“Era uma vez uma casa, uma casa que era um lar”

Visitei a escola alguns dias após a inauguração da Biblioteca Ilan Brenman, em Paranaguá, no Paraná, momento em que realizei uma mediação de leitura aos alunos.

A professora Viviane trouxe sua turma para a biblioteca, mostrou o baú com os adereços, orientou-os a transitarem e a escolherem um livro para apreciar. Eles ficaram maravilhados, conversavam entre eles, nos mostravam os livros, contavam sobre aqueles que já haviam lido, ou histórias que a professora havia lido e lhes contado.  

Em seguida convidei todos para se acomodarem, pois eu iria começar a fazer a leitura de uma história.  Escolhi o livro:

“ERA UMA VEZ UMA CASA, UMA CASA QUE ERA UM LAR”.

Era uma vez uma casa, uma casa que era um lar

Iniciei fazendo a indicação literária do livro: mostrando as imagens aos alunos e conduzindo uma roda de conversa, procurando instigá-los à participação. Com suas respostas fui construindo a diferença entre casa e lar. Perguntei a eles: O que faz de uma casa um lar? Quais as características de uma casa e de um lar?  Instigar eles a elencar características da casa e do lar.

Apresentei o autor Alex T. Smith, um dos mais celebrados ilustradores e escritores britânicos de literatura infantil na atualidade, vencedor de vários prêmios. O livro “Era uma vez uma casa, uma casa que era um… lar”… conta a história dos amigos Um, Dois, Três e Quatro. A narrativa, além de bem escrita, apresenta um ótimo trabalho gráfico, um banquete para os olhos que pode render divagações sobre o que faz de uma casa um lar. Mostra aos pequenos o verdadeiro valor da amizade. Ao dividir o mesmo teto, os personagens acabam discordando sobre em qual local morar e desmontam sua casa, cada um levando seu pedaço por direito. Ao se aventurar em direções opostas, como o mar e as montanhas, eles descobrem que separados acabaram perdendo o sentido de seu lar, que além das vigas e concreto é feito de amor e afeto.

Em seguida, convidei as crianças a sentarem-se nos sofás, nas almofadas e no tapete e fiz a leitura do livro. Eles ficaram atentos e com os olhinhos brilhando. Ao final, conduzi a roda de conversa sobre o texto, querendo saber se gostaram da história. Pedi para citarem características de cada personagem e fiz as seguintes perguntas: Qual dos personagens vocês mais gostaram? O que cada um levou quando se separaram? Qual dos personagens vocês se identificaram mais? Por quê? A participação foi intensa!

Solicitei à professora que participou da mediação, para que na sala de aula disponibilizasse uma folha de 2m de papel craft a cada grupo de 8 alunos e pedisse para desenhar uma casa-lar e montar um painel. Solicitei ainda que incentivasse as crianças a produzirem pequenos poemas representativos da sua casa -lar e colar, nos espaços vagos do painel, para posteriormente fixar no painel e na escola para as demais turmas apreciarem.

ESCOLA INA XAVIER ZACHARIAS – PARANAGUÁ  - PR

MEDIAÇÃO DE LEITURA NA BIBLIOTECA ILAN BRENMAN

Mediadora e consultora: Helena Leomir de Souza Bartnik

Professora: Viviane

Mediadores mirins de leitura: o prazer de compartilhar

A leitura por si só é um prazer! Ela nos transporta a novos mundos, novas possibilidades…a leitura alimenta a nossa imaginação, nos impulsiona aos sonhos e a mudar a nossa realidade. Nesta perspectiva, instigamos, no ano de 2013, as escolas parceiras da Fundação Bunge, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, a desenvolver ações pontuais com diversos tipos de leituras: poesias, contos, cantos e encantos. Tudo que pudesse dar prazer aos alunos através do contato com os livros! E depois da leitura saboreada, o que fazer? Então pensamos em preparar grupos de crianças para mediar leituras para outras crianças, para aquelas que ainda não dominavam a escrita propriamente dita, mas que podiam entrar na roda literária e desenvolver o gosto pelo ato de ler e, consequentemente, obter mais sucesso em suas aprendizagens relacionais, sociais, acadêmicas e afetivas.

