do livro?
____________________________

4- Este livro foi traduzido? Quem o traduziu?
____________________________

5- Qual é o personagem principal da história?
______________________________

6- Cite todos os personagens do livro.
______________________________

7- Para quem foi a primeira carona na vassoura?
______________________________

8- Faça uma ilustração sobre o livro.

Objetivos:
• Estimular o gosto e o prazer pela leitura;
• Desenvolver a imaginação e a oralidade dos alunos através de indagações realizada pelo professor sobre a história contada;
• Trabalhar a interpretação da história oral, escrita e através de desenhos.

O livro ‘Carona na Vassoura’, de Julia Donaldson e Axel Scheffler, que dá origem a esta oficina pertence ao acervo doado pela Fundação Bunge por ocasião da revitalização e inauguração da Biblioteca Ilan Brenman, da Escola Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá, em 2013.

Professora Eliane Henrique Magno, da Escola Municipal Iná Xavier Zacharias, em Paranaguá

Data da mediação: 17/09/2013

Saudade – Um Conto Para Sete Dias

Conhecendo o autor…

Claudio Hochman

Nasceu na Argentina no ano 1958. Criou a sua própria companhia no ano 1983 onde encenou peças de sua autoria, em escolas, na rua e depois em teatro. Escreveu esta história para seu filho de oito anos, mas não a deu inteira. Fragmentou nos dias da semana e entregou em envelope separado quando seu filho foi acampar.

Conhecendo o ilustrador…

João Vaz de Carvalho

Nasceu no Fundão, Portugal, em 1958 é pintor e ilustrador. Tem diversas obras premiada. As vivências da infância o marcaram profundamente ao ponto de dizer: “[...] Já tarde percebi de que forma perdurável todas essas e outras emoções me tinham marcado”.

Conhecendo o livro:

Saudade é um livro apresentado em forma de contos, um para cada dia da semana, mas que se desencadeiam entre si. O autor instiga o leitor a diferenciar palavras que a gente não vê, mas que a gente sente.A história começa contando a história de um Rei muito sábio, mas muito sábio mesmo! Ele sabia de tudo e sobre tudo. Em cada dia da semana ele abria os portões do palácio e desafiava o povo a lhe fazer perguntas. Ele tinha sempre a resposta na ponta da língua, mas… um dia alguém fez uma pergunta e ele não soube responder. Imaginem como o rei ficou! Mobilizou toda a corte e nada. Não encontrou a definição da palavra saudade nem mesmo em vários dicionários de diferentes línguas. Então… (agora é preciso ler o livro que é bem legal).

Proposta Pedagógica
Público-alvo: 4º e 5º ano

Objetivos:

• Sensibilizar e instigar os alunos a buscar definição para novas palavras que não se vê, mas se sente;

• Despertar a curiosidade dos alunos pela sequência de uma história;
• Oportunizar a criação de novas situações para a mesma história, usando a criatividade;
• Resgatar nos alunos valores sociais e afetivos;
• Aprofundar estudo sobre o planeta relacionando-os com os dias da semana;

Metodologia:
O professor apresenta o livro ‘Saudade – Um conto para sete dias’ falando um pouco do autor e ilustrador: relata a forma que o livro se apresenta e a relação dos dias da semana e a influência dos astros. Propõe a leitura diária de cada capítulo, começando na segunda-feira. Lança no final do primeiro dia perguntas do tipo: O Rei foi deitar-se, na segunda-feira, e não conseguiu dormir a noite toda, olhando muito para a lua. Por quê?
Ele estava prestes a convocar uma reunião de assessores para o dia seguinte. Como poderia ser conduzida essa reunião? Sendo ele tão inteligente, como achar a resposta certa para a palavra SAUDADE? Será que a lua tem alguma influência sobre nós? Buscar informações com os mais velhos da família, em livros, internet, etc.Para cada dia da semana o professor deve elaborar questões desafiantes. No dia seguinte, o professor ouve o relato dos alunos e lê o próximo episódio e assim sucessivamente.
A proposta é que o aluno leve como tarefa o seguinte: Você conheceu dia a dia a história de um Rei muito sábio. Definir a palavra SAUDADE foi muito difícil para ele. Foi necessário vivenciá-la para poder entendê-la. Proponho então que você, junto com os seus pais, liste quatro palavras que não se vê, mas se sente, exemplificando cada uma delas. Como o autor sempre relacionou o planeta com os dias da semana, descubra também qual é o planeta que rege o domingo.

Atividade de encerramento:

O professor propõe a formação de grupos onde os alunos possam discutir as palavras que trouxeram e cada grupo organiza um mural, dando significado ou exemplificando cada uma delas.

Na apresentação, o professor resgata as questões inerentes aos valores sociais, morais e afetivos, pensando como estes se entrelaçam no nosso dia a dia na escola, na família, na vizinhança. Nesse momento, deve ser apresentado finalmente o que o autor expressou no Domingo, último dia do episódio.
Para encerrar, pedir que os alunos desenhem esse país distante onde morava o Rei mais sábio que já habitou a terra ou seus habitantes, ou o próprio Rei!

Maria Mirta Calhava
Consultora do Semear Leitores de Rio Grande (RS)