            Nesta perspectiva, organizamos um grupo de alunos do 4º e 5º anos das escolas (selecionados pela própria escola) para receberem uma formação para mediar leitura aos colegas do contraturno do Jardim e 1º ano, chamado “Projeto de Mediadores Mirins de Leitura”.

            A preparação levou em consideração os seguintes pontos:

A seleção e escolha dos livros a serem utilizados;

A dinâmica a ser usada nas mediações;

O comprometimento afetivo e a responsabilidade do mediador;

            Quanto à seleção e escolha do livro, o mediador deve considerar a faixa etária das pessoas que vão ouvir, o tipo de livro, a mensagem que ele traz, etc. Quanto à dinâmica a ser usada, muito cuidado: nada de exageros, com o espaço, com os gestos, com o tom de voz. Tudo deve ser dosado: gestos adequados (nada de assustar a criançada para criar medos) e mudanças de voz podem ser inseridas (dando ideia de alternâncias de personagens). O mediador de leitura tem que passar ao ouvinte a ideia de que os fatos contados, narrados são verdadeiros, por mais irreal que pareçam (isso é bem fácil quando se trata de crianças pequenas!). O comportamento afetivo do mediador com o grupo é fundamental, principalmente o olhar que é um vínculo muito forte, passa além da segurança a presença afetiva.

Quando o mediador lê uma história de forma clara e agradável, o ouvinte imediatamente se interessa pelo assunto, o que os aproxima ainda mais, e desperta em si outros desejos de ouvir.

Encantadas com o êxito do projeto, as escolas solicitaram uma segunda versão para este ano, agora com objetivos mais ousados: transpor os muros da escola, proporcionando medições de leitura em creches da comunidade, abrigos e asilos. Estamos agora com uma missão ainda maior, mas por certo tão prazerosa quanto foi a primeira!

Maria Mirta Calhava, consultora do Semear Leitores em Rio Grande (RS)

Não basta ser pai, tem que participar

Pais de alunos do 2º ano da Escola Municipal Vânia Aparecida Santos Ribeiro, de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram convidados, pela primeira vez, a contar a história de seus filhos. O Espaço de Leitura Cecília Meireles recebeu a temática “Nascemos e Crescemos”.

A professora da turma Juciene Vieira Carvalho, deu início ao trabalho por meio da leitura de livros que subsidiassem a abordagem inicial do tema. Como proposta complementar, pais de três dos seus alunos fizeram  narrativas sobre a vida de seus filhos, desde o momento em que nasceram. Durante as histórias, as mães mostravam alguns pertences, que ajudavam as crianças a melhor contextualizar as narrativas.

O objetivo da atividade, que está apenas começando, é envolver pais e responsáveis na educação das crianças, por meio da leitura e o exercício da oralidade.

 

Por: Rosa Maria Silva Furtado, Consultora de Luís Eduardo Magalhães (BA)

Pedro e a Lua

TÍTULO: PEDRO E A LUA
Autor e Ilustrador: Odilon Moraes
ATIVIDADES LÚDICO-PEDAGÓGICAS
Público alvo: 3º aos 5º anos

SOBRE O LIVRO:
Pedro é encantado pela noite e seus mistérios, tem um fascínio imenso pela lua e descobre que ela é que faz a noite ficar clara e brilhante. Em um livro ele descobriu que a lua era uma pedra e foi logo relacionando que as pedras encontradas por ele tinham caído da lua. Num raciocínio lógico e afetivo imaginou que essas pedras sentiam saudades de sua casa e ia colocando-as uma em cima da outra, para ficarem mais perto de sua casa. Certo dia encontra uma tartaruga e viu que o casco se assemelhava a uma pedra, ficaram amigos. Ele deu o nome de Lua à tartaruga que passou a ser sua melhor amiga. Laços fortes se firmaram… Imaginem o que pode acontecer quando um deles sai de órbita, por certo a cadeia se rompe! Assim aconteceu: Pedro foi viajar de férias e sua amiguinha sentiu muitas saudades… Tanta saudade que meteu sua cabeça no casco e não mais saiu dela. Na volta de Pedroele a encontrou assim, triste como uma noite sem lua, como um dia sem sol. O que pode acontecer então? Um final trágico ou feliz?

SOBRE O AUTOR:


Odilon Moraes nasceu em São Paulo, em 1966, passou a infância e a adolescência no interior paulista. Talvez daí venha seu gosto por histórias simples e bem contadas, seja como escritor, seja como ilustrador, atividade que começou em 1989, antes mesmo de concluir o curso de arquitetura.Estreou como autor com A princesinha medrosa, publicado em 2002, agora em nova edição pela Cosac Naify, mesma casa pela qual lançou Pedro e Lua (2004). Ambos receberam o Prêmio de Melhor Livro do Ano, oferecido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

OBJETIVOS:

Despertar nas crianças o gosto pela leitura e proporcionar uma discussão sobre as relações de amizade e carinho;
Buscar subsídios para melhor entendimento do sistema solar, em especial pela lua;
Pesquisar junto à família a relação homem e a lua e suas descobertas atuais;
Produzir maquetes com o sistema solar identificando-os;
Características do astronauta: roupa, alimentação, viagens e outras curiosidades;

1ª Atividades:
RODA DE CONVERSA: Estimular diálogos entre as crianças sobre o que o livro trata; Quem será o Pedro, nessa história? Qual a sua relação com a lua? O que a lua representa para a noite?O que o sol representa para o dia?Instigar os alunos na busca de conhecimento sobre o sistema solar;

Falar para as acrianças um pouco sobre o autor/ilustrador. Explorar a capa do livro que no escuro as estrelas são brilhantes…

2ª Atividade:
 Imaginar como será o personagem principal – Pedro – formar pequenos grupos e produzir através de artes plásticas, desenhos, técnicas de recorte, ou descrição escrita das características pessoais,…

 O livro trata de uma relação de amizade, com quem poderá ser? (listar nome ou reproduzir artisticamente)

3ª Atividade:
Leitura do livro Pedro e a Lua e exploração do texto.

Comparar os desenhos construídos ou características listadas após a leitura;

 Qual/quais grupo(s) acertou/acertaram com o animalzinho de estimação?

Instigar os alunos a falarem sobre “amizades” comparando com a de Pedro e a Lua;

Estimular pesquisa em livros, internet e na própria família sobre as questões relacionadas ao sistema solar;

 Fazer maquetes sobre o sistema solar

A exploração da lua, os astronautas, vestes, comidas;

4ª Atividade:
 Como você viu na história Pedro viajou de férias e por certo fez novas amizades. Quando retornou encontrou sua amiga tartaruga Lua muito triste. Ela sentiu tanta saudade que nem queria mais brincar. Pedro pensou em escrever para um desses amigos e pedir ajuda para saber como poderia reconquistar a amizade de “Lua”.

 Retomar aos grupos formados inicialmente e redigir uma “carta coletiva”

Elaborado por: Maria Mirta Calhava de Oliveira
 

Olha, um LIVRO !

Autora: Libby Gleeson

Ilustradora: Freya Black Wood

1ª etapa: Vamos explorar o livro – momento de explorar a linguagem oral, aguçar a curiosidade e brincar de antecipar o que está por vir.

I) Cores e formas

Qual a forma do livro?

Ele parece grande ou pequeno? É grosso ou fino?

Qual a cor predominante na capa?

II) Ilustração da capa

Qual será a idade das crianças que aparecem na capa?

Será que elas sabem ler?

Por que será que estão descalsas?

O que elas encontraram no chão?

Qual a expressão delas?

Por que será que um livro causou tanto espanto às crianças?

Com base na ilustração da capa, que tipo de história nos espera?

III) O título do livro

Por que será que no título do livro há um ponto de exclamação?

Por que o destaque da palavra LIVRO?

Quem lembra de um livro muito especial? Conte sobre ele?

IV) Leitura da contra capa – texto e imagem

Como a presença de um livro, pode mudar a paisagem ao redor?

Como uma coisa comum pode se tornar mágica?

Como algo familiar pode se tornar fantástico?

Até onde será que um livro pode nos levar?

A imagem da contra capa será real, ou fruto da imaginação vivida a partir da leitura?

Proposta de atividade:

Quem já viajou através de um livro? Como foi e para onde foi essa viagem?

(*)Sugerir que as crianças registrem essa viagem através de um desenho. Depois, solicitar que apresentem o desenho e compartilhem a “viagem” com os colegas.

(Sugestão: fazer uma exposição dos trabalhos)

2ª etapa: A leitura

1) Antes de iniciar a leitura, explorar junto ás crianças: o que já sabemos sobre a história?

Ou o que pensamos que já sabemos sobre a história?

2) Antes da leitura, o mediador apresenta todas as ilustrações e pede às crianças que identifiquem as imagens reais e as imaginárias.

3) O mediador retoma as ilustrações e sugere que, a cada página, as crianças criem uma história coletiva.

4) Num segundo momento, o mediador pode sugerir o registro coletivo da história.

O professor pode ser o escriba da turma.

5) Finalmente, a leitura do texto é feita pelo mediador.

3ª etapa: O final da história

Depois da leitura, abrir para discussão com os alunos: quem será que escreveu a história: a autora e a ilustradora? Vamos conhecer mais sobre essa dupla de australianas.

O que o livro mudou na vida dessas crianças?

Como é o lugar em que essas crianças vivem? Como o livro transformou esse lugar?

O que vocês acharam das ilustrações? E do texto do autor? E do texto construído coletivamente? O que vocês mais gostaram no livro? O que não gostaram? O que mudariam na história?

4ª etapa: A história acaba, mas a leitura continua…

Sugerir aos alunos que levem o livro para casa e sejam contadores de histórias para os pais, avós, irmãos e, depois, compartilhem a experiência com o grupo.

Contribuição da consultora :  Maria Helena Marques Rovere

Por quê?

Livro: Por quê?

Autora e ilustradora: Lila Prap

Editora: Biruta

 

O livro “Por quê?” traz perguntas curiosas, que toda criança faz ou fará um dia, sobre os animais:

Por que as hienas riem? Por que as zebras têm listras? Por que as girafas têm pescoço comprido? Entre várias outras. E traz também, além das explicações científicas, respostas típicas de crianças: zebras são cavalos de pijamas, para ficar com suas cabeças nas nuvens, não sei, não faço ideia…..

É um livro divertido, interativo e que tem tudo a ver com o universo curioso da criança.

Antes da leitura do livro:

1. Dividir a turma em grupos

2. Entregar um papel com uma pergunta do livro para cada grupo e pedir que respondam à pergunta (do jeito que sabem ou que imaginam) e façam uma ilustração.

3. Socializar perguntas, respostas, desenhos. Fazer um painel na classe com as perguntas e ilustrações.

4. Fazer uma roda de conversa sobre os porquês. Conversar sobre outras curiosidades que têm sobre os animais ou qualquer outra coisa.

Durante a Leitura:

1. Apresentar o livro, explorar título, autora/ilustradora

2. Ler para as crianças o texto de apresentação do livro, no qual a autora propõe como desafio, que as crianças inventem também suas próprias respostas e façam suas próprias ilustrações.

3. Ler o livro, explorando o que é resposta científica e explorando as ilustrações.

4. Conferir se houve alguma resposta do livro que coincidiu com as respostas das crianças.

Depois da leitura:

1. Conhecer, ouvir, cantar a música Oito anos (Adriana Calcanhoto)

Por que você é flamengo
E meu pai botafogo?
O que significa
“impávido colosso”?

Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que os dentes caem?
Por onde os filhos saem?

Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?

Quanto é mil trilhões
Vezes infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?

Well, well, well
Gabriel…
Well, Well, Well, Well…

Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?

Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?

Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?

Do que é feita a nuvem?
Do que é feita a neve?
Como é que se escreve
Re…vèi…llon

Well, Well, Well
Gabriel…(4x)

2. Conversar sobre o significado de “Well, Well, Well, Gabriel”.

3. Propor a criação do livro “Por quê?”, da turma:  Cada grupo ou dupla vai escolher uma pergunta da música 8 anos para responder, como no livro da Lila: registrar a resposta que eles têm para a questão e também pesquisar qual é a explicação científica.

Ilustrar

Pensar numa forma legar de escrever pergunta e respostas na folha

(como está no livro).

Não é necessário seguir o modelo da autora, eles podem criar novas formas.

Mediação de : Lilian Natal

Como Contar Crocodilos

PARA CONHECER O LIVRO…

Como contar crocodilos é, sob todos os aspectos, uma obra encantadora. Aqui a autora Margaret Mayo reuniu oito contos populares, de nações e lugares tão afastados como a Indonésia e as planícies norte-americanas, o Japão e a Grã-Bretanha, a Grécia e as savanas africanas. Em seguida, recontou-os a seu modo, com doçura, emoção e simplicidade incomparáveis. A história da vovó coelha e o leão mandão, nos lembra bastante dos nossos avôs que tudo faz para nos agradar e nos defender.
ANTES DA LEITURA VAMOS LEMBRAR-NOS DE PESSOAS MARAVILHOSAS DA NOSSA VIDA.

  •  Conversar com as crianças sobre os seus avôs. Quem ainda tem vovó e vovô? Quais histórias que eles ouviram com os avôs? Se eles contam histórias para os avôs? O que os vovôs fazem que eles mais gostam?
  •  Pedir para as crianças desenharem seus avôs, escrever uma cartinha para eles.

    imagem de Ati Forberg

1. Mostrar o livro, ler os títulos existentes e questiona sobre a história da Vovó coelha e o leão mandão. O que acham que vai acontecer com a vovó coelha? O que o leão mandão poderia querer com a vovó coelha?

2. Leitura da história Vovó coelha e o leão mandão.

3. Roda de conversa sobre o texto:

Gostaram? O que sentiram? Como você se comportaria com uma pessoa mandona, brava? Qual o ensinamento que a vovó coelha deu para os netos? O que você achou do comportamento do leão.

4. Expor as cartinhas das crianças para os vovôs.

Artigo escrito por :

Udineide Ribeiro da Silva

Tinha Uma Velhinha Que Engoliu Uma Mosca

Autor e ilustrador: Jeremy Holmes

Editora: Manole

Ano: São Paulo, 2010

Sinopse

Este livro resgata um texto clássico da literatura infantil norte-americana, que narra a história de uma velhinha que, sem motivos, engole uma mosca ainda viva. Para matar a mosca em seu estômago, a velhinha pensa em uma solução e é a partir daí que começa a confusão.  Além de apresentar uma história clássica, esta obra apresenta como grandes diferenciais: seu design, suas ilustrações, o formato e a tipologia usada. Tudo é inovador e complementa perfeitamente o texto, fazendo com que esta obra encante não só crianças, mas também os leitores maiores.

Sobre o autor:

Jeremy Holmes é designer, muitos de seus trabalhos já foram premiados em diversas publicações sobre design. Com o livro “Tinha Uma Velhinha Que Engoliu Uma Mosca”, Holmes ganhou o prêmio “Opera Prima” durante a feira do livro infantil de Bologna em 2010.

Mediação de leitura

- Apresentar o livro: seu design, suas ilustrações, o formato e a tipologia usada formato.

- Distribuir uma cópia do texto e ler em forma de jogral com a participação de três grupos:

Assim:

Grupo1: TINHA UMA VELHINHA QUE ENGOLIU UMA MOSCA.

 

Grupo 2: Mas que coisa tosca, engolir mosca!

 

Grupo 3: O QUE PODE ACONTECER? E SE ELA MORRER?

 

Grupo 1: TINHA UMA VELHINHA QUE ENGOLIU UMA ARANHA

              Toda, peluda, pernuda, graúda e estranha!

 

Grupo 2: ELA ENGOLIU A ARANHA PARA PEGAR A MOSCA.

         Mas que coisa tosca, engolir uma mosca!

 

Grupo 3: O QUE PODE ACONTECER? E SE ELA MORRER?

 

Grupo 1: TINHA UMA VELHINHA QUE ENGOLIU UMA AVE

                Isso sim foi grave! Imagine, engolir uma ave?

 

Grupo 2: ELA ENGOLIU A AVE PARA PEGAR A ARANHA

                 toda peluda, pernuda, graúda e estranha!

                ELA ENGOLIU A ARANHA PARA PEGAR A MOCA.

                Mas que coisa tosca, engolir uma mosca!

 

Grupo 3: O QUE PODE ACONTECER? E SE ELA MORRER?

 

Grupo 1: TINHA UMA VELHINHA QUE ENGOLIU UM GATO.

               Veja só que barato, ela engoliu um gato!

 

Grupo 2: ELA ENGOLIU UM GATO PARA PEGAR A AVE.

              ELA ENGOLIU A AVE PARA PEGAR A ARANHA

              toda peluda, pernuda, graúda e estranha!

              ELA ENGOLIU A ARANHA PARA PEGAR A MOSCA.

             Mas que coisa tosca, engolir uma mosca!

Grupo 3: O QUE PODE ACONTECER? E SE ELA MORRER?

 

Grupo 1: TINHA UMA VELHINHA QUE ENGOLIU UM CACHORRO.

Socorro! Como ela foi engolir um cachorro? 

Grupo 2: ELA ENGOLIU O CACHORRO PARA PEGAR O GATO.

            ELA ENGOLIU O GATO PARA PEGAR A AVE.

           ELA ENGOLIU A AVE PARA PEGAR A ARANHA

           toda peluda, pernuda, graúda e estranha!

          ELA ENGOLIU A ARANHA PARA PEGAR A MOSCA.

         Mas que coisa tosca, engolir uma mosca!

 

Grupo 3: O QUE PODE ACONTECER? E SE ELA MORRER?

 

Grupo 1: TINHA UMA VELHINHA QUE ENGOLIU UMA COBRA.

              E engoliu de uma vez, sem nem deixar sobra!

 

Grupo 2: ELA ENGOLIU A COBRA PRA PEGAR O CACHORRO.

             ELA ENGOLIU O CACHORRO PARA PEGAR O GATO.

             ELA ENGOLIU O GATO PARA PEGAR A AVE.

            ELA ENGOLIU A AVE PARA PEGAR A ARANHA

            toda peluda, pernuda, graúda e estranha!

           ELA ENGOLIU A ARANHA PARA PEGAR A MOSCA.

          Mas que coisa tosca, engolir uma mosca!

 

Grupo 3: O QUE PODE ACONTECER? E SE ELA MORRER?

 

Grupo 1: TINHA UMA VELHINHA QUE ENGOLIU UMA VACA.

                sem garfo, nem faca, só engoliu uma vaca!

 

Grupo 2: ELA ENGOLIU A VACA PARA PEGAR A COBRA.

              ELA ENGOLIU A COBRA PRA PEGAR O CACHORRO.

              ELA ENGOLIU O CACHORRO PARA PEGAR O GATO.

              ELA ENGOLIU O GATO PARA PEGAR A AVE.

              ELA ENGOLIU A AVE PARA PEGAR A ARANHA

              toda peluda, pernuda, graúda e estranha!

              ELA ENGOLIU A ARANHA PARA PEGAR A MOSCA.

             Mas que coisa tosca, engolir uma mosca!

 

Grupo 3: O QUE PODE ACONTECER? E SE ELA MORRER?

 

Grupo 1: TINHA UMA VELHINHA QUE ENGOLIU UM CAVALO….

 

Não ler esse final “E ELA MORREU É CLARO” conduzir uma roda de conversa instigando os alunos a imaginar um final para a história  

 

Roda de conversa: Estimular a conversa sobre finais diferentes para a história, de modo a que novas situações da trama possam ser sugeridas pela classe.

Conversar com a turma sobre o conteúdo da história, fazendo perguntas, tais como: Quais foram os animais que a velhinha engoliu? Qual o próximo animal que a velhinha irá engolir? O que será que a velhinha pensava que ia acontecer engolindo cada vez outros animais? Será que a velhinha tinha esperança que um animal tirasse os outros de dentro do seu estômago? Qual animal poderia fazer uma mágica e salvar a velhinha? Como? A velhinha queria viver, por quê?  Ela se salvou? Ou não?

Dividir a turma em grupos de 6 e cada grupo deverá construir finais diferentes para a história e ilustrando-a.

Cada grupo deverá apresentar o final da sua história por meio de dramatização. Expor em varais os trabalhos dos alunos.

Elaboração: Helena L. de Souza Bartnik

É Meu!

Livro: É MEU!

Autora: Rachel Bright

Tradução: Mila Dezan

Inicialmente, sugerimos uma dramatização fiel (cenas e texto) da história: interessante criar uma situação real para as crianças se divertirem e ao mesmo tempo refletirem sobre questões que são próprias do seu comportamento.

Após a dramatização, apresentar o livro, as ilustrações.

Conversar com as crianças sobre o que acharam do teatro. Se já vivenciaram alguma situação parecida a de Fifi e Fabi e como foi resolvido, foi resolvido?…

Propor atividade lúdica com brinquedos: “O dia do Brinquedo que quero compartilhar” para o dia seguinte.

A exemplo do que Fifi eFabi  fizeram para registrar o combinado dos dias em que Fofinho seria de uma e da outra, pode ser construída uma TABELA mensal para REGISTRAR quem vai ficar responsável pelo brinquedo em determinado dia do mês.

Outras atividades podem ser propostas para trabalhar a ideia de COMPARTILHAR.

Por exemplo, a responsabilidade de plantar e regar uma planta…

Propor Estudo de Casos(em grupos): para que alternativas possam ser pensadas e sugeridas pelas crianças.  Se para a Educação Infantil, as alternativas podem ser representada em forma de ilustrações.

Se para o Ensino Fundamental, de forma escrita.

Exemplo de um Estudo de Caso: Leonardo (6 anos)  e Mateus (5 anos), filhos de Dona Rosa (empregada doméstica) e do Seu Carlos (pedreiro), ganharam de presente, no dia das crianças uma bicicleta nas cores azul e vermelha.

Antes de entregarem o brinquedo, os pais procuraram explicar aos meninos que o dinheiro só dava para comprar uma bicicleta, presente solicitado pelos dois meninos. Dessa forma, eles teriam que compartilhar o presente.

Comando: Sugiram, como Leonardo e Mateus podem se organizar para melhor compartilhar o presente? Procurem fornecer detalhes que demostrem, de forma clara, como a situação pode ser resolvida.

Proposta de Sequência Didática:

Rosa Maria Silva Furtado

(Consultora de LEM-BA)

Meu Livro Preferido – Marilda Gimenez

Marilda é voluntária há 10 anos, da região de Gaspar.

O seu livro favorito é “O Pequeno Príncipe”, de Antonie de Saint-Exupery.

Foi o primeiro livro que ela  ganhou que não era uma leitura obrigatória.

Ela recebeu este livro  de presente quanto tinha 13 anos.

Com este livro ela viajou num espaço dos sonhos .

Vivia o período de sua adolescência e percebeu com a leitura que a vida poderia ser muito mais bonita e verdadeira … Entendeu que a beleza está dentro de nós…

Marilda repassou este livro para suas filhas,que  hoje também amam a leitura.

Ela complementa :

 A leitura sempre traz uma aprendizagem diferencial e cada livro traz uma mensagem pra sua vida